Fuçando nos twitters alheios em um momento de tédio descobri um fenomenal, o fodemal (ih, rimou!). Comecei a seguir na hora (mesmo que o primeiro twitt que vi dizendo "paulistano @fodemal" HAHAHA).
Tomei a liberdade de fazer uma listinha de gente "fode mal" na minha humilde opinião:
- gente que chama churrasqueira do prédio de "espaço gourmet"
- quem não gosta de pizza
- quem trata mal os pais
- quem tem muito nojo de tudo
- quem escreve post ou matéria com palavra muito difícil - ou seja, gente pedante
- quem tem essas picaponas grandes e passa acelerando demais
- quem fala "desculpa qualquer coisa" quando vai embora da casa de alguém (sem ter feito nada que justifique a desculpa)
- quem não come chocolate
- gente que compra a revista Caras (só é permitido ler em salas de espera e cabeleireiros)
- gente muito metida a ser saudável
Acho que tá bom, né? Mas eu adorei o conceito de "fode mal", vou utilizar nas minhas conversas em eventos da alta sociedade.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Dez pequenos sinais bobinhos de que você está amando
Aos quase 30, todas nós já passamos por amores, grandes paixões, paixonites ou o grande-amor- da-vida-de-uma-noite. E ás vezes, quando a gente se dá conta, vê que está amando. Acontece, né? Mesmo que não admita, mesmo que nem fale pra ele, mas oh yeah, você sabe que está amando quando:
- Você senta pra fazer xixi e, quando percebe, já terminou faz tempo mas ficou uns 10 minutos ali sentada, só pensando em como ele é lindo;
- Nenhum programa, nenhuma balada, nada é melhor do que ficar em casa com ele vendo TV e comendo pipoca;
- Você tem vontade de mandar fotos dele para as amigas dizendo "ele não é liiiindo?" (mas você se controla porque não quer fazer ninguém vomitar);
- Você lê o horóscopo dele;
- Quando você sabe que falta pouco pra ele ir embora você já fica com saudades antecipadas, mesmo estando abraçada a ele;
- Você sabe que ele tem defeitos. Você vê os defeitos dele. Mas não importa tanto assim - as qualidades são bem mais e mais importantes! E alguns defeitos até dão ternura, como uma pinta feiosa ou a ansiedade dele;
- Tem vezes que ele fica falando sobre coisas que não te interessam muito, mas você gosta porque é uma oportunidade de ficar olhando pra ele e pensando como ele é lindo sem que ele fale "que foi?"
- Você, mulher forte, segura (ou tenta ser), independente (ou tenta ser), se vê fazendo beicinho e falando com a voz meio infantilizada com ele. Pior: ele faz a mesma coisa!
- Uma câmera na mão, um namorado na sua frente e pronto: você fica tirando um monte de fotos dele enquanto ele faz cara de ai que saco e pede pra você parar. Depois, você fica olhando as fotos e pensando como ele é lindo.
- Antes, você via casais apaixonados se beijando e sentia um misto de vontade de vomitar e inveja. Agora, você sorri e acha lindo. Quem diria!
- Você senta pra fazer xixi e, quando percebe, já terminou faz tempo mas ficou uns 10 minutos ali sentada, só pensando em como ele é lindo;
- Nenhum programa, nenhuma balada, nada é melhor do que ficar em casa com ele vendo TV e comendo pipoca;
- Você tem vontade de mandar fotos dele para as amigas dizendo "ele não é liiiindo?" (mas você se controla porque não quer fazer ninguém vomitar);
- Você lê o horóscopo dele;
- Quando você sabe que falta pouco pra ele ir embora você já fica com saudades antecipadas, mesmo estando abraçada a ele;
- Você sabe que ele tem defeitos. Você vê os defeitos dele. Mas não importa tanto assim - as qualidades são bem mais e mais importantes! E alguns defeitos até dão ternura, como uma pinta feiosa ou a ansiedade dele;
- Tem vezes que ele fica falando sobre coisas que não te interessam muito, mas você gosta porque é uma oportunidade de ficar olhando pra ele e pensando como ele é lindo sem que ele fale "que foi?"
- Você, mulher forte, segura (ou tenta ser), independente (ou tenta ser), se vê fazendo beicinho e falando com a voz meio infantilizada com ele. Pior: ele faz a mesma coisa!
- Uma câmera na mão, um namorado na sua frente e pronto: você fica tirando um monte de fotos dele enquanto ele faz cara de ai que saco e pede pra você parar. Depois, você fica olhando as fotos e pensando como ele é lindo.
- Antes, você via casais apaixonados se beijando e sentia um misto de vontade de vomitar e inveja. Agora, você sorri e acha lindo. Quem diria!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Ainda na frustração (e chega, hein!)
Talvez meu post anterior tenha dado a entender que eu acho que frustração não é nada, que um dia passa e ninguém morre disso. Na verdade eu me referia às frustrações amorosas, dessas que todo mundo passa na vida. Uns mais, outros menos. E mesmo assim não é fácil pra ninguém, não.
Os "ajustes aqui e ali na cabecinha e na vidinha" que tive que fazer, por exemplo, foram anos de terapia, mais muitas e muitas frustrações que machucaram mas ensinaram também. E toca sofrer, chorar, digerir. Não é de uma hora pra outra, não é num piscar de olhos. Esse "um dia vira passado" que escrevi no post anterior na verdade é "depois de um tempo, de um processo dolorido e gradual, a frustração passa a não doer ou importar tanto assim".
Se bem que eu também me referia ás pequenas frustrações amorosas, tipo você estar afim de um bonitinho, chegar na festa toda arrumada e perfumada achando que ia rolar e ter a agradável surpresa de vê-lo nos braços de alguma lambisgóia (adoro essa palavra). Não é nada grave, você não vai estar meses com o coração despedaçado, mas não é gostoso, né?
E pra superar acho que é como em quase tudo na vida: dar tempo ao tempo!
Os "ajustes aqui e ali na cabecinha e na vidinha" que tive que fazer, por exemplo, foram anos de terapia, mais muitas e muitas frustrações que machucaram mas ensinaram também. E toca sofrer, chorar, digerir. Não é de uma hora pra outra, não é num piscar de olhos. Esse "um dia vira passado" que escrevi no post anterior na verdade é "depois de um tempo, de um processo dolorido e gradual, a frustração passa a não doer ou importar tanto assim".
Se bem que eu também me referia ás pequenas frustrações amorosas, tipo você estar afim de um bonitinho, chegar na festa toda arrumada e perfumada achando que ia rolar e ter a agradável surpresa de vê-lo nos braços de alguma lambisgóia (adoro essa palavra). Não é nada grave, você não vai estar meses com o coração despedaçado, mas não é gostoso, né?
E pra superar acho que é como em quase tudo na vida: dar tempo ao tempo!
terça-feira, 30 de março de 2010
Os beijos que não dei
Amiga minha agora há pouco estava choramingando por causa de uma história que gerou expectativas que se frustaram. E choramingou também por todas as outras histórias da vida dela em que aconteceu a mesma coisa. Dessas em que a gente faz tudo certinho, atravessa o campo driblando todo mundo, dá aquele chute pro gol... e o Galvão grita "pra foooooora!".
E quem não passou por isso? Eu que o diga. Minha vida é uma sucessão de bolas na trave ou pra fora. Caras que eu tinha certeza de que ia pegar e não peguei. Beijos que eu estava quase dando e não pude dar. Caras que eu achava que eram "o cara" e não eram. Caras pra quem tentei dar uma chance e não consegui, não me atraiam o suficiente. Se eu fosse contar todos os casos, acho que ia ter que fazer um blog só disso. Afe, que amargura que seria esse blog!
Mas sabe o que acontece com tanta frustração? Um dia vira passado. E as coisas começam a fluir. É só fazer uns ajustes aqui e ali na sua cabecinha e na sua vidinha. E contar com um pouco de sorte, claro, mas isso todo mundo tem pelo menos um pouco em algum momento, né?
Por exemplo, eu mesma, depois de tanta bola fora, hoje sou a feliz namorada de um rapagão parrudo que me provoca graves ataques de fofura. Não sei se no fim não vai ser mais uma frustração - nunca se sabe, nunca - mas pelo menos dessa vez eu marquei o gol. Se vou ganhar ou não o jogo, aí já é outra história.
E quem não passou por isso? Eu que o diga. Minha vida é uma sucessão de bolas na trave ou pra fora. Caras que eu tinha certeza de que ia pegar e não peguei. Beijos que eu estava quase dando e não pude dar. Caras que eu achava que eram "o cara" e não eram. Caras pra quem tentei dar uma chance e não consegui, não me atraiam o suficiente. Se eu fosse contar todos os casos, acho que ia ter que fazer um blog só disso. Afe, que amargura que seria esse blog!
Mas sabe o que acontece com tanta frustração? Um dia vira passado. E as coisas começam a fluir. É só fazer uns ajustes aqui e ali na sua cabecinha e na sua vidinha. E contar com um pouco de sorte, claro, mas isso todo mundo tem pelo menos um pouco em algum momento, né?
Por exemplo, eu mesma, depois de tanta bola fora, hoje sou a feliz namorada de um rapagão parrudo que me provoca graves ataques de fofura. Não sei se no fim não vai ser mais uma frustração - nunca se sabe, nunca - mas pelo menos dessa vez eu marquei o gol. Se vou ganhar ou não o jogo, aí já é outra história.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Pessoas sem noção de mundo - conceito e exemplos
Nesses meus quase 30 anos de vivência e de convivência com outros seres humanos, pude observar diversos tipos de comportamentos, mentalidades, sexualidades, individualidades e vários outros “ades”. Gente de tudo quanto é tipo, tamanho, cor, cultura, poder. Entre milhares de questões e conclusões que formulei com tudo isso, desenvolvi um conceito para classificar algumas pessoas com as quais tive a oportunidade de compartir momentos, seja por minutos, horas, dias, meses ou até mesmo anos.
Seguramente todos vocês lembrarão de alguém com as características que vou enumerar. O conceito é o de “pessoas sem noção de mundo”. Explico: são aquelas que não têm a menor noção de regras básicas da convivência. Ou que desconhecem dados geográficos básicos, que fazem (ou deveriam fazer) parte da cultura geral de todos. Por “dado geográfico” entenda-se não só “Cabul é a capital do Afeganistão”, mas saber que a Torre Eiffel fica em Paris, por exemplo. Podem ser também pessoas que não sabem o que se passa ao seu redor, o que se passa no mundo. Em geral sabem só o que está na novela ou nas revistas de fofoca. Também entram na categoria as pessoas sem educação, que não sabem que tem que falar obrigado, por favor, respeitar o próximo. É um conceito bem abrangente, como vocês podem ver.
Excluo da classificação pessoas que realmente não têm acesso à educação e à informação, seja por falta de dinheiro ou por qualquer outro motivo. Quem não tem como ir viajar, pra ver como tem gente e lugar e tudo tão diferente do que a gente tá acostumado a ver na nossa vidinha cotidiana. Alguém que more numa aldeia indígena ás margens do Rio Amazonas, dessas que o Globo Repórter visita de vez em quando dizendo que nunca antes o “homem branco” havia chegado lá, não tem nem como saber que a Torre Eiffel fica em Paris.
Vou dar exemplos, para que fique mais fácil a compreensão do conceito. Uma vez recebemos em casa uma (ex) amiga da minha irmã que eu sempre odiei, justamente porque ela não tem a menor noção de mundo. Ela veio com o namorado e o cunhado. Ambos também se encaixavam perfeitamente no perfil. Pra vocês terem uma idéia, a mina não me falava “bom dia”. Ela estava na MINHA casa, comendo da MINHA comida, e não me falava sequer “bom dia”. Eu chegava e ela ficava olhando para um ponto fixo á sua frente, só pra não me olhar e fazer o esforço de me cumprimentar. E os dois trogloditas, então, que levantavam e já iam abrindo a geladeira? Se eles fossem da família, ou amigos íntimos, tudo bem. Mas não era o caso.
Sem noção de mundo.
Há alguns anos estudei italiano na Itália por um mês. Uma das minhas companheiras de viagem era absurdamente sem noção. Ela tinha 20 anos na cara e tinha medo do escuro e de dormir sozinha. Só faltava pedir pra eu dar a mão pra ela conseguir dormir. Estávamos combinando nossa viagem a Florença e ela perguntou: “mas e pra Firenze, quando a gente vai?” Dio santo, qualquer um sabe que “Firenze” é Florença em italiano. Ou não? Ainda mais alguém que estuda italiano e que está na Itália.
E o tio da minha amiga, que em pleno almoço de domingão em família vira pra ela, na época adolescente, e pergunta, do outro lado da mesa e em alto e bom som: "e aí, Laurinha, você tá virgem ainda?" Ou o avô do meu amigo, que no enterro de um velho companheiro foi abordado por uma senhora que lhe perguntou "o senhor lembra de mim?". Ele, que estava ao lado da família do falecido, respondeu efusivamente: "mas é claro!! Você era amante do Viana!". Sim, ela era amante do defunto.
Lembrei de mais uma história que merece ser contada. É de uma das milhares de primas da minha mãe. Ela é completamente tchalau (tchalau = “louco” na língua da minha família). Vejam só: certa feita, estava ela com outros familiares em um lugar que vende churros (churraria?). Um deles era “o primo viado”. Daquelas bichinhas magrelinhas, camisetinha baby look, vozinha fina, estilista de vestidos de noiva. Ela comprou seus churros e, vendo que o tal primo não tinha comprado nenhum, disse “mas você não vai comer churros??”
- Não, obrigado. Churros dão espinhas.
- Aaaah é?? E dar o cu não dá espinha não, né???
Isso dito bem alto e estridente, no meio do lugar. Eu a-mo essa história!!!
Viram só, nem sempre os “sem noção” são irritantes; ás vezes são embaraçosamente divertidos! Esses foram só alguns exemplos de “semnoçãolidade” (nossa, forcei). Mas deu pra entender o que é, né? Com certeza todo mundo conhece alguém assim. E cuidado, você pode ser um “sem noção de mundo” sem saber...
Seguramente todos vocês lembrarão de alguém com as características que vou enumerar. O conceito é o de “pessoas sem noção de mundo”. Explico: são aquelas que não têm a menor noção de regras básicas da convivência. Ou que desconhecem dados geográficos básicos, que fazem (ou deveriam fazer) parte da cultura geral de todos. Por “dado geográfico” entenda-se não só “Cabul é a capital do Afeganistão”, mas saber que a Torre Eiffel fica em Paris, por exemplo. Podem ser também pessoas que não sabem o que se passa ao seu redor, o que se passa no mundo. Em geral sabem só o que está na novela ou nas revistas de fofoca. Também entram na categoria as pessoas sem educação, que não sabem que tem que falar obrigado, por favor, respeitar o próximo. É um conceito bem abrangente, como vocês podem ver.
Excluo da classificação pessoas que realmente não têm acesso à educação e à informação, seja por falta de dinheiro ou por qualquer outro motivo. Quem não tem como ir viajar, pra ver como tem gente e lugar e tudo tão diferente do que a gente tá acostumado a ver na nossa vidinha cotidiana. Alguém que more numa aldeia indígena ás margens do Rio Amazonas, dessas que o Globo Repórter visita de vez em quando dizendo que nunca antes o “homem branco” havia chegado lá, não tem nem como saber que a Torre Eiffel fica em Paris.
Vou dar exemplos, para que fique mais fácil a compreensão do conceito. Uma vez recebemos em casa uma (ex) amiga da minha irmã que eu sempre odiei, justamente porque ela não tem a menor noção de mundo. Ela veio com o namorado e o cunhado. Ambos também se encaixavam perfeitamente no perfil. Pra vocês terem uma idéia, a mina não me falava “bom dia”. Ela estava na MINHA casa, comendo da MINHA comida, e não me falava sequer “bom dia”. Eu chegava e ela ficava olhando para um ponto fixo á sua frente, só pra não me olhar e fazer o esforço de me cumprimentar. E os dois trogloditas, então, que levantavam e já iam abrindo a geladeira? Se eles fossem da família, ou amigos íntimos, tudo bem. Mas não era o caso.
Sem noção de mundo.
Há alguns anos estudei italiano na Itália por um mês. Uma das minhas companheiras de viagem era absurdamente sem noção. Ela tinha 20 anos na cara e tinha medo do escuro e de dormir sozinha. Só faltava pedir pra eu dar a mão pra ela conseguir dormir. Estávamos combinando nossa viagem a Florença e ela perguntou: “mas e pra Firenze, quando a gente vai?” Dio santo, qualquer um sabe que “Firenze” é Florença em italiano. Ou não? Ainda mais alguém que estuda italiano e que está na Itália.
E o tio da minha amiga, que em pleno almoço de domingão em família vira pra ela, na época adolescente, e pergunta, do outro lado da mesa e em alto e bom som: "e aí, Laurinha, você tá virgem ainda?" Ou o avô do meu amigo, que no enterro de um velho companheiro foi abordado por uma senhora que lhe perguntou "o senhor lembra de mim?". Ele, que estava ao lado da família do falecido, respondeu efusivamente: "mas é claro!! Você era amante do Viana!". Sim, ela era amante do defunto.
Lembrei de mais uma história que merece ser contada. É de uma das milhares de primas da minha mãe. Ela é completamente tchalau (tchalau = “louco” na língua da minha família). Vejam só: certa feita, estava ela com outros familiares em um lugar que vende churros (churraria?). Um deles era “o primo viado”. Daquelas bichinhas magrelinhas, camisetinha baby look, vozinha fina, estilista de vestidos de noiva. Ela comprou seus churros e, vendo que o tal primo não tinha comprado nenhum, disse “mas você não vai comer churros??”
- Não, obrigado. Churros dão espinhas.
- Aaaah é?? E dar o cu não dá espinha não, né???
Isso dito bem alto e estridente, no meio do lugar. Eu a-mo essa história!!!
Viram só, nem sempre os “sem noção” são irritantes; ás vezes são embaraçosamente divertidos! Esses foram só alguns exemplos de “semnoçãolidade” (nossa, forcei). Mas deu pra entender o que é, né? Com certeza todo mundo conhece alguém assim. E cuidado, você pode ser um “sem noção de mundo” sem saber...
domingo, 21 de março de 2010
Desgraçada
É apertar um botão e todas as desgraças do mundo entram no aconchego do seu lar. Catástrofes de tudo quanto é jeito, assassinatos, acidentes... é violência, destruição e tristeza até não poder mais.
E você não vê a desgraça uma vez só. Tipo viu, se impressionou, que merda, fazer o quê, o show e a vida têm que continuar, eu vou é comprar papel higiênico que tá acabando. Não! Ela é mostrada, esmiuçada, comentada e repetida 457 vezes por 52 canais de TV, 135 portais da internet, 43513 blogs, 27813 twitts e assim vai. Dependendo da magnitude da tragédia, isso dura dias e dias até que outras aconteçam e ocupem o seu lugar, recomeçando todo o processo. Parece que não dá pra escapar.
A mídia mostra demais esse tipo de coisa. Sem falar das bizarrices humanas, das humilhações ao vivo e a cores, dos barracos homéricos em tempo real. Tudo negativo, tudo trevas. É disso que o povo gosta. É isso que vende.
E se passassem a dar mais boas notícias? Ou a suavizar um pouco as más? Imagine que bacana se você abrisse o jornal e lesse uma coisa assim:
"Depois de anos economizando, a manicure Roseli Pereira, 45, finalmente vai realizar o sonho de conhecer Paris."
OU
"Um homem foi assaltado quando chegava em casa hoje, ao redor das 20hs, na Vila Nhocunezinho. Em compensação, outros 2672 moradores do bairro não tiveram maiores problemas ao retornar ás suas residências. Inclusive era aniversário de um deles, o sr. Sandoval Carvalho, que fez 70 anos e ganhou uma festa-surpresa de sua mulher, dona Geni, com a presença dos quatro filhos e 11 netos do casal."
Não seria sensacional?
Claro que estou exagerando. Mas comecei a pensar nessas coisas quando percebi que estava ficando medrosa e ansiosa demais. Acho que um pouco por razões que não vem ao caso agora, mas também vi que me expor tanto a tantas notícias ruins e negatividades afins estava me afetando.
Acho difícil a mídia mudar essa postura de explorar as mazelas humanas nas suas mais distintas magnitudes. E também é óbvio que o fluxo de informações só tende a aumentar, com tantos meios tecnológicos para isso. Mas podemos filtrar um pouco o que chega até a gente, né? Ou como isso impacta na nossa cachola.
Não estou dizendo que temos que fechar os olhos pras ruindades do mundo e nem que temos que viver nos enganando, achando que tudo é um mar de rosas. Temos que saber o que está acontecendo por aí pra se conscientizar, se solidarizar, agir se for o caso, se comover, ou mesmo só saber o que se passa com nossos semelhante, afinal o mundo é um só e estamos todos ligados de algum jeito, todos no mesmo barco.
O que quero dizer é: acho que a gente precisa saber que um avião caiu, mas talvez não seja realmente necessário explorar os pormenores da vida das 200 e poucas pessoas que estavam nele e nem exatamente como as famílias das vítimas se sentiram. Porque isso a gente imagina, né??
Uma sugestão pra diminuir um pouco a presença de tanta desgraceira na nossa vidinha cotidiana é menos TV e internet e mais livros, mais DVDs bacanas (isso vale também para você mesma, dona Nadja G.). Mais blogs engraçados e menos portais de notícias. Sem se alienar e nem perder a noção do que está rolando, mas também sem paranóia. Não é uma boa?
E você não vê a desgraça uma vez só. Tipo viu, se impressionou, que merda, fazer o quê, o show e a vida têm que continuar, eu vou é comprar papel higiênico que tá acabando. Não! Ela é mostrada, esmiuçada, comentada e repetida 457 vezes por 52 canais de TV, 135 portais da internet, 43513 blogs, 27813 twitts e assim vai. Dependendo da magnitude da tragédia, isso dura dias e dias até que outras aconteçam e ocupem o seu lugar, recomeçando todo o processo. Parece que não dá pra escapar.
A mídia mostra demais esse tipo de coisa. Sem falar das bizarrices humanas, das humilhações ao vivo e a cores, dos barracos homéricos em tempo real. Tudo negativo, tudo trevas. É disso que o povo gosta. É isso que vende.
E se passassem a dar mais boas notícias? Ou a suavizar um pouco as más? Imagine que bacana se você abrisse o jornal e lesse uma coisa assim:
"Depois de anos economizando, a manicure Roseli Pereira, 45, finalmente vai realizar o sonho de conhecer Paris."
OU
"Um homem foi assaltado quando chegava em casa hoje, ao redor das 20hs, na Vila Nhocunezinho. Em compensação, outros 2672 moradores do bairro não tiveram maiores problemas ao retornar ás suas residências. Inclusive era aniversário de um deles, o sr. Sandoval Carvalho, que fez 70 anos e ganhou uma festa-surpresa de sua mulher, dona Geni, com a presença dos quatro filhos e 11 netos do casal."
Não seria sensacional?
Claro que estou exagerando. Mas comecei a pensar nessas coisas quando percebi que estava ficando medrosa e ansiosa demais. Acho que um pouco por razões que não vem ao caso agora, mas também vi que me expor tanto a tantas notícias ruins e negatividades afins estava me afetando.
Acho difícil a mídia mudar essa postura de explorar as mazelas humanas nas suas mais distintas magnitudes. E também é óbvio que o fluxo de informações só tende a aumentar, com tantos meios tecnológicos para isso. Mas podemos filtrar um pouco o que chega até a gente, né? Ou como isso impacta na nossa cachola.
Não estou dizendo que temos que fechar os olhos pras ruindades do mundo e nem que temos que viver nos enganando, achando que tudo é um mar de rosas. Temos que saber o que está acontecendo por aí pra se conscientizar, se solidarizar, agir se for o caso, se comover, ou mesmo só saber o que se passa com nossos semelhante, afinal o mundo é um só e estamos todos ligados de algum jeito, todos no mesmo barco.
O que quero dizer é: acho que a gente precisa saber que um avião caiu, mas talvez não seja realmente necessário explorar os pormenores da vida das 200 e poucas pessoas que estavam nele e nem exatamente como as famílias das vítimas se sentiram. Porque isso a gente imagina, né??
Uma sugestão pra diminuir um pouco a presença de tanta desgraceira na nossa vidinha cotidiana é menos TV e internet e mais livros, mais DVDs bacanas (isso vale também para você mesma, dona Nadja G.). Mais blogs engraçados e menos portais de notícias. Sem se alienar e nem perder a noção do que está rolando, mas também sem paranóia. Não é uma boa?
sexta-feira, 12 de março de 2010
Frase do dia
Quando eu tinha uns 14 anos eu colecionava frases. Hoje em dias as adolescentes colecionam abortos, e eu colecionava frases. haha Que horror!
Hoje lembrei do nada de uma muito boa: "a memória é uma velha louca que guarda trapos coloridos e joga comida fora."
Taí uma verdade!
Hoje lembrei do nada de uma muito boa: "a memória é uma velha louca que guarda trapos coloridos e joga comida fora."
Taí uma verdade!
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