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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho?

Esses dias a lindinha da Amanda do Buenos Aires para Chicas compartilhou no Facebook a seguinte imagem, que eu compartilhei também:

Acho que dá pra entender, mas traduzo: "se você não é feliz solteira, também não vai ser feliz em uma relação. A felicidade vem do seu interior, não de um homem".

Eu interpreto isso de "ser feliz sozinho" como buscar a felicidade sem depender tanto de fatores externos e que muitas vezes fogem do nosso controle, como ter um namorado. O desejo de estar com alguém é absolutamente natural e legítimo, afinal quem não gosta de tudo de bom que um relacionamento pode trazer? Estar bem solteira não quer dizer que não se possa querer ter alguém.

Mas não podemos achar que SÓ se tivermos um namorado vamos ser felizes ou que arranjar alguém vai ser a solução mágica para os nossos problemas. Ou até podemos achar, mas aí quem fica mal é a só a gente mesmo, né? E por isso pode acabar se afundando na melancolia em vez de aproveitar um tempo da vida que poderia ser bem gostoso.

Além disso, depositar em alguém todas as suas expectativas de felicidade é jogar uma responsabilidade enorme em cima dessa pessoa, não? De ela TER que te fazer feliz, de depender tanto dela para estar bem. Provavelmente fazer isso é um prato cheio para a frustração, porque nada nem ninguém pode nos garantir uma felicidade completa e eterna.

Em vez de só choramingar pelos cantos por estar sem namorado, enxergar e valorizar o que temos de bom na vida já ajuda muito. Pegar leve, não levar as coisas tão a sério e nem tão a ferro e fogo também é uma boa. Não é?

terça-feira, 7 de maio de 2013

Como eu me sinto quando - versão 30 e poucos - II



Essa é pra continuar a maravilhosa (arrã!) série de posts "Como eu me sinto quando - versão 30 e poucos", baseada no tumblr "Como Eu Me Sinto Quando".

... encontro o primo que vi nascer e que agora até já terminou a faculdade.


... digo um sonoro NÃO para o babaca que chega agarrando na balada.


... saio com o meu vestido novo e lindo.




... estou com TPM.


terça-feira, 3 de julho de 2012

(Bobagem) Nova

Não é novidade zoar matérias da revista Nova na Internet. A srta. Bia do Groselha News fazia isso há um tempo ( não faz mais, deixou saudade). Mas hoje vi nos twitts da vida uma "matéria" que realmente me impactou. Para o mal, que fique claro. 


A pérola tem o título de "Como Virar uma Musa em 50 lições". Na verdade, vamos enfocar nas 13 lições de "Encantar para ser um imã de homens". E eu que achava que bastava ser loira e bunduda, mas parece que não, que precisa até de lições pra isso. 

"Para ser amada pelos homens e invejada pelas mulheres, estas armas de alto poder de encantamento são tiro e queda. E não se assuste se estenderem o tapete vermelho por onde você passar".


Gente. 

Porque é isso que a gente quer: ser "amada pelos homens e invejada pelas mulheres". E ser musa. Hoje em dia todo mundo quer ser musa, quer ser diva, e taí duas palavras que perderam totalmente a força, assim como "celebridade". Musa de quem?? Diva do quê??


Mas calma, não vomite ainda. Vamos às 13 "dicas", algumas dignas da Escola Pedreirão Safado de Cantadas Ruins, e aos meus comentários sobre elas:


1. Quando cruzar um bonitão na balada, olhar para ele por dois segundos, desviar e, em seguida, encará-lo cerrando os cílios. Tia, não entendi. Se eu cerrar os cílios, eu não vou fechar os olhos??? Como vou encarar o bonitão fechando os olhos? Desenha pra mim?


2. Em uma sala cheia de homens, sentar-se de lado, cruzar as pernas, arquear o tronco para a frente e correr os dedos pelo cabelo.  Onde haveria uma sala cheia de homens? Seria a sala de espera de um urologista? Uma conferência de mecânicos de carro? E por que uma mulher estaria nesses lugares? E por que uma mulher gostaria de chamar a atenção de todos os homens em uma sala cheia de homens? Nesse caso, ela não chamaria atenção pelo simples fato de ser mulher? Por que tem que fazer todas essas manobras? Deus, são tantas perguntas..


3. Tropeçar contra o peito de um bonitão e comentar “Nossa, você é tão forte que tive a impressão de bater na parede! E se ele responder 'Nossa, isso aí não é uma saia, é um porta-joia!", é puro amor. 
4. Pedir àquele lindo que está perto da jukebox que ajude você a colocar uma música para tocar. Afinal você é burra demais para fazer isso sozinha. Ou apertar os botões pode estragar suas unhas de camurça. Mas peraí, onde tem jukebox ainda nesse Brasilzão? Estamos em 1954?
5. Perguntar ao surfista mais sarado da praia onde ele encontrou o desenho daquela tatuagem “incrível” que tem no braço. ZZZZZZZZZZZZZZZ
6. Convocar o fofo da mesa ao lado para fazer um dueto no karaokê com você. Fale que seu feeling diz que ele é carismático. Ele vai ficar louco de ouvir você cantando "Estoy Aquí" da Shakira em portunhol e com a voz esganiçada. Já ganhou, amiga.
7. Comentar a roupa de um cara falando algo do tipo “Um homem precisa ser muito macho para usar rosa — eu adoro”.  Até concordo, mas ele pode ser muito bicha também, nunca se sabe.
8. Dizer ao lindo que está sozinho na balada: “Me juraram que nesta festa teria um monte de gatos. Até agora só encontrei um”.  Essa é da Escola Pedreirão, módulo Xaveco Furado I. 
9. No bar em dia de jogo, perguntar ao moço da mesa de trás qual é o time dele. E lançar: “Já sei para quem vou torcer”. Se eu fosse ele, diria a ela "ah, e que time é teu?", só pra ela deixar de falar asneira e me deixar ver a porra do jogo. Aliás, a dica deveria ser: nunca compita com o futebol pela atenção de um homem, menos ainda num bar em dia de jogo"
10. Pedir ao vendedor que sugira qual calça ficará melhor em seu amigo que tem corpo definido como o dele. Porque quem não compra calças pros amigos toda hora, não é mesmo?
11. Na academia, puxar papo com o gato da esteira ao lado: “Estou impressionada com a dificuldade do seu treino!” Nada melhor do que conversar com alguém suado, ofegante e fazendo esforço, principalmente estando na mesma situação. Ele vai adorar.
12. Sair da pista de dança e arrumar o decote. Ui, será que o Ricardo Mansur cover sentado no bar pegou você fazendo isso? RICARDO MANSUR COVER. Olha, talvez ele não tenha visto, mas aquele magrelinho de 19 anos louco pra pegar alguém (qualquer alguém) adorou e está vindo falar com você neste momento. "Nossa, amiga, que fartura! Isso tudo é seu ou você comprou?"
13. Pedir ajuda ao deus da faculdade de administração para calcular o financiamento de seu apê. E emendar com: “Você é a pessoa que mais entende de finanças que conheço”. Nada mais sexy que finanças, não é mesmo? Quem não se excita falando de financiamento? Quem disse uma conversa sobre juros e correção monetária não pode terminar em sexo?
Ma-ra-vi-lho-sas as dicas, né, minha gente? Armas de alto poder de encantamento, realmente! Dignas de um tapete vermelho mesmo! 
Olha, "tiro e queda" é o que merece quem escreveu tanta bobagem, isso sim. E quem aplica essas dicas, claro.



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Los galanes argentinos

Pode ser o que for, mas como tem homem bonito na Argentina. Aqui em BsAs você vê umas "besheza" (como diz a Laura do Moda pra Ler, imitando a pronúncia deles para "belleza") quando menos espera, onde menos espera. Ah, se vocês vissem o guardinha do meu trabalho e seus olhos verdes. Ah, se vocês vissem o catador de papel que vi uma vez (juro, só precisava de uma ducha, um barbeiro e um banho de loja).

Pensando nisso, resolvi mostrar para vocês alguns exemplares famosos de galanes argentinos. De alguns gosto mais, de outros não tanto, mas todos têm lá o seu valor em termos de harmonia estética masculina - ou seja, são gatos. O número 1 é o que acho mais estupendo, o resto não está em ordem de preferência. Que lo disfruten!

1 - Juan Martín Hernandez


Puro esplendor em forma de homem, jogador da seleção argentina de rugby. Minha nossa senhora dos atletas, que homem é esse?? Procurem o nome dele no Google Images e preparem o babador.

2 - Rodrigo Guirao Diaz


Ator e modelo, diz que tá fazendo o maior sucesso na Itália (de onde eram os caras mais bonitos que vi na vida, aliás). Já vi ao vivo e me decepcionei um pouco com a altura do moço, mas essa carinha...

3 - Nacho Figueras

Os jogadores de polo argentinos talvez mereçam um post à parte, mas por enquanto ficamos com este belo exemplar da espécie. Pura magia e virilidade morena, não, minha gente?

4 - Sergio Martinez


Boxeador e queixinho quadrado como a tia Nadja gosta.

5 - Pablo Echarri


Ator, é o galã de novela argentino por excelência, embora tenha entrado já em um certo declínio. Eu não acho nada demais e passei a achar menos ainda depois de vê-lo ao vivo, mas admito que tem lá o seu charme.

6 - Ivan de Pineda


Modelo e apresentador, diz a lenda que Ivanzinho começou sua carreira por uma zoeira dos amigos, que o achavam tão esquisito que só pra zuá o inscreveram em uma agência de modelos. Só que os caras de lá gostaram dele e o resto é história. A cara dele é meio esquisitôncia mesmo, mas o conjunto da obra tem mérito. Alto, espadaúdo, charmoso. Besheza!

7 - Joaquín Furriel


Já protagonizou um monte de novela, inclusive com o Pablo Echarri. E esses olhões, minha gente? Aliás, se tem uma coisa que considero uma benção da natureza é homem moreno de olho claro. Selo Besheza de Qualidade!

8 - Facundo Arana


O ator também decepcionou quando avistado ao vivo, mas né? Não é de se jogar fora. Diria que tem uma coisa meio Bradley Cooper. Há pouco tempo tentou escalar o Everest, ficou doente e quase foi ser galã junto com o Heath Ledger e o Marlon Brando em outra dimensão, mas sobreviveu pra contar a história.

9 - Segundo Cernadas


Estava sumido por aqui, fazendo novelas em outros países da América Latina. Agora voltou, para nossa alegria.

10 - Hernan Drago

O modelo não é aconselhavel pra mulheres que não gostam de homem assim muito "carinha perfeitinha", uma coisa meio Ken. Eu curto pra olhar, tipo uma paisagem. Aconselho também um Google Images com o nome dele se você não tiver tirado o babador depois de ver as fotos do Juan Martín Hernandez.

ALERTA: se você estiver aqui toda bela e faceira com a sacolinha da Havanna na mão e vir um desses exemplares ou coisa parecida, não grite "nossa, que gato!". Aqui "gato" quer dizer "puta", dessas que cobram mesmo. Esclareço isso porque já tive que dar explicações a um argie depois do elogio feito por uma amiga!



domingo, 27 de maio de 2012

Insiste em zero a zero, eu quero um a um

Escrevo este post porque tenho visto vários casos semelhantes em pouco tempo.

Eles se amam. Se dão bem, não há grandes discórdias nem brigas homéricas. Têm planos para o futuro, boa química. Têm um relacionamento sério, estável, moram juntos ou são formalmente casados. Parece que tudo é harmonia entre eles, que cada um encontrou sua famigerada metade da laranja e que serão felizes para sempre.

Aí um deles um belo dia simplesmente diz "não sei se é isso que eu quero". Diz que está em crise, não-é-você-sou-eu, e foge, deixando o outro desnorteado, sem eira nem beira, sem entender direito o que aconteceu. A relação sofre um infarto. Pior que, em geral, ela não morre de vez. Fica lá agonizando, entre indecisões, idas e voltas, não fode mas não sai de cima, não caga mas não desocupa a moita.

Sim, porque o "que deixou" não deixa o "deixado" em paz. Mantém contato, dá aquela cozinhada, tenta de alguma maneira impedir ou dificultar que o outro arranje outro. São e-mails, jantares, conversas, olha não sei, é um momento meu, eu te amo mas. E é um "mas" que nem eles mesmo sabem definir, mas está lá, pelo menos na cabeça deles. Isso é o mais bizarro de tudo.

Outro dia com amigos estava tentando entender isso. Falamos e conjecturamos. Será uma auto-sabotagem do "que deixa", puro medo de ser feliz? Será que não há amor suficiente, afinal o que todo mundo quer é estar junto de quem ama?

Não chegamos a nenhuma conclusão plausível. Talvez um psicólogo ou psiquiatra possa fazer isso. Mas o que eu digo é: como nego complica o que é fácil, né? Se você gosta da pessoa, a pessoa de você, se vivem bem, se são felizes, qual o problema? Por que correr o risco de perder isso? Por que arranjar problema onde não tem? Vamos ficar juntos e ser feliz, minha gente!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Frase do dia

Os diamantes são os melhores amigos da mulher e os cachorros são os melhores amigos do homem. Agora você já sabe qual dos sexos é mais sensato. (Zsa Zsa Gabor)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aceite ou fique sozinha

- Então, tô saindo com um mocinho.
- Obaaa!! Me conta mais!
- Ah, ele é um fofo, mas sei lá...
- Sei lá o que?
- Ah, ele tem uma filha de 5 anos... tem uma barriguinha de cerveja... e é meio careca...

Quem já não ouviu conversa parecida entre amigas da nossa faixa otária etária?

Minha gente, segócio é o neguinte: a gente já não tem mais 17 anos. Nem 23. A gente tem (quase) mais de 30. E os rapazes com os quais a gente se relaciona, também. E como se diz em inglês, we`re not getting any younger (SAP: não estamos ficando mais jovens). Então não tem jeito: os mocinhos que a gente vai paquerar, beijar, sair, namorar, casar, transar, etc etc, vêm com uma "bagagem" junto. A bagagem: ex-namoradas, ex-mulheres, histórias meio bizarras, filhos, o resultado de cinco anos sem jogar futebol mas comendo o mesmo monte de comida de antes, o cabelo que começa a abundar no box e no travesseiro mas rarear na cabeça.

Não tem jeito. Se você não gosta de homem meio careca, ou grisalho, ou com barriguinha, ou com filhos, melhor rever seus conceitos se quiser aumentar suas chances de ter um relacionamento bacana. Assim como a sua pele já está mostrando se você tomou muito sol sem protetor na vida, o tempo passou pra eles também.  Tá passando. E isso traz a bagagem junto pra todos nós.

Não estou dizendo que temos que nos contentar com o primeiro que aparecer na nossa frente e se agarrar a ele como se fosse a nossa última esperança de felicidade na vida. Até já escrevi um post contra isso. E tampouco adianta forçar pra se sentir atraída por alguém que não atrai e pronto. Mas também não dá pra ficar com muuuuita frescura não, viu, filhas? "Ai, ele tá ficando careca", "ai, ele engordou 6 quilos", e por aí vai. Quem escolhe demais, fica sem!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Carnaval em vão

Quando ela abriu os olhos viu que tinha mais brilhos e cores na cara que um carro alegórico. Não deveria ter deixado que a Claudinha a maquiasse para ir a esse bloco de rua, como chamava mesmo? Kapota Mais Num Breka. Quando se deu conta do que estava prestes a fazer, começou a pensar; ia pular carnaval num bloco com um nome desses? Não entrava nem em lanchonete que tivesse "k" substituindo algum "c" no nome. Brigou com o Paulinho quando ele quis levá-la a um "Ki-bar". E agora ia dar o ar da graça no Kapota Mais Num Breka?

Quando deu por si estava no meio da multidão pulando meio desajeitada com as amigas frenéticas, todas com as caras brilhantes e coloridas como a dela. Um batuque ensurdecedor, os gritos das amigas dando cerveja pra ela. Vira, vira, vira. Era disso mesmo que precisava para esquecer o Paulinho? Sete sombras na cara, um colar havaiano de plástico vagabundo e estranhos bêbados e suados tentando enfiar a língua na garganta dela?

Quando foi ver ela já estava até mais alegrinha e nos braços de um rapaz com nariz de palhaço, bafo de cerveja e cigarro e maconha e Halls. O beijo foi estranho, pelo que ela se lembra. Ainda bem que logo depois o moço saiu saltando ao ritmo da música, com os dedinhos pra cima e fazendo "uhuuu", encoxando uma loira logo em seguida. Ela ficou com enjoo. Paulinho jamais faria uma coisa dessas.

Vira, vira, vira, e quando ela percebeu que estava bêbada mesmo, pela primeira vez na vida aos 30 anos, começou a rir. Depois a chorar. E depois a rir de novo. Vira, vira, vira, e ela estava apoiada em duas amigas quando um mocinho recém-saído da adolescência, "fantasiado" com uma fralda e uma chupeta gigante pendurada no pescoço, começou a dançar com ela. A bebida, o calor, o batuque, os gritos, as amigas, o calor, o calor, o moço. Paulinho? Que Paulinho?

Quando se ligou já estava beijando o bebezão enquanto as amigas urravam e comemoravam. Mais enjoo. Se não fosse o moço segurando-a pela cintura, ela teria caído. Outro beijo. Que nojo. Pelo menos o bafo desse era só de cerveja. Ela queria vomitar. Paulinho.

Quando acordou estava na casa da Malu. A roupa suja de terra, de cerveja, de vômito seco, de suor. A cabeça doendo, o estômago revirado. A Malu estava dando um Engov pra ela, a Claudinha olhava com pena pra maquiagem que ela tinha feito com tanto cuidado e que agora estava destruída. Ah, e pena dela também, claro.

Quando notou que não lembrava de quase nada, ficou aflita. Dois? Como, dois? Não foi só o palhaço? Bebezão? Que bebezão? Era novinho ainda por cima? Meu Deus. Elas estavam tirando com a cara dela. Imagina o que o Paulinho ia dizer. Ah é, eles tinham terminado. Ela queria curtir a vida, ter outras experiências, era complicado namorar o mesmo cara desde os 18. Eu vomitei? Nossa, é mesmo, que cheiro horrível! Eu nem lembro. Caí? Duas vezes? Como assim, deu pra ver a minha calcinha? Muito? Mas muito quanto? Meu Deus. Se o Paulinho soubesse!

Quando viu já estava com o telefone na mão, ligando pro Paulinho. Percebeu que não queria curtir a vida coisa nenhuma, se curtir a vida era como esse Carnaval. Nem lembrar do que aconteceu ela lembrava direito. Então pra quê? Esse Carnaval só tinha servido pra ela se dar conta de que era o Paulinho mesmo que ela queria. E que jamais voltaria a pisar em qualquer coisa cheia de "k". Ah, e que ela não pode beber, mesmo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tréplica de um post do TDUL


Hoje li um post no hilário Todo Dia um Look em que o autor comentava sobre as "25 coisas que as mulheres gostariam que os homens soubessem", uma lista que ele leu no Facebook de alguém. Além de morrer de rir com as respostas do moço, incluídas aqui em itálico, pensei numa tréplica porque realmente a lista tinha umas coisas... Vamos lá: 

1. Presentes fora de hora significam mais amor. Inclusive os mais simples.
COMEÇAMOS BEM, HEIN? Depois o Catra canta “Mercenária” e vocês tudo sentem a integridade ofendida. O último presente fora de hora que eu dei foi o dia em que quebrei uma vaca/porta-retrato numa lojinha e fui obrigado a comprar. Acabei dando pra namorada.
Sabe, o que significa mais amor é ele ter consideração e respeito por você, é ele estar sempre ao seu lado pro que der e vier. Claro que presente é bom e todo mundo gosta, mas presentes estão bem longe de significar "mais amor". Concordo com os caras.
2. “Legal” não é a resposta que queremos ouvir quando perguntamos se estamos bonitas.


“Legal” e “linda”, praticamente a mesma coisa. Tudo uma questão de semântica, prof. Pasquale.
É o que sempre digo: mulheres esperam que homens reajam como mulheres ou como homens de comédia romântica. "Oh, você está divina hoje, meu amor, esta cor realça a cor da sua pele e o corte do vestido valoriza as suas curvas que eu tanto amo". Meninas, é simples: não vai rolar. Há exceções, mas na média, homens não dizem isso. O jeito de eles elogiarem é esse: "legal". 
3. Nós sempre esperamos uma ligação e sentimos falta quando você não dá sinal de vida durante o dia.


QUERO MORRER E AINDA FALTAM 22 PRA LER.
Claro, não temos mais nada pra fazer do que esperar o boneco ligar. Entendo a vontade de morrer dos rapazes.
4. Nós ficamos desapontadas quando nos arrumamos toda pra sair e descobrimos que você vai com a camisa de ontem e de chinelo.
VOCÊ PODERIA ESTAR DE CHINELO QUE AINDA ESTARIA LINDA. Mas na boa, é janeiro. Não espera jeans.

Concordo com a moça em partes. A gente gostaria de ver o rapaz medianamente arrumadinho, faz bem pra vista e pro coração. Mas de novo: ele é homem. Se ele não for dos mais vaidosos, ele não vai achar que tem que escolher um look ideal pra obedecer o dress code da pizzaria do bairro com estilo e originalidade. Não é falta de consideração com a moça e nem com as horas que ela passou se arrumando. 
5. Deixe para correr e tirar finas dos carros quando estiver sozinho. Nós dispensamos esse tipo de emoção.
Mas prefere um Vin Diesel do Velozes e Furiosos do que alguém que não sabe dirigir.
Na verdade, um homem bacana jamais deveria correr e tirar finas dos carros, a não ser que seja piloto e esteja em um autódromo. Quem faz essas coisas, sozinho ou acompanhado, na minha humilde opinião é inconsequente e tem probleminhas sexuais, ou seja, boa coisa não é.
6. Nós ficamos desequilibradas antes e durante a menstruação, mesmo sem motivo algum. Aprenda a conviver com isso.

Ok.
Antes, durante e depois. Vide este post meu. Ou seja: não somos lá muito equilibradas. Podemos até tentar, mas... menos mal que eles disseram "ok", se fosse qualquer outra resposta eles iam ter que aguentar muitos comentários de leitoras (provavelmente de TPM).
7. Nós iremos questionar a sua masculinidade quando percebemos que você prefere assistir ao jogo ou jogar vídeo game do que transar.
Aprendam a conviver com isso (ref. cit. menstruação).

Ah sim, afinal o macho tem que estar sempre disposto a copular com a donzela. Sex machine. Gente, isso é mito. Concordo com os rapazes. Eu não questionaria a masculinidade do moço, mesmo porque até onde eu sei em geral a bicharada não senta pra ver futebol e jogar videogame.  Mas questionaria um pouco a relação (isso acontece sempre ou é só de vez em quando? Se sempre, por quê?) ou até as minhas próprias atitudes, afinal nem sempre que eu quero, ele quer, e não tenho por quê achar que ele tem de estar sempre pronto. Às vezes a gente só quer dormir; às vezes, eles só querem ver futebol. 
8. Você não precisa pagar a conta no primeiro encontro, mas saiba que vamos te achar mão de vaca.
Me segurei pra não postar isso na coisa número 1, mas vamos lá: A MULHER E A GALINHA / SÃO DOIS BICHOS INTERESSEIROS / A GALINHA PELO MILHO /E A MULHER PELO DINHEIRO.

Não conheço essa bonita canção e obviamente não concordo com a generalização. Mas sabem, as mulheres lutaram tanto por direitos iguais, para votar, ter destaque no ambiente profissional... por que o homem tem de ser o "provedor" no primeiro ou no milésimo encontro em pleno século XXI? Se ele quiser fazer a gentileza, ótimo, assim como você pode fazer algum dia. Mas sempre - SEMPRE - se ofereça primeiro pra dividir a conta.
9. Consulte uma amiga ou um amigo gay quando for comprar um presente.
Pedir ajuda pra amiga = dar um vale-presente de 50 reais da Saraiva. Se o cara precisa de consultoria, é porque nem vale a pena te dar presente. Na boa, véi. 

Du-vi-do que um homem médio vai chegar pro amigo gay (se é que ele tem algum) e pedir palpite do presente da namorada. Acho que ele pede pra mãe ou pra irmã, se pedir. A mulher que fala pra ele "consultar uma amiga" é a mesma que vai implicar com essa mesma amiga, aposto. Aliás, mulherada, que tal pedir algo em vez de esperar que o rapaz adivinhe?
10. Por mais desencanadas que sejamos, nós não queremos sentir o cheiro do seu pum ou o barulho do seu arroto. Principalmente dentro do carro.
Haha “pum”, haha.

Ok, "pum" é meio 3 anos de idade. Mas a moça tem razão. Infelizmente a maior parte dos mancebos tem um moleque nojento de 12 anos dentro dele, pronto pra fazer essas coisas e morrer de dar risada... sad but true. Mas sou totalmente a favor de manter o glamour até onde der.
11. Você fica sexy se barbeando, consertando alguma coisa, usando camiseta branca com jeans ou dirigindo.
E você fica sexy quando não faz listas. Mas a autora disso aqui, bem disse a Mari Messias, só pode ser viciada em pornografia dos anos 80. 

Adorei a resposta. E não concordo com a moça. Estereótipos puros, não? 
12. Se não nos sentimos amadas e valorizadas, nosso botão de “caça” é ativado automaticamente. Só leva um minuto.
“Botão de caça” é gíria para clitóris, né?
hahaha Meu Deus! Sei lá, acho que uma mulher bacana, se não se sente amada e valorizada, pula fora da relação e não necessariamente vai sair "caçando" por aí. E se leva só um minuto pra acionar o tal botão, é porque o cara não é tão importante assim, não?

GENTE TÁ RUIM DEMAIS, VOU PULAR UNS.
Que pena, mas entendo.


16. Você não precisa engordar, parar de usar perfume ou não fazer mais a barba depois que começamos a namorar. A concorrência é forte.
Fiz os três.
A gente também não precisa engordar, parar de usar perfume e de se depilar depois que começamos a namorar. A concorrência é forte. Mas a vida não é o casamento da Barbie e do Ken. As pessoas envelhecem, têm filhos e às vezes se esquecem delas mesmas, passam por momentos de merda, têm outras prioridades ou simplesmente desencanam. Acontece, namorando ou não.


17. Entre bombons, flores e ursinhos de pelúcia, nos dê um sapato.
Entre 25 dicas, nos dê um boquete.

Homens e boquetes... mas voltando ao sapato: ok, desde que dê pra trocar depois. Eles dificilmente vão acertar. 
Não aguento mais. Meus olhos tão queimando, tá ruim demais. Tô quase cogitando chupar uns pintos tamanha a babaquice que essa lista aplica no sexo feminino. Eu sei que vocês são mais que isso, suas Amelia Earheart.
E caso você tenha gostado da lista, se identificado e ainda assim tem namorado, só posso dizer uma coisa: tua bunda deve ser bem bonita.

Eu não vi a lista completa então não sei se gostei ou não. Não gostei dos itens que eu li. O autor não tem lá muita finesse (quem sou eu pra falar de finesse??) mas ele tá certo: somos muito mais do que isso!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma das coisas boas da vida

A vida é cheia de coisas boas, né? Tipo viajar pro lugar que você sempre sonhou conhecer, beijar na boca, entrar na calça que antes não fechava, enfim, a lista é enorme e varia de pessoa pra pessoa.

Mas tem uma coisa muito, mas muito boa mesmo, que dá um prazer incrível, e acho que a mulherada vai concordar comigo. Não, não é isso que você está pensando, safadinha. Nem é brigadeiro. Não, também não é mousse de chocolate. E nem sapato novo.

A coisa boa da vida de que eu estou falando é quando você tem a oportunidade de esnobar um rapaz que te esnobou antes. Aconteceu comigo esses dias e não foi a primeira vez (obrigada, mundo!). Quando você tava toda florida pra cima dele, ele nem tchum, e agora que você está em outra, feliz e contente, ele que vem florido pra cima de você, em geral fazendo aquele contatinho besta de "e aí, como vai a vida? Eu tô bem, tô ótimo, tô solteiro" Pra cima de moi, amigão??

Às vezes o universo te proporciona essa dádiva aaaanos depois que você levou a(s) esnobada(s). Isso é até melhor, porque você pensa "nossa, mas depois de tanto tempo ele ainda lembra de mim" enquanto faz um esforço pra lembrar direito da cara do fantasma e de quando foi a última vez que vocês se viram. Além da vingancinha, a gente ainda fica se achando. Não sei se deveria ser bom, mas é!

A gente fica mais propensa a esnobar um fantasma do passado quando já tem um rapaz, se bem que nem precisa estar namorando/casada/tico tico no fubá pra fazer isso: basta não querer mais o infeliz na sua vida, ou pelo menos não como candidato ao seu coração ou à sua cama. Por exemplo, uma das esnobadas-bumerangue (o cara esnoba e é esnobado de volta) mais bonitas que eu dei na vida foi quando eu estava bem encalhada solteira e o moço veio cheio de graça no MSN. Não quis nem saber: "é, mas então, já se passaram muitos anos, você casou, eu moro em outro país, já era". Teria acrescentado "tománocu antes que eu me esqueça" mas achei melhor não. O mais importante nesses casos é a nossa segurança e nossa auto-estima, e não ter alguém pra chamar de nosso.

Vivi também uma esnobada muito maravilhosa que eu descrevi aqui (quem manja de astrologia, destino, sei lá, essas coisas, por favor leia e me diga o que achou) que nem sei se chegou a ser uma esnobaaaada, porque não ficaram claras as intenções do fantasma, mas foi uma esnobada mais de "não, não tem lugar pra você nem no meu Facebook e nem na minha vida". E tome!

Não é uma delícia? "Agora não quero mais, filhote! Brigada, viu!" Não dá vontade de começar a dançar ao som de "AND IT`S TOO LATE, BABY, NOW IT¨S TOO LATE" ou de atacar de Marisa Monte cantando "o que me impooorta ver você sofrer assim/ se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amoooor"? Mas em geral a gente só dá uma risadinha boba, sozinha, enquanto pensa "bem-feito, babaca." E é suficiente!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Engraçadinho

O moço de camisa estranha chega pra ela na balada e diz:

- Sabe o que eu tenho aqui no meu bolso?

Ela achou a pergunta tão descabida que nem parou pra pensar em tudo o que ele poderia ter no bolso e muito menos em por que diabos um homem perguntaria isso a uma mulher em uma discoteca. Só conseguiu responder "ai, o quê?" E ele, fazendo uma voz de comediante dos anos 50 e tirando uma carta de baralho do bolso:

- Um coringa!

Não deu nem dois meses e já estavam morando juntos. Ela achou o máximo essa originalidade dele, esse senso de humor, esse frescor. Ela dizia pras amigas "foi uma abordagem inédita!" e morria de rir. Ele era o que ela nem sabia que estava procurando. Alguém capaz de surpreender, de fazer o inusitado. A vida dela não era fácil, ela precisava de alguém assim, que a fizesse esquecer dos problemas.

Viveu seis meses feliz com o seu piadista, se orgulhava de estar com "um cara super alto astral, sabe? Alegre!" Tinha feito a escolha certa.

Até que um dia ele lançou a do "é pavê ou pacomê?" no jantar de Natal na casa da Tia Eunice.

E depois teve a vez que ela estava com o cabelo meio armado (umidade, sabe como é) e ele disse "morzão, o que você passou no cabelo?"

- Nada, ué!

- Pois devia ter passado um pente!

E começou a gargalhar. Depois dessa ela demorou mais de um mês pra conseguir transar com ele de novo.

E teve o churrasco de aniversário do irmão dela, onde ele ficou horas chamando de "bambi" o sobrinho são-paulino dela de 6 anos. "Por que bambi, papai?"

E depois ele repassou um powerpoint com classificações de peido pra todos os contatos de e-mail dele. Incluindo ela, amigos do casal, parentes.

Mas o negócio degringolou quando, durante um jantar gourmet que ela estava preparando para alguns casais amigos, ele disse pra Gisela, moça finíssima que trabalhava com ela e que vestia uma belíssima blusa de seda com babados:

- Ô GiselE! GiselE! A sua blusa, ó, aqui no pescoço, tá tudo babado!

E começou a gargalhar. Ninguém mais riu e logo voltaram a comentar a crise do bloco europeu, enquanto ele tentava interromper dizendo "babado, de baba e da roupa, entenderam? Hein?"

No dia seguinte ela se mudou de volta pra casa da mãe. A velha sofria de artrose, bursite, gota, obesidade mórbida, pressão alta e psoríase. Ah, e depressão crônica. Morava com um gato preto manco de 16 anos em uma casa caindo aos pedaços num bairro decadente da cidade.

- Mas pelo menos ela não faz piadinha imbecil. Alto astral, o cacete. A vida é uma merda mesmo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

As típicas do relacionamento

Bom, já que o "as típicas da solteirice" fez sucesso, vamos falar agora da outra cara da moeda: de quando a gente tem uma companhia masculina fixa, ou seja, quando temos um rolo/namorado/marido/tico-tico no fubá como diria o Silvio Santos. Como no outro post, vamos elencar (gostou?) dez das situações que passamos ao lado dos nossos garbosos pares:

- Ás vezes você fica olhando pra ele quando ele está dormindo ou distraído, e pensa: "nossa, como ele é lindo... olha que fofura... se bem que ele tem o nariz meio estranho, né? E os olhos meio separados demais... aaai, mas são olhinhos tão lindos... mas a cara dele é meio torta, né? Pensando bem ele é meio estranho... mas é tão bonitinho..." e assim vai.

- Pelos e cabelos: nossos belos e sedosos cabelos caem. Eles parecem ter uma preferência pelo ralo do banheiro ou pelos travesseiros e almofadas da casa. Nossos rapazes reclamam, esquecendo que o corpo deles costuma ser coberto de pelos que fazem questão de cair em tudo quanto é canto da casa, principalmente no sabonete. E os pelinhos de barba na pia? O horror, o horror.

- Você quer, ele não quer. Você não quer, ele quer. Quase sempre. E isso serve pra pedir uma pizza, pra sexo, pra ir no aniversário da Tia Tônia, pra ter um filho, pra pintar uma parede do apê de laranja...

- Você vai toda feliz mostrar pra ele o sapato lindo, colorido e diferentoso que comprou. Ele faz cara de nojinho e te olha como se você fosse um E.T, dizendo "eu acho estranho, mas se você gosta..." O mesmo acontece quando ele te mostra a TV LCD HD super surround sound mega DVx que ele comprou em 24 prestações e que tem 230 funções, das quais ele vai usar três (ligar, regular o volume e mudar de canal). "Eu acho estranho, mas se você gosta..."

- Você conta uma história que acabou de acontecer, ba-ba-do!, se esmera em contar os detalhes, as idas e voltas, os personagens e o surpreendente final. Fica matraqueando uns 37 minutos. Ele diz "ah, é? Poxa" e muda de assunto sem sequer fazer um comentário sobre a quentíssima que você acabou de contar.

- Ele sempre diz que você é exagerada, você sempre diz que ele é frio. Segundo o DataNadja, isso acontece em 87% dos casais heterossexuais das classes A, B e C nas principais capitais brasileiras. É ou nao é?

- Outro motivo de constantes conflitos: o cobertor. É comum um dos membros do casal acordar com frio e bravo porque o outro puxou demais o cobertor pro seu próprio lado. Isso costuma ter consequências bem complicadas: trocas de acusações, gritos, cara feia, ameaças (vou te botar pra dormir no sofá, hein!).

- Eles quase nunca acertam quando compram presente pra gente. Só se contam com ajuda, e ainda assim tem que ser ajuda boa, porque não é qualquer ajuda que ajuda (vixe!). Esperamos ganhar uma linda bolsa, ganhamos uma meio brega e baratex (escolhida pela sogra). Esperamos um jantar romântico, ele prefere pedir uma pizzinha porque está cansado. Já a gente repara se ele estava precisando de uma blusa nova, se comentou que queria comprar aquele DVD, então quase sempre a gente acerta. Injustiça.

- Somos seres humanos. Seres humanos suam, exalam, excretam. Líquidos, gases, ruídos, melecas em geral. Eu sou assim, a Beyoncé é assim, o seu namorado é assim. E às vezes, por mais que a gente tente manter o glamour na relação (sou super a favor), a gente perde o controle sobre o nosso corpinho e as escatologias e fisiologias fazem a gente passar vergonha. Mas nisso os casais são diferentes: enquanto algumas moças mandam o mancebo ir dar uma volta só pra elas fazerem seu cocozinho e ele não ver/ouvir/sentir nada, outras fazem concurso de arroto com o moço e dão risada se eles peidam e metem a cabeça delas debaixo do cobertor.

- Se tinha uma coisa que eu odiava quando não tinha namorado era ver casal se falando com vozinhas e apelidinhos babacas. "Tchutchito, pô favô, faz isso pa sua pitinininha". O horror, o horror.  Pois bem. Só que um belo dia o cupido bateu à minha porta e na flechinha que ele acertou em mim devia ter o veneno que faz os apaixonados falarem assim. Então adivinhem como eu falo com o meu rapaz? Não chega a ser uma voz de bebê dessas vomitáveis, mas é uma vozinha. E grande parte dos casais faz isso, né? Tem que ter pelo menos o bom senso de não falar coisas tipo "pitchuco, hoxe eu não quelo ir no supelmelcado" na frente de outras pessoas.

Ter um relacionamento é bacana, mas também rolam várias frustrações, conflitos e afins de diferentes intensidades. Às vezes é uma delícia, às vezes cansa e você pensa "ai, será?". Só que então você lembra das típicas da solteirice  e aí...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Frase do dia

"Para um homem se dar bem com uma mulher, ele precisa aprender apenas quatro letras do alfabeto: O, B, D, C" (roubada do Facebook alheio)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

As típicas da solteirice

Atualmente eu tenho um macho pra chamar de meu, mas nem sempre foi assim. Aliás nunca tinha sido assim a não ser durante breves meses na adolescência. Acho que por isso me sinto mais à vontade pra falar de solteirice que de relacionamentos. Vendo blogs de solteiras, fiquei lembrando da minha longa e não tão longínqua solteiritude e pensei numas situações pelas quais as moçoilas desprovidas de companhia fixa masculina passaram, passam ou passarão na vida. Ô, dureza. Vamos a dez delas:

- Você tá louca pra ir pra guerra balada. A sua amiga, não. Você azucrina tanto a coitada que ela topa. Ela pega um gatinho e fica com ele a noite toda; você é obrigada a conversar com o amigo fedorento dele que só fala de redes sociais até conseguir dar um perdido no moço. Vai embora sozinha.

- Você foi convidada para o aniversário do seu amigo jogador de rugby. Fica empolgada, imaginando todo um cardápio de rapagões fortes e  parrudos à sua disposição. Metade deles vai à festa com as respectivas namoradas; a outra metade esta mais interessada em se entupir de cerveja, dar soquinhos uns nos outros e dançar "I Gotta Feeling" pulando abraçada com 13 marmanjos suados.

- Você olha. Ele olha. Você olha. Ele olha. Você sorri, ele se aproxima, chega bem pertinho. Ele está com um bafo insuportável de cigarro e cerveja e estômago vazio. Você disfarça a cara de nojo e logo diz que tem que ir procurar a Ana Paula, que disse que ia ao banheiro e não voltou mais, deve estar perdida, coitada.

- Casamento da sua prima. Você é a única solteira. A família inteira diz "e o namorado?", você diz que não tem, dizem "nossa, tão bonita, o que acontece?" Mas duvido que te escutariam se você sentasse e começasse a contar o que acontece. "Olha, sabe o que é, tio Astolfo? O último cara que eu saí, o Fernando, pulou fora porque disse que estava confuso e depois eu descobri que ele tinha namorada, aí..."  As pessoas te olham com cara de dó. A tia-avó mais saidinha diz "tá certa ela, ela é nova, tem mais é que aproveitar!" Já a tia Cileide te empurra pra ir pegar o buquê.

- Ele é uma graça. O papo foi ótimo; os beijos, uma delícia. Você acha que desse mato sai cachorro, fica contente. Ele não liga. Você manda mensagem, ele responde vagamente. E não liga. Você manda outra mensagem. Ele nem responde. E não liga. Nunca mais você ouve falar dele.

- Você, deitada na cama e olhando pro teto, tem a clara impressão, a nítida sensação e praticamente certeza de que nunca mais vai ter um namorado na vida. Se imagina velhinha, grisalha, com 17 gatos e uma estranha mania de acumular objetos. Ah, e solteira.

- Você capricha. Maquiagem belíssima, cabelos sedosos, unhas feitas, roupa sensual, salto alto. É hoje que eu tiro a barriga da miséria, você pensa ao se olhar no espelho antes de sair. Mas quem acaba chamando a atenção dos rapazes na noite é a sua amiga loira, bunduda e meio brega. O único que te lançou olhares gulosos foi o flanelinha de 17 anos, que pelo menos não cobrou nada pelo árduo trabalho de "cuidar" do seu carro.

- Ele não é bonito. Ele é chato. Você fica com ele. Ah, é que ele estava tão quentinho e cheiroso...

- Ele te adora. Como amiga. E come a sua amiga.

- Todo mundo diz que você deveria expandir seus horizontes pra aumentar as possibilidades de conhecer alguém com os mesmos interesses. Frequentar novos lugares, fazer cursos. É mesmo, né? Aí você resolve estudar alemão. Na sua turma tem duas meninas meio ripongas de uns 20 anos, uma senhora de 58 cujo filho foi morar na Alemanha e um executivo seríssimo de quase 50 anos, casado, três filhos. O professor é até bonitinho, mas você tem quase certeza de que é gay. Depois de dois semestres, você não conheceu ninguém e continua sem falar pirongas de alemão.

Pois é, minha gente, a solteirice não é doce e nem é mole, não. Quer dizer, eu acho que todas as fases da vida tem suas delícias e vantagens, mas é que na solteirice a gente passa por cada uma, né? Se bem que em um relacionamento também, mas isso fica pra um próximo post.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Frase do dia

Não importa o que uma mulher faça, ela tem de fazê-lo duas vezes melhor que um homem para ser considerada 50% tão competente quanto ele. Felizmente, isto não é muito difícil. (Charlotte Whitton, política canadense)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Casa de homem

Casa de homem que mora sozinho é um negócio engraçado, e mais ainda para nós mulheres. Uma ou outra é mais ajeitadinha; alguns com mais dinheiro contratam uma decoradora e fica tudo lindo (sempre com as cores preto, cinza e afins), mas em geral a casa de um rapaz é bem espartana: tem uma cama (de solteiro), uma escrivaninha, TV, DVD, geladeira, micro-ondas e, em casos mais luxuosos, um sofá que vira sofá-cama de casal. Mas ele vai estar meio sujinho. Aliás, depois abordamos a (falta de) limpeza destes locais.

Uma palavra pode resumir como é casa de homem: ausência. Ausência de lugar pras visitas sentarem,  pra namorada deixar a roupa, de apetrechos de cozinha, de móveis, de cortinas, de lençóis, de tupperwares. "De tupperware, Nadja?" É!! Homem sozinho só tem tupperware se a mamãezinha ou a namorada mandarem comida. Se sobrar comida, vai a panela ou a embalagem do delivery pra geladeira mesmo e pronto. "Mas nem um coisinho pra guardar frios, Nadja?" Pra quê, gente, se você tem pratos? Um em cima do outro com os frios dentro e voilà!

Ou seja, a ausência existe mas sempre é driblada de alguma maneira na casa de um rapaz solitário. Se não tem mesa, caça com a escrivaninha. Se não tem taça, caça com a caneca (da Oktoberfest de 97). Se não tem poltrona, caça com a cadeira de vime quebrada que era da casa da tia Gertrudes em Itanhaém. Se não tem enfeites, caça com o quadro obscuro que já estava lá quando ele se mudou e por alguma estranha razão ele nunca ousou tirar do lugar. Se não tem estante, caça com umas caixas de origem desconhecida, e por aí vai.

E o banheiro dos moços? É um caso à parte: sempre relativiza o conceito de "higiene". Pelos podem estar onde menos se espera, coladinhos em algum azulejo ou no sabonete com o qual você estava lavando as mãos. O box pode conter OVNIS (objetos visíveis não identificados) e o chão, se tiver um tapetinho, será um milagre. As toalhas não podem ser novas (eram da mamãe na verdade) e devem emanar um aroma estranho, azedo. A toalhinha de mão, se existir, será de uma cor indefinida e será trocada quase como em revisão de carro, a cada dois anos ou 20 mil km. O cheiro será ruim ou pelo que se faz ali, ou por causa dos produtos de limpeza e aromatizantes vagabundos que ele insiste em comprar, ou pelo doce resultado da mistura de ambos, algo como "doze elefantes cagaram no campo de lavanda". E não haverá mais de dois frascos no box: homem que é homem tem shampoo e, em alguns casos, condicionador (e olhe lá). Sem contar o sabonete (com pelos, sempre). No armarinho (sempre enferrujado), tem desodorante, espuma de barbear e, se ele for bem vaidoso mesmo, gel de cabelo Bozzano (que L` Orèal é de viado).

A cozinha acompanha o tom do banheiro. Não pela quantidade de pelos, mas sim pela higiene duvidosa. Por exemplo, alguns rapazes praticam uma involuntária criação de fungos deixando comida apodrecer na geladeira, onde em geral há mais cerveja que comida. Os OVNIS ficam no forno e no fogão. O papel-toalha, se existir, assume uma função coringa: guardanapo, pano de prato, pano de chão, entre outras. As poucas panelas são todas herdadas, faziam parte dos presentes de casamento da mãe de 35 anos atrás. A decoração é nula, há apenas o que já estava lá antes e não importa que as portas do armário estejam caindo.

E a gente aqui nas nossas casinhas cheias de graça, com enfeites coloridos, aromatizante de tecidos de lojinha bacana, tapetinhos e quadrinhos... mas querendo morar com os rapazes dos sabonetes peludos! Como a gente pode continuar querendo isso depois de ver como eles moram? Alias, será que é justamente por isso, a gente quer "ajeitar" e "cuidar deles"? Pra se pensar...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Princesas

A filha, 5, mostrando pra mãe, 35, o livrinho de colorir das Princesas que ganhou do pai.

- Mãe, eu sou uma princesa, né?

Não, filha. Você é apenas uma menina qualquer, filha de uma mãe qualquer. Diria que é a minha princesa, ainda assim quando não me torra a paciência.


- É sim, filha! Uma liiinda princesa!

- E um dia eu vou conhecer um príncipe?

Vai sim, filha. Mas ele vai ser casado com uma bruxa má. Ou vai ter uma ex que é uma bruxa. Ou vai estar "confuso". Ou não vai querer "nada sério por enquanto".


- Isso, um príncipe bem lindo e gentil!

Que vai ser seu amigo gay.


- E a gente vai dançar juntinho e dar beijo na boca?

- Beijo na boca? Onde você viu isso, filha?

Malditas novelas.

- Ah mãe, eu sei que gente grande se dá beijo na boca, né?

Nem tão grande, filha. O povo tem começado cedo. Espera mais uns 6 ou 7 anos que você vai ver.

- Tá bom... vai dar beijo sim, filha.

Mas ele não vai ligar no dia seguinte.

- E a gente vai namorar?

Se ele ligar, e vocês saírem vááárias vezes, e ele não estiver "confuso", "enrolado com a ex", e se você não implicar com o sapato feio dele e achar ele bacana, podem até namorar, quem sabe talvez se tudo der certo. Mas não espere.

- Claro, a princesa tem que namorar com o príncipe, né, filhota?

- Éééé... e a gente vai casar?

Pouco provável. Se ele não estava confuso no começo do namoro, vai estar confuso agora. Ou você vai querer viver novas experiências e vai largar dele pra fazer mochilão na Europa com o estagiário gatinho de 18 anos cheio de piercings que entrou há 3 meses na empresa. Mas pode ser, vai ver que você dá sorte.

- Vão sim, filhota, numa festa bem bonita!

Na qual eu vou estar brigando com a mulher do bufê, falando mal do vestido da mãe do noivo e te dando palpite enquanto você grita comigo dizendo "me deixa, mãe, o casamento é meu e não seu! O seu já foi e já acabou, não estrague o meu!" E eu não vou chorar pra não borrar a maquiagem caríssima.

- E vamos ter muitos filhinhos?

Com os preços das coisas hoje em dia? Mensalidade da escola, inglês, professora particular de matemática, psicóloga, brinquedos, presente pro coleguinha... melhor não. Um, dois no máximo. Se é que vale a pena.

- Filhinhos lindos como você e o seu príncipe!

- E a gente vai ser feliz pra sempre?

Essa foi boa, filha. Só se "pra sempre" for até vocês estarem numa mesa com advogados negociando a pensão, depois que você descobriu que as "viagens de negócios" dele na verdade serviam para ele ir a Santa Catarina visitar a Alessandra, uma loira que ele conheceu num congresso enquanto você cozinhava o jantar e tentava distrair as crianças. 


- Pra sempre, filha!  Agora vamos tomar um banhinho e nanar, tá?

Que a vida é assim mesmo e eu quero ver a novela. Preciso falar pro Marcos parar de dar essas porcarias de princesas pra ela...