Uma das várias polêmicas da semana na Internet foi sobre a matéria da Vogue sobre jejum. O povo todo comentando, dizendo que era um absurdo, apologia à anorexia, etc.
Eu achei que o principal problema da matéria é a forma, não tanto o conteúdo. Digo, também acho um absurdo jejuar para emagrecer/desintoxicar/seja lá o que for, também sou contra essa imposição da magreza absoluta, mas acho que eles podem escrever sobre esse método, assim como se pode escrever sobre qualquer assunto desse mundão de Deus.
Mas.
Não me bota lá no título "Comer para quê? Fazer jejum está na moda". Como se fosse, sei lá, "Roupa preta para quê? O azul está na moda". Estão dizendo, logo de cara, que não é preciso comer. Que a moda é não comer, e como sabemos a moda deve ser seguida por todas nós se não ficamos para trás, não somos cool, somos antiquadas, olha só que horror.
Aí a primeira frase da matéria repete o "fazer jejum está na moda", reforçando o que foi dito antes. Está na moda, está na Vogue, é o máximo, minha gente. Depois fala que a ideia é ficar sem comer alguns dias por mês, e logo em seguida já mencionam celebridades de Hollywood - magras, óbvio - que supostamente aderiram à "moda". Diz pra mim se não é iNgualzinho àqueles anúncios bregas de dietas mirabolantes que a gente vê por aí?
O parágrafo termina com Glória Maria, uma famosa (embora não seja exatamente um sex symbol) dizendo que "amou" um "kit que ajuda no processo" e que, quando faz o regime, se sente "magra, muito magra". E como sabemos, minha gente, nada melhor neste mundo que se sentir magra, muito magra. E se uma celebridade está dizendo que com isso se sente magra, muito magra, vamolá jejuar e se sentir magra, muito magra também, que é só isso que a gente quer. E não sei em que mundo ou em que momento a Glória Maria poderia se sentir gorda, né?
Todas essas maravilhas foram só no primeiro parágrafo, então não vou fazer essa análise parágrafo por parágrafo se não não vou escrever um post, vou escrever uma matéria daquelas de 4 páginas. Prometo que essas são as últimas coisas que vou dizer com base aos parágrafos: o segundo começa com "a validação do jejum representa uma mudança drástica de paradigma (...)". Ou seja, o jejum foi validado, foi considerado algo certo a se fazer para emagrecer e, de quebra, melhorar ou manter a saúde. E o último diz: "é fato, o segredo da longevidade é comer pouco". Ah, não é só pra emagrecer então, queremos viver 150 anos. Neguinho procurando a fonte de juventude, estudando genes e tal, mas tá aí, é só jejuar. Eu não sei se quero viver 100 anos e não poder comer uns brigadero de vez em quando, mas quem sou eu.
No finalzinho eles até mencionaram que "é preciso ter certos cuidados" ao adotar o jejum, mas assim bem en passant.
Se eles tivessem dito que sim, esse regime existe, tem adeptos, tem defensores mas tivessem mostrado o outro lado, dizendo que os médicos não aconselham, que faz mal ficar muito tempo sem comer, etc. a matéria não seria tão ridícula, embora o tal do regime pudesse ser julgado ridículo por quem a lesse. Ficaria a nosso critério. Assim, do jeito que foi escrita, a matéria destaca o jejum como uma moda e que, como uma nova moda em uma revista de moda, deve ser seguida. A matéria praticamente vende o regime para os leitores. Uma matéria séria não deve fazer isso.
Deixo aqui dois posts que me inspiraram para este: um da médica Mariana Perroni na TPM e outro da Nina Lemos no novo blog dela: http://www.ninalemos.com.br/2013/05/07/comer-para-que-pergunta-revista-futilidade-sem-nocao-mata/
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Como eu me sinto quando - versão 30 e poucos - II
Essa é pra continuar a maravilhosa (arrã!) série de posts "Como eu me sinto quando - versão 30 e poucos", baseada no tumblr "Como Eu Me Sinto Quando".
... encontro o primo que vi nascer e que agora até já terminou a faculdade.
... digo um sonoro NÃO para o babaca que chega agarrando na balada.
... saio com o meu vestido novo e lindo.
... estou com TPM.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Coisas que não se pode fazer em paz depois dos 30
Esses dias eu passei meio mal. Comi demais, me empolguei e meu estômago não gostou muito da história. Mas foi só eu comentar que não estava me sentindo bem que começaram as especulações. Então pensei que há coisas que não podemos mais fazer em paz depois dos 30 que ou já tem alguém pra encher o saco ou a gente fica com grilo na cabeça - ainda se diz "grilo" ou falar isso denuncia a minha idade? Mas vamos a algumas dessas coisas:
- Passar mal: foi o que aconteceu comigo. Foi eu falar "ai, tô passando meio mal" que já começaram a dizer "iiihhhh, tá grávida?" Há milhares de razões para passar mal, mas nos 30+ neguinho já acha que é gravidez. Pior que, se não é sua intenção engravidar, você fica preocupada, recapitulando suas últimasbimbadas relações, pensando onde pode ter havido um deslize, uma falha dos métodos anticoncepcionais, e aí fica pensando como ia fazer pra contar pro povo, pro pai (pro seu e pro da criança), pra botar nome, pra educar, pra pagar a faculdade da criatura. E se não houve bimbada relações nos últimos tempos, você solta o clássico "só se for de Jesus Cristo!". Por isso, meninas, se não querem ninguém especulando sobre uma possível gravidez, aguentem firme ou vomitem bem discretamente, sem ninguém saber.
- Não ter namorado: quando você tem 20 e tantos, as tia ainda fala "nossa, não tem? Ai, mas você é nova, tem mais é que aproveitar". E você aproveita mesmo, como por exemplo ficando no Facebook num sábado à noite vendo os perfis dos pretendentes - das suas amigas, porque você não tem nenhum. É realmente uma festa a sua vida de solteira, mas tudo bem. Você tem tempo. Mas aos 30 e poucos, as tia já mudam o discurso: "tá solteira, ainda? Nossa, o que acontece? Tão bonita..." . Tem que ter alguma coisa errada com você, aos olhos do povo. Você não pode ser solteira por opção, ou solteira por opção dos homens mesmo mas ainda assim estar bem e feliz. Haja paciência!
- Tomar sol: é nos 30 que todo aquele sol que você tomou por dias inteiros toda melada de Cenoura & Bronze começa a mostrar seus efeitos malignos. Aí que você começa a pensar mais, ter mais medo de manchas e rugas e a ter mais cuidado, se é que não teve antes - eu, por exemplo, sempre me cuidei muito do sol porque minha branquelice eslava não permite que eu folgue no calor dos trópicos. Com a consciência de que estamosenvelhecendo amadurecendo, vem um cuidado maior com a pele. Em alguns casos, quase beirando a paranoia - haja Natura Chronos!
E vocês, o que acham que não podem mais fazer em paz depois dos 30?
- Passar mal: foi o que aconteceu comigo. Foi eu falar "ai, tô passando meio mal" que já começaram a dizer "iiihhhh, tá grávida?" Há milhares de razões para passar mal, mas nos 30+ neguinho já acha que é gravidez. Pior que, se não é sua intenção engravidar, você fica preocupada, recapitulando suas últimas
- Não ter namorado: quando você tem 20 e tantos, as tia ainda fala "nossa, não tem? Ai, mas você é nova, tem mais é que aproveitar". E você aproveita mesmo, como por exemplo ficando no Facebook num sábado à noite vendo os perfis dos pretendentes - das suas amigas, porque você não tem nenhum. É realmente uma festa a sua vida de solteira, mas tudo bem. Você tem tempo. Mas aos 30 e poucos, as tia já mudam o discurso: "tá solteira, ainda? Nossa, o que acontece? Tão bonita..." . Tem que ter alguma coisa errada com você, aos olhos do povo. Você não pode ser solteira por opção, ou solteira por opção dos homens mesmo mas ainda assim estar bem e feliz. Haja paciência!
- Tomar sol: é nos 30 que todo aquele sol que você tomou por dias inteiros toda melada de Cenoura & Bronze começa a mostrar seus efeitos malignos. Aí que você começa a pensar mais, ter mais medo de manchas e rugas e a ter mais cuidado, se é que não teve antes - eu, por exemplo, sempre me cuidei muito do sol porque minha branquelice eslava não permite que eu folgue no calor dos trópicos. Com a consciência de que estamos
E vocês, o que acham que não podem mais fazer em paz depois dos 30?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Mentirinhas
Ontem no blog 7x7 da Época vi um post falando sobre um tumblr muito bonitinho, o Daily Dishonesty, que mostra "lovely little lies from a hungry graphic designer" segundo a autora. Me identifiquei com vários desenhos, como estes, e acho que meus milhares de leitores também vão se identificar:
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Votação
Ando numa fase meio escarafunchando nos armários pra ver o que vai e o que fica, já que em breve quem vai sou eu (ou não, ou vou depois, ou sei lá).
Além das velharias fofas de dois posts atrás, hoje me deparei com esta preciosidade:
Tenho essa mochila desde os 16, 17 anos. Ela tem pins de N viagens que fiz, ou que fizeram, presentes de gente querida, coisas que têm a ver comigo (vejam os carrinhos de F1, os símbolos da Ferrari, o pin com o traçado de Interlagos... e só agora notei a quantidade de Mickey e Minnie, o que pode até ser considerado premonitório, já que anos depois de comprar ou ganhar esses pins eu vim a trabalhar na empresa dos queridos personagens, onde fiquei por anos e anos. Ok, estou divagando.)
Lembranças e lembranças em forma de pins. Praticamente eu em forma de pins.
Tem até um pin do Pikachu, gente. E do Ligeirinho. E de Moldova. Quem tem um pin de Moldova? Quem sabe o que é Moldova (não, não é uma marca de relógios, é um país)?
Usei no colegial, usei no cursinho, acho que até na faculdade. Mas faz uns 10 anos que ela só sai do armário pra mudar de casa. E considerando que não mudo de casa há cinco anos, a coitada tá enfurnada há um bom tempo.
Sou super a favor do desapego, mas gente, quem não teria dó de jogar fora a própria personalidade em forma de pins? As viagens em forma de pins? Me disseram "guarde os pins", mas poxa, a mochila fica tão bonita com eles, eles ficam tão bonitos na mochila...
Acho que vou guardar a mochila.
Mas a questão é (e vem daí o título de "votação" do post): uso? Não uso? Acho meio inadequado pros meus (mais de) 30 anos. Além disso, aonde iria com ela? Aonde iria com eu mesma em forma de pins numa mochila jeans?
Ajudem estatrintona moça a decidir. A caixa de comentários é serventia da casa!
Além das velharias fofas de dois posts atrás, hoje me deparei com esta preciosidade:
Tenho essa mochila desde os 16, 17 anos. Ela tem pins de N viagens que fiz, ou que fizeram, presentes de gente querida, coisas que têm a ver comigo (vejam os carrinhos de F1, os símbolos da Ferrari, o pin com o traçado de Interlagos... e só agora notei a quantidade de Mickey e Minnie, o que pode até ser considerado premonitório, já que anos depois de comprar ou ganhar esses pins eu vim a trabalhar na empresa dos queridos personagens, onde fiquei por anos e anos. Ok, estou divagando.)
Lembranças e lembranças em forma de pins. Praticamente eu em forma de pins.
Tem até um pin do Pikachu, gente. E do Ligeirinho. E de Moldova. Quem tem um pin de Moldova? Quem sabe o que é Moldova (não, não é uma marca de relógios, é um país)?
Usei no colegial, usei no cursinho, acho que até na faculdade. Mas faz uns 10 anos que ela só sai do armário pra mudar de casa. E considerando que não mudo de casa há cinco anos, a coitada tá enfurnada há um bom tempo.
Sou super a favor do desapego, mas gente, quem não teria dó de jogar fora a própria personalidade em forma de pins? As viagens em forma de pins? Me disseram "guarde os pins", mas poxa, a mochila fica tão bonita com eles, eles ficam tão bonitos na mochila...
Acho que vou guardar a mochila.
Mas a questão é (e vem daí o título de "votação" do post): uso? Não uso? Acho meio inadequado pros meus (
Ajudem esta
quinta-feira, 12 de julho de 2012
As fabulosas dicas de moda e estilo da tia Nadja - 2
Como este é um blog de (in)utilidade pública, de vez em quando eu gosto de dar dicas de moda para minhas milhares de leitoras. Que gabarito eu tenho para isso? Nenhum, como já disse antes, mas quanta nega que também não tem e faz até blog de moda por aí, não é mesmo?
No post de hoje, vou responder algumas pertinentes perguntas que tenho visto em revistas e sites femininos:
- Como usar meia-calça? - simplesmente enfie suas duas pernas na meia-calça, dê aquela reboladinha para que ela chegue até a cintura e pronto. Não requer prática e tampouco habilidade.
- Como usar sneakers? - Na verdade sneaker é tênis em inglês (jura?), mas pelo que vi agora estão chamando assim aquelesaberrações tênis com um salto anabela "escondido". Se depender de mim, esse tipo de sapato se usa sozinha em casa e no escuro. E olhe lá.
- Com que combinar uma saia mullets? - Com nada. Puta coisa horrível. Nada que tenha a palavra "mullets" pode ser bom, gente. NADA. A saia tem este nome por causa do corte de cabelo que fez furor nos anos 80, mas eu acho que o nome também vem do fato de que, daqui a 20 ou 30 anos, quem usou vai se olhar numa foto com elas e pensar "nossa, que horror, como usei isso?", assim como faz hoje em dia quem usou cabelo com mullets.
- O que é nail art? - nome inglês para "desenhos ridículos na unha". Se você tem até 15 anos, ok. Se não, só se for muito a sua cara, mas muito mesmo. E ainda assim...
- Dica de look que emagrece: você dá um look praquele bolo de brigadeiro e não o come. Faça isso várias vezes, de preferência sempre. Emagrece que é uma beleza!
- Listras horizontais engordam? - Não. O que engorda é pizza e batata frita.
Com essas dicas, não garanto sua elegância e finesse no vestir, mas ridícula você também não vai ficar e isso já é uma grande coisa!
No post de hoje, vou responder algumas pertinentes perguntas que tenho visto em revistas e sites femininos:
- Como usar meia-calça? - simplesmente enfie suas duas pernas na meia-calça, dê aquela reboladinha para que ela chegue até a cintura e pronto. Não requer prática e tampouco habilidade.
- Como usar sneakers? - Na verdade sneaker é tênis em inglês (jura?), mas pelo que vi agora estão chamando assim aqueles
![]() |
| O horror, o horror |
- Com que combinar uma saia mullets? - Com nada. Puta coisa horrível. Nada que tenha a palavra "mullets" pode ser bom, gente. NADA. A saia tem este nome por causa do corte de cabelo que fez furor nos anos 80, mas eu acho que o nome também vem do fato de que, daqui a 20 ou 30 anos, quem usou vai se olhar numa foto com elas e pensar "nossa, que horror, como usei isso?", assim como faz hoje em dia quem usou cabelo com mullets.
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| Por quê? |
- O que é nail art? - nome inglês para "desenhos ridículos na unha". Se você tem até 15 anos, ok. Se não, só se for muito a sua cara, mas muito mesmo. E ainda assim...
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| Desenhos meigos e delicados em suas maos |
- Dica de look que emagrece: você dá um look praquele bolo de brigadeiro e não o come. Faça isso várias vezes, de preferência sempre. Emagrece que é uma beleza!
- Listras horizontais engordam? - Não. O que engorda é pizza e batata frita.
Com essas dicas, não garanto sua elegância e finesse no vestir, mas ridícula você também não vai ficar e isso já é uma grande coisa!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
VEJA AQUI FOTOS DE FAMOSAS SEM MAQUIAGEM
Taí um título ao qual não posso resistir. Se estou vendo um portal de notícias e tá lá na manchete algo que pode mudar o mundo, 11-de-Setembro style, ou algo relevante pra economia brasileira, ou uma tragédia imensa, não posso pôr minha mão no fogo e dizer que vou ler isso primeiro. Se estiver lá pertinho um desses como o do título do post, acho que quase instintivamente primeiro vou ver se a Adriana Lima ou a Megan Fox são tudo isso mesmo. Algumas variantes do tema também são um imã para mim, como "celebridades sem photoshop" ou "atrizes de hollywood de biquíni".
Vergonha alheia de mim mesma.
Admiti essa fraqueza no meu twitter (@nadja_g) esses dias, depois do bafafá com a foto acima da Juliana Paes, e parece que várias mulheres se identificaram. Me senti menos mal, afinal não sou a única que sente um estranho prazerzinho ao ver esse tipo de foto.
Acho que a gente gosta porque essas fotos fazem a gente se sentir mais aliviada com a nossa carinha cotidiana e o nosso corpinho tão cheio de supostos "defeitinhos". Nossa olheirinha, nossas manchinhas, nossas celulitinhas. A gente pensa "ah, elas também têm! Com essa produção toda, até eu fico deusa!"
Tem tanta dica em todo lugar dizendo como fazer a maquiagem de uma, como ter a barriga chapada da outra, ou matérias e entrevistas dizendo como elas são maravilhosas, ricas, bem-sucedidas e felizes, que a gente sente uma vingancinha quando vê que elas são "normais". Coloco o adjetivo entre aspas porque odeio quando dizem que tal atriz é "normal", ou quando elas mesmas declaram ser "normais". E por que nao seriam? Ok, elas ganham milhões, algumas realmente são maravilhosas, mas têm seus pobrema como qualquer outra pessoa neste mundo. Normais. E por que seria diferente?
Só é foda quando a pessoa é esplêndida mesmo sem maquiagem. Aí não tem jeito, nem prazerzinho, nem vingancinha. Só dá pra pensar "é, essa realmente não tem o que dizer, é maravilhosa a fia da mãe!" Né, Giselona?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Paradoxos dos 30 anos - Parte 2
Depois do estrondoso sucesso (arrã, claro!) da primeira parte de "Paradoxos dos 30 anos", aqui estão mais algumas absurdidades profundamente cotidianas desta nossa vida trintiana (inventei a palavra no post passado, gostaram?). Vamos a elas:
Hoje em dia você tem que ser diferente. Tem que tem seu estilo próprio, parte integrante do seu marketing pessoal e aquela coisa toda. MAS. Você tem que achar seu estilo próprio, desde que esteja na moda. Se não, não é legal, não é cool. Então é assim: ache seu estilo próprio usando espadrilles neste verão como todas as outras milhões de mulheres com estilo próprio. Ou ache seu estilo próprio usando espadrilles neste verão, porque é só o que as lojas estão vendendo, mesmo. Faça tatuagem para se diferenciar do resto, que também tem tatuagem. Resumindo: fazemos tanto para ser diferentes que ficamos iguais.
Mais uma: com essa de blog e twitter e sei lá o que, vivemos julgando os outros, parece que mais que antes até, ou pelo menos mais publicamente. Admito que caio nessa também. Mas às vezes temos que olhar pro próprio umbigo antes de sair falando coisas dos outros. Um exemplo poderia ser uma moça que fala dos erros gramaticais alheios mas tem um marido bem bosta que a faz sofrer. Quem é mais burrinha, a moça que não sabe português ou a do marido cocozento, né?
Tem idade que a gente é só filha. Tem idade que a gente é só mãe, porque a nossa mamãe já foi embora (bate na madeira, toc toc toc). Mas em geral, aos quase 30 é que a gente começa a ser as duas coisas ao mesmo tempo. E às vezes isso da uma pirada, né? Mesmo quem não tem pimpolhos ainda pensa "nossa, e quando eu tiver? Serei como minha mãe? Melhor? Pior? Vou encher o saco dele pelas mesmas coisas?" Maluco, né?
A mulherada aguenta parto normal, depilação com cera nas partes pudendas e outras coisas deveras doloridas sem tomar nada, só xingando até os tataravós do médico ou da depiladora e Deus, que a fez mulher. Mas se tiver uma dorzinha de cabeça ou uma cólica pré-menstrual... REMÉDIOS, POR FAVOOOR! E dá-lhe aspirina!
Outra: hoje em dia tudo é instantâneo. Depósitos em contas pela internet, e-mails pro mundo inteiro em segundos, comida quentinha em um minuto. Mas e pra perder dois quilos???? Difííícil e demooooora...
Hoje em dia você tem que ser diferente. Tem que tem seu estilo próprio, parte integrante do seu marketing pessoal e aquela coisa toda. MAS. Você tem que achar seu estilo próprio, desde que esteja na moda. Se não, não é legal, não é cool. Então é assim: ache seu estilo próprio usando espadrilles neste verão como todas as outras milhões de mulheres com estilo próprio. Ou ache seu estilo próprio usando espadrilles neste verão, porque é só o que as lojas estão vendendo, mesmo. Faça tatuagem para se diferenciar do resto, que também tem tatuagem. Resumindo: fazemos tanto para ser diferentes que ficamos iguais.
Mais uma: com essa de blog e twitter e sei lá o que, vivemos julgando os outros, parece que mais que antes até, ou pelo menos mais publicamente. Admito que caio nessa também. Mas às vezes temos que olhar pro próprio umbigo antes de sair falando coisas dos outros. Um exemplo poderia ser uma moça que fala dos erros gramaticais alheios mas tem um marido bem bosta que a faz sofrer. Quem é mais burrinha, a moça que não sabe português ou a do marido cocozento, né?
Tem idade que a gente é só filha. Tem idade que a gente é só mãe, porque a nossa mamãe já foi embora (bate na madeira, toc toc toc). Mas em geral, aos quase 30 é que a gente começa a ser as duas coisas ao mesmo tempo. E às vezes isso da uma pirada, né? Mesmo quem não tem pimpolhos ainda pensa "nossa, e quando eu tiver? Serei como minha mãe? Melhor? Pior? Vou encher o saco dele pelas mesmas coisas?" Maluco, né?
A mulherada aguenta parto normal, depilação com cera nas partes pudendas e outras coisas deveras doloridas sem tomar nada, só xingando até os tataravós do médico ou da depiladora e Deus, que a fez mulher. Mas se tiver uma dorzinha de cabeça ou uma cólica pré-menstrual... REMÉDIOS, POR FAVOOOR! E dá-lhe aspirina!
Outra: hoje em dia tudo é instantâneo. Depósitos em contas pela internet, e-mails pro mundo inteiro em segundos, comida quentinha em um minuto. Mas e pra perder dois quilos???? Difííícil e demooooora...
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Tréplica de um post do TDUL
Hoje li um post no hilário Todo Dia um Look em que o autor comentava sobre as "25 coisas que as mulheres gostariam que os homens soubessem", uma lista que ele leu no Facebook de alguém. Além de morrer de rir com as respostas do moço, incluídas aqui em itálico, pensei numa tréplica porque realmente a lista tinha umas coisas... Vamos lá:
1. Presentes fora de hora significam mais amor. Inclusive os mais simples.
COMEÇAMOS BEM, HEIN? Depois o Catra canta “Mercenária” e vocês tudo sentem a integridade ofendida. O último presente fora de hora que eu dei foi o dia em que quebrei uma vaca/porta-retrato numa lojinha e fui obrigado a comprar. Acabei dando pra namorada.
Sabe, o que significa mais amor é ele ter consideração e respeito por você, é ele estar sempre ao seu lado pro que der e vier. Claro que presente é bom e todo mundo gosta, mas presentes estão bem longe de significar "mais amor". Concordo com os caras.
2. “Legal” não é a resposta que queremos ouvir quando perguntamos se estamos bonitas.“Legal” e “linda”, praticamente a mesma coisa. Tudo uma questão de semântica, prof. Pasquale.
É o que sempre digo: mulheres esperam que homens reajam como mulheres ou como homens de comédia romântica. "Oh, você está divina hoje, meu amor, esta cor realça a cor da sua pele e o corte do vestido valoriza as suas curvas que eu tanto amo". Meninas, é simples: não vai rolar. Há exceções, mas na média, homens não dizem isso. O jeito de eles elogiarem é esse: "legal".
3. Nós sempre esperamos uma ligação e sentimos falta quando você não dá sinal de vida durante o dia.QUERO MORRER E AINDA FALTAM 22 PRA LER.
Claro, não temos mais nada pra fazer do que esperar o boneco ligar. Entendo a vontade de morrer dos rapazes.
4. Nós ficamos desapontadas quando nos arrumamos toda pra sair e descobrimos que você vai com a camisa de ontem e de chinelo.VOCÊ PODERIA ESTAR DE CHINELO QUE AINDA ESTARIA LINDA. Mas na boa, é janeiro. Não espera jeans.
Concordo com a moça em partes. A gente gostaria de ver o rapaz medianamente arrumadinho, faz bem pra vista e pro coração. Mas de novo: ele é homem. Se ele não for dos mais vaidosos, ele não vai achar que tem que escolher um look ideal pra obedecer o dress code da pizzaria do bairro com estilo e originalidade. Não é falta de consideração com a moça e nem com as horas que ela passou se arrumando.
5. Deixe para correr e tirar finas dos carros quando estiver sozinho. Nós dispensamos esse tipo de emoção.
Mas prefere um Vin Diesel do Velozes e Furiosos do que alguém que não sabe dirigir.
Na verdade, um homem bacana jamais deveria correr e tirar finas dos carros, a não ser que seja piloto e esteja em um autódromo. Quem faz essas coisas, sozinho ou acompanhado, na minha humilde opinião é inconsequente e tem probleminhas sexuais, ou seja, boa coisa não é.
6. Nós ficamos desequilibradas antes e durante a menstruação, mesmo sem motivo algum. Aprenda a conviver com isso.Ok.
Antes, durante e depois. Vide este post meu. Ou seja: não somos lá muito equilibradas. Podemos até tentar, mas... menos mal que eles disseram "ok", se fosse qualquer outra resposta eles iam ter que aguentar muitos comentários de leitoras (provavelmente de TPM).
7. Nós iremos questionar a sua masculinidade quando percebemos que você prefere assistir ao jogo ou jogar vídeo game do que transar.
Aprendam a conviver com isso (ref. cit. menstruação).
Ah sim, afinal o macho tem que estar sempre disposto a copular com a donzela. Sex machine. Gente, isso é mito. Concordo com os rapazes. Eu não questionaria a masculinidade do moço, mesmo porque até onde eu sei em geral a bicharada não senta pra ver futebol e jogar videogame. Mas questionaria um pouco a relação (isso acontece sempre ou é só de vez em quando? Se sempre, por quê?) ou até as minhas próprias atitudes, afinal nem sempre que eu quero, ele quer, e não tenho por quê achar que ele tem de estar sempre pronto. Às vezes a gente só quer dormir; às vezes, eles só querem ver futebol.
Ah sim, afinal o macho tem que estar sempre disposto a copular com a donzela. Sex machine. Gente, isso é mito. Concordo com os rapazes. Eu não questionaria a masculinidade do moço, mesmo porque até onde eu sei em geral a bicharada não senta pra ver futebol e jogar videogame. Mas questionaria um pouco a relação (isso acontece sempre ou é só de vez em quando? Se sempre, por quê?) ou até as minhas próprias atitudes, afinal nem sempre que eu quero, ele quer, e não tenho por quê achar que ele tem de estar sempre pronto. Às vezes a gente só quer dormir; às vezes, eles só querem ver futebol.
8. Você não precisa pagar a conta no primeiro encontro, mas saiba que vamos te achar mão de vaca.
Me segurei pra não postar isso na coisa número 1, mas vamos lá: A MULHER E A GALINHA / SÃO DOIS BICHOS INTERESSEIROS / A GALINHA PELO MILHO /E A MULHER PELO DINHEIRO.
Não conheço essa bonita canção e obviamente não concordo com a generalização. Mas sabem, as mulheres lutaram tanto por direitos iguais, para votar, ter destaque no ambiente profissional... por que o homem tem de ser o "provedor" no primeiro ou no milésimo encontro em pleno século XXI? Se ele quiser fazer a gentileza, ótimo, assim como você pode fazer algum dia. Mas sempre - SEMPRE - se ofereça primeiro pra dividir a conta.
Não conheço essa bonita canção e obviamente não concordo com a generalização. Mas sabem, as mulheres lutaram tanto por direitos iguais, para votar, ter destaque no ambiente profissional... por que o homem tem de ser o "provedor" no primeiro ou no milésimo encontro em pleno século XXI? Se ele quiser fazer a gentileza, ótimo, assim como você pode fazer algum dia. Mas sempre - SEMPRE - se ofereça primeiro pra dividir a conta.
9. Consulte uma amiga ou um amigo gay quando for comprar um presente.
Pedir ajuda pra amiga = dar um vale-presente de 50 reais da Saraiva. Se o cara precisa de consultoria, é porque nem vale a pena te dar presente. Na boa, véi.
Du-vi-do que um homem médio vai chegar pro amigo gay (se é que ele tem algum) e pedir palpite do presente da namorada. Acho que ele pede pra mãe ou pra irmã, se pedir. A mulher que fala pra ele "consultar uma amiga" é a mesma que vai implicar com essa mesma amiga, aposto. Aliás, mulherada, que tal pedir algo em vez de esperar que o rapaz adivinhe?
Du-vi-do que um homem médio vai chegar pro amigo gay (se é que ele tem algum) e pedir palpite do presente da namorada. Acho que ele pede pra mãe ou pra irmã, se pedir. A mulher que fala pra ele "consultar uma amiga" é a mesma que vai implicar com essa mesma amiga, aposto. Aliás, mulherada, que tal pedir algo em vez de esperar que o rapaz adivinhe?
10. Por mais desencanadas que sejamos, nós não queremos sentir o cheiro do seu pum ou o barulho do seu arroto. Principalmente dentro do carro.
Haha “pum”, haha.
Ok, "pum" é meio 3 anos de idade. Mas a moça tem razão. Infelizmente a maior parte dos mancebos tem um moleque nojento de 12 anos dentro dele, pronto pra fazer essas coisas e morrer de dar risada... sad but true. Mas sou totalmente a favor de manter o glamour até onde der.
Ok, "pum" é meio 3 anos de idade. Mas a moça tem razão. Infelizmente a maior parte dos mancebos tem um moleque nojento de 12 anos dentro dele, pronto pra fazer essas coisas e morrer de dar risada... sad but true. Mas sou totalmente a favor de manter o glamour até onde der.
11. Você fica sexy se barbeando, consertando alguma coisa, usando camiseta branca com jeans ou dirigindo.
E você fica sexy quando não faz listas. Mas a autora disso aqui, bem disse a Mari Messias, só pode ser viciada em pornografia dos anos 80.
Adorei a resposta. E não concordo com a moça. Estereótipos puros, não?
Adorei a resposta. E não concordo com a moça. Estereótipos puros, não?
12. Se não nos sentimos amadas e valorizadas, nosso botão de “caça” é ativado automaticamente. Só leva um minuto.
“Botão de caça” é gíria para clitóris, né?
hahaha Meu Deus! Sei lá, acho que uma mulher bacana, se não se sente amada e valorizada, pula fora da relação e não necessariamente vai sair "caçando" por aí. E se leva só um minuto pra acionar o tal botão, é porque o cara não é tão importante assim, não?GENTE TÁ RUIM DEMAIS, VOU PULAR UNS.
16. Você não precisa engordar, parar de usar perfume ou não fazer mais a barba depois que começamos a namorar. A concorrência é forte.
Fiz os três.
A gente também não precisa engordar, parar de usar perfume e de se depilar depois que começamos a namorar. A concorrência é forte. Mas a vida não é o casamento da Barbie e do Ken. As pessoas envelhecem, têm filhos e às vezes se esquecem delas mesmas, passam por momentos de merda, têm outras prioridades ou simplesmente desencanam. Acontece, namorando ou não.17. Entre bombons, flores e ursinhos de pelúcia, nos dê um sapato.
Entre 25 dicas, nos dê um boquete.
Homens e boquetes... mas voltando ao sapato: ok, desde que dê pra trocar depois. Eles dificilmente vão acertar.
Homens e boquetes... mas voltando ao sapato: ok, desde que dê pra trocar depois. Eles dificilmente vão acertar.
Não aguento mais. Meus olhos tão queimando, tá ruim demais. Tô quase cogitando chupar uns pintos tamanha a babaquice que essa lista aplica no sexo feminino. Eu sei que vocês são mais que isso, suas Amelia Earheart.
E caso você tenha gostado da lista, se identificado e ainda assim tem namorado, só posso dizer uma coisa: tua bunda deve ser bem bonita.
Eu não vi a lista completa então não sei se gostei ou não. Não gostei dos itens que eu li. O autor não tem lá muita finesse (quem sou eu pra falar de finesse??) mas ele tá certo: somos muito mais do que isso!
Eu não vi a lista completa então não sei se gostei ou não. Não gostei dos itens que eu li. O autor não tem lá muita finesse (quem sou eu pra falar de finesse??) mas ele tá certo: somos muito mais do que isso!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Onde se consegue leite condensado na Mauritânia?
Puts, tô vendo um programa no Discovery sobre obesidade e diz que na Mauritânia eles engordam as meninas para o casamento, porque a mulher magra é "uma vergonha para a família" segundo a (mauritanesa? mauritaneira? mauritanista?) entrevistada. A gordura é um sinônimo de beleza lá, e diz que o tamanho de uma mulher indica o tamanho do lugar que ela ocupa no coração do marido. Pois é!
Isso me fez refletir sobre a relatividade da beleza, as diferenças culturais, as pressões sociais, a obrigação de ser magra e até mesmo sobre a minha relação com o meu corpo e com a comida, que sempre foram relações um tanto quanto conflituosas.
Cheguei à seguinte conclusão: BORA TODO MUNDO PRA MAURITÂNIA SE ENTUPIR DE BRIGADEIRO E PIZZA E SER GORDA E FELIZ E COM O POVO TE ACHANDO GATA???
(Brincadeirinha, gente. Brincadeirinha. Mas será que tem pizza na Mauritânia? Leite condensado? Pode ser uma alternativa, sei lá...)
Isso me fez refletir sobre a relatividade da beleza, as diferenças culturais, as pressões sociais, a obrigação de ser magra e até mesmo sobre a minha relação com o meu corpo e com a comida, que sempre foram relações um tanto quanto conflituosas.
Cheguei à seguinte conclusão: BORA TODO MUNDO PRA MAURITÂNIA SE ENTUPIR DE BRIGADEIRO E PIZZA E SER GORDA E FELIZ E COM O POVO TE ACHANDO GATA???
(Brincadeirinha, gente. Brincadeirinha. Mas será que tem pizza na Mauritânia? Leite condensado? Pode ser uma alternativa, sei lá...)
sábado, 5 de novembro de 2011
No espelho (ou "assim funciona a mente feminina")
Nossa, hoje eu estou o cão. O cão chupando limão e olhando pro sol. Mais feia que bater na mãe na frente das visitas. Feia de juntar criança. Olha só como eu sou deformada! Um olho maior que o outro, esse nariz de batatinha. O que é isso? Meu Deus, vai me nascer uma espinha. Uma espinha! Faz um adolescente que fui adolescente e ainda tenho que lidar com espinhas? Os 30 devem ser a única idade em que rugas convivem com espinhas no nosso rosto. E o gelzinho Clean and Clear com o Natura Chronos no armário do banheiro. Que tristeza.
Por que eu tenho a cara tão estranha? As pessoas sabem que eu sou estranha? Elas reparam que eu tenho um olho maior que o outro, e esse nariz, etc etc, ou elas tem mais o que fazer? Elas devem ter mais o que fazer, eu é que tenho essa cara e não posso me livrar dela, trocar por outra. Quer dizer, hoje em dia até dá pra mudar de cara, mas é um dinheirão e dificilmente você fica melhor. Eu tenho esta cara. Por que? Por que esta e não a da Ana Paula Arósio? Ou a daquela moça horrorosa aqui do prédio? Por que esta?
Esta é cara com a qual vou ter que conviver até morrer. Ela vai mudar, claro, mas basicamente vai ser essa. Os olhos vão continuar um maior que o outro, só com mais rugas ao redor. Vai cair tudo. Será que vou ser aquelas senhoras bonitonas? Será que vou pirar na batatinha, tentar correr atrás da juventude perdida, fazer 29 plásticas e virar uma aberração? Será que os cremes que passo desde os 25 vão ter adiantado? Sei não, porque olha só essa ruguinha aqui quando sorrio. E nos olhos. Ai ai ai.
Vou me maquiar que eu ganho mais, se não vou me atrasar pra festa. Base. Corretivo. Sombra. Outra sombra. Oooutra sombra. Lápis, rímel. Ficou bom! Batom, gloss. Pronto.
Pensando bem, até que não sou de se jogar fora, né? Uma boca bonitinha, olhos expressivos. Fico bem com essa maquiagem. Não tenho aquele nariz indecente da moça aqui do prédio. E ontem ouvi "oi, gatinha" de um motoboy quando ia atravessar a rua, então tão mal no estou, né? De pedreiro não adianta ouvir nada, eles falam qualquer coisa pra qualquer uma, mas acho que motoboy tem um pouco mais de credibilidade, né? Pouquinho. Esse meu ângulo realmente me favorece. Vou tirar uma foto assim pra colocar no Facebook. Com biquinho ou sem biquinho? Sem, melhor. Hoje eu tô é linda, isso sim!
Por que eu tenho a cara tão estranha? As pessoas sabem que eu sou estranha? Elas reparam que eu tenho um olho maior que o outro, e esse nariz, etc etc, ou elas tem mais o que fazer? Elas devem ter mais o que fazer, eu é que tenho essa cara e não posso me livrar dela, trocar por outra. Quer dizer, hoje em dia até dá pra mudar de cara, mas é um dinheirão e dificilmente você fica melhor. Eu tenho esta cara. Por que? Por que esta e não a da Ana Paula Arósio? Ou a daquela moça horrorosa aqui do prédio? Por que esta?
Esta é cara com a qual vou ter que conviver até morrer. Ela vai mudar, claro, mas basicamente vai ser essa. Os olhos vão continuar um maior que o outro, só com mais rugas ao redor. Vai cair tudo. Será que vou ser aquelas senhoras bonitonas? Será que vou pirar na batatinha, tentar correr atrás da juventude perdida, fazer 29 plásticas e virar uma aberração? Será que os cremes que passo desde os 25 vão ter adiantado? Sei não, porque olha só essa ruguinha aqui quando sorrio. E nos olhos. Ai ai ai.
Vou me maquiar que eu ganho mais, se não vou me atrasar pra festa. Base. Corretivo. Sombra. Outra sombra. Oooutra sombra. Lápis, rímel. Ficou bom! Batom, gloss. Pronto.
Pensando bem, até que não sou de se jogar fora, né? Uma boca bonitinha, olhos expressivos. Fico bem com essa maquiagem. Não tenho aquele nariz indecente da moça aqui do prédio. E ontem ouvi "oi, gatinha" de um motoboy quando ia atravessar a rua, então tão mal no estou, né? De pedreiro não adianta ouvir nada, eles falam qualquer coisa pra qualquer uma, mas acho que motoboy tem um pouco mais de credibilidade, né? Pouquinho. Esse meu ângulo realmente me favorece. Vou tirar uma foto assim pra colocar no Facebook. Com biquinho ou sem biquinho? Sem, melhor. Hoje eu tô é linda, isso sim!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Da série "a gente sabe que está ficando velha quando..." - na chuva
Este é mais um post da estupenda série "A gente sabe que está ficando velha quando...". Sei que esses posts têm sido frequentes, o que atribuo à falta de tempo para escrever algo mais complexo e à proximidade dos meus 31 anos (domingo!). Mas vocês gostam, né? Espero que sim! Então vamos lá:
Estava com uma amiga andando à noite pelas ruas do centro portenho quando começa uma repentina e incômoda garoa. Minha amiga diz, exultante:
- Nossa, ainda bem que tirei as roupas do varal!
Se jovem fosse, minha amiga estaria com medo da garoa, que estragaria o seu penteado (quem nunca gritou, na fila da balada, "ai, essa chuva vai acabar com a minha escova/chapinha/babyliss?). Mas não. Aos (quase) 30, ela nem pensou nisso, o importante era que as roupitchas dela estavam em um lugar seguro e abrigado.
É... a gente sabe que está ficando velha quando se preocupa mais com a roupa no varal que com o cabelo.
Estava com uma amiga andando à noite pelas ruas do centro portenho quando começa uma repentina e incômoda garoa. Minha amiga diz, exultante:
- Nossa, ainda bem que tirei as roupas do varal!
Se jovem fosse, minha amiga estaria com medo da garoa, que estragaria o seu penteado (quem nunca gritou, na fila da balada, "ai, essa chuva vai acabar com a minha escova/chapinha/babyliss?). Mas não. Aos (quase) 30, ela nem pensou nisso, o importante era que as roupitchas dela estavam em um lugar seguro e abrigado.
É... a gente sabe que está ficando velha quando se preocupa mais com a roupa no varal que com o cabelo.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Desafio "Um ano sem comprar roupa" - ACABOOOO OUOUOUOOOO
Não sei se é um grande feito da humanidade, ou pras mulheres, não sei nem mesmo se é um grande feito pra mim, mas sim, eu fiquei um ano sem comprar roupa. CACETE, UM ANO SEM COMPRAR ROUPA!
Eu escrevi sobre isso pela primeira vez em janeiro (tá aqui), mas é algo que eu vinha fazendo desde o dia 12 de outubro de 2010, ou seja, há um ano, desde que cheguei de viagem cheeeia das roupitchas novas, dei de cara com o meu armário pequeno e lotaaado e pensei "gente, pra quê tanto?".
"Mas e aí, Nadjones, saiu comprando tudo o que viu pela frente ontem?" Olhem, na verdade não, porque como eu disse em algum outro post, se eu fizesse isso não teria muito sentido ter ficado um ano sem comprar, afinal eu continuo não "precisando" de muitas coisas (o "precisando" está entre aspas porque o sentido dele varia muito no universo feminino, como escrevi neste post). Mas fui pra São Paulo e, no derradeiro dia 12, comprei uma roupa. COMPREI UMA ROUPA! Um vestido jeans na C&A. Fazia anos que eu procurava um vestido jeans e ainda por cima estava com um precinho camarada, então não tive dúvidas. Foi um presente ideal pra mim mesma por ter conseguido fazer o que fiz. Foi paixão à primeira vista, e olha que nem sou chegada na C&A, entrei lá pra procurar uma coisinha pro meu rapaz. Meu pai estava comigo e até nos abraçamos, foi um momento quase emocionante. Eu tinha dito que estava pensando em esperar perder uns kilogramas pra comprar roupa, mas comprei o vestido meio justinho pra ficar bom quando as banhocas diminuírem (sim, sou realista e digo "diminuírem" e não "sumirem").
Durante esses 365 dias sem comprar roupa, eu passei vontade e foram várias as tentações, mas eu aprendi muito ao ver que podia superar isso sem depender de nada a não ser de mim mesma. E isso com certeza vai me ajudar em outras áreas da vida, porque não é tão fácil reconhecer que podemos cumprir algo que nos propusemos, né? Mas como diria Obaminha, yes, we can!
E agora, José? Como continua minha vida pós-um-ano-sem-comprar-roupa? Não quero ficar acumulando coisas que não uso e nem sair comprando coisas que não preciso (só de vez em quando, né, também sou filha de Deus e não resisto muito a coisinhas coloridas). Então acho que vou fazer o seguinte: entra algo, sai algo. Toda vez que comprar algo do ramo roupas/acessórios, tenho que dar pra alguém ou separar pra caridade pelo menos algum item. Por exemplo, comprei sapatos? Dou um usado. Comprei um vestido? Dou uma camiseta. E assim vai.
Vou começar a fazer isso agora mesmo: comprei o vestido e quatro sapatos em São Paulo. Então vou dizer adeus à minha bolsa da Nike citada neste post, mesmo porque semana passada encontrei uma substituta à altura pra ser minha companheira de viagens e ainda por cima de um jeito mais elegante. E devo ter alguma camisetinha véia que esta lá enfurnada no meu armário também. Como vou chamar esse outro desafio? "É dando que se recebe"? "Comprou, Deu"? Sei lá. Nem sei se chega a ser um desafio.
Mas então é isso, minha gente, consegui ficar um ano sem comprar roupa. CONSEGUI FICAR UM ANO SEM COMPRAR ROUPA! *rojões* *rojões* *rojões*
"Mas e aí, Nadjones, saiu comprando tudo o que viu pela frente ontem?" Olhem, na verdade não, porque como eu disse em algum outro post, se eu fizesse isso não teria muito sentido ter ficado um ano sem comprar, afinal eu continuo não "precisando" de muitas coisas (o "precisando" está entre aspas porque o sentido dele varia muito no universo feminino, como escrevi neste post). Mas fui pra São Paulo e, no derradeiro dia 12, comprei uma roupa. COMPREI UMA ROUPA! Um vestido jeans na C&A. Fazia anos que eu procurava um vestido jeans e ainda por cima estava com um precinho camarada, então não tive dúvidas. Foi um presente ideal pra mim mesma por ter conseguido fazer o que fiz. Foi paixão à primeira vista, e olha que nem sou chegada na C&A, entrei lá pra procurar uma coisinha pro meu rapaz. Meu pai estava comigo e até nos abraçamos, foi um momento quase emocionante. Eu tinha dito que estava pensando em esperar perder uns kilogramas pra comprar roupa, mas comprei o vestido meio justinho pra ficar bom quando as banhocas diminuírem (sim, sou realista e digo "diminuírem" e não "sumirem").
Durante esses 365 dias sem comprar roupa, eu passei vontade e foram várias as tentações, mas eu aprendi muito ao ver que podia superar isso sem depender de nada a não ser de mim mesma. E isso com certeza vai me ajudar em outras áreas da vida, porque não é tão fácil reconhecer que podemos cumprir algo que nos propusemos, né? Mas como diria Obaminha, yes, we can!
E agora, José? Como continua minha vida pós-um-ano-sem-comprar-roupa? Não quero ficar acumulando coisas que não uso e nem sair comprando coisas que não preciso (só de vez em quando, né, também sou filha de Deus e não resisto muito a coisinhas coloridas). Então acho que vou fazer o seguinte: entra algo, sai algo. Toda vez que comprar algo do ramo roupas/acessórios, tenho que dar pra alguém ou separar pra caridade pelo menos algum item. Por exemplo, comprei sapatos? Dou um usado. Comprei um vestido? Dou uma camiseta. E assim vai.
Vou começar a fazer isso agora mesmo: comprei o vestido e quatro sapatos em São Paulo. Então vou dizer adeus à minha bolsa da Nike citada neste post, mesmo porque semana passada encontrei uma substituta à altura pra ser minha companheira de viagens e ainda por cima de um jeito mais elegante. E devo ter alguma camisetinha véia que esta lá enfurnada no meu armário também. Como vou chamar esse outro desafio? "É dando que se recebe"? "Comprou, Deu"? Sei lá. Nem sei se chega a ser um desafio.
Mas então é isso, minha gente, consegui ficar um ano sem comprar roupa. CONSEGUI FICAR UM ANO SEM COMPRAR ROUPA! *rojões* *rojões* *rojões*
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Desafio "Um ano sem comprar roupa" - tá acabando!!
Não sei se alguém sentiu falta, mas ando meio ausente, né? É porque tô fazendo uns free lance pra garantir uns presentinho melhor pras criança no Natal, e entre fazer o que se faz por gosto e o que se faz por dinheiro, fico com a segunda opção, afinal não sou boba nem nada!
Mas interrompi meus trabalhos apenas para dizer que daqui uma semana, uma mísera semana, acaba meu desafio de ficar um ano sem comprar roupa. E não pretendo comprar nada de roupa até lá, então YAY! Viva eu! Mas melhor deixar pra festejar quando terminar, né? Nunca se sabe quando a tentação baterá à nossa porta. Ainda mais com viagem marcada pro Brasil bem nos últimos dias do desafio.
Como já disse em algum post anterior, vai ser bem estranho sair de uma loja com roupas novas, ou achar algo bonito e pensar "ei, posso comprá-lo!" Já me acostumei a ser praticamente uma voyeur têxtil (nossa, forcei), olhando, babando, cobiçando e saindo de mãos abanando. Já me acostumei a desenterrar algo do meu próprio armário quando quero sair com algo diferente, o que aliás eu recomendo muito. Todas nós temos coisas ótimas e esquecidas, podem ter certeza!
Agora estou pensando em um novo desafio, que na verdade não é bem um desafio. É que estou tentando perder uns quilitos (desde 1987, mas abafa) e estou pensando em comprar roupas só depois que eles tiverem abandonado meu corpinho, o que deve demorar alguns meses. Ou pensei em comprar agora roupas que eu possa usar com 8 quilos a menos, mas seria arriscado, né? Primeiro, vai saber se vou conseguir perder esses quilos (e se não vou achá-los logo depois) e segundo, vai saber como eu vou ficar, né (gatérrima, imagino, mas vai saber o que vai ficar bem em mim ou não). Estou pensando até em me dar uma jaqueta de couro bem bacanuda como prêmio se conseguir atingir a meta, e pensar "olha a jaqueta!" cada vez que quiser comer um docinho ou uns pedaços de pizza a mais (afaste de mim esse cálice, pai).
Tenho esta semana ainda pra decidir o que vou fazer. O que vocês acham melhor? Me ajudem a pensar!
Então contagem regressiva pra poder voltar a sair com alguma sacolinha das lojas: faltam 7 dias para terminar meu desafio de um ano sem comprar roupa! EEEEEE
Mas interrompi meus trabalhos apenas para dizer que daqui uma semana, uma mísera semana, acaba meu desafio de ficar um ano sem comprar roupa. E não pretendo comprar nada de roupa até lá, então YAY! Viva eu! Mas melhor deixar pra festejar quando terminar, né? Nunca se sabe quando a tentação baterá à nossa porta. Ainda mais com viagem marcada pro Brasil bem nos últimos dias do desafio.
Como já disse em algum post anterior, vai ser bem estranho sair de uma loja com roupas novas, ou achar algo bonito e pensar "ei, posso comprá-lo!" Já me acostumei a ser praticamente uma voyeur têxtil (nossa, forcei), olhando, babando, cobiçando e saindo de mãos abanando. Já me acostumei a desenterrar algo do meu próprio armário quando quero sair com algo diferente, o que aliás eu recomendo muito. Todas nós temos coisas ótimas e esquecidas, podem ter certeza!
Agora estou pensando em um novo desafio, que na verdade não é bem um desafio. É que estou tentando perder uns quilitos (desde 1987, mas abafa) e estou pensando em comprar roupas só depois que eles tiverem abandonado meu corpinho, o que deve demorar alguns meses. Ou pensei em comprar agora roupas que eu possa usar com 8 quilos a menos, mas seria arriscado, né? Primeiro, vai saber se vou conseguir perder esses quilos (e se não vou achá-los logo depois) e segundo, vai saber como eu vou ficar, né (gatérrima, imagino, mas vai saber o que vai ficar bem em mim ou não). Estou pensando até em me dar uma jaqueta de couro bem bacanuda como prêmio se conseguir atingir a meta, e pensar "olha a jaqueta!" cada vez que quiser comer um docinho ou uns pedaços de pizza a mais (afaste de mim esse cálice, pai).
Tenho esta semana ainda pra decidir o que vou fazer. O que vocês acham melhor? Me ajudem a pensar!
Então contagem regressiva pra poder voltar a sair com alguma sacolinha das lojas: faltam 7 dias para terminar meu desafio de um ano sem comprar roupa! EEEEEE
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Desafio "Um ano sem comprar roupa" - reta final
E nisso já estamos em setembro, o que significa que falta apenas um mês, um mísero mesinho, pra terminar o meu ano sem comprar roupas. Ontem fez 11 meses. Acredita? Nem eu!
Pois é, estou há quase um ano sem comprar roupa e pasmem, não tive de sair pelada, não fiquei mal arrumada e nem fui mal vestida a nenhum evento social. O que comprova que se você, assim como eu, gosta de comprar roupas e costuma fazer isso com certa frequência, acredite: você tem roupa SIM. E não, você não precisa de nada novo. Você pode querer, mas não me venha com preciso.
Ah, mas é que tá na moda e eu queria comprar... sim, sim. A moda basicamente é o seguinte: primeiro dizem que calça justa é a coisa mais legal do mundo. Passa um tempo, dizem que não, que o bacana agora é calça larga. Aí dizem que o nude (o velho e bom bege) é tudo o que você pode desejar na sua vida, mas meses depois tá out, o negócio agora é color blocking, ou seja, blazer laranja com camisa verde com saia rosa. E assim vai, cada hora inventam uma coisa diferente (e de preferência oposta ao de antes) e a gente vai lá e compra o que dizem que a gente tem que comprar pra ser elegante e valorizada.
Claro que tem muito mais coisas envolvidas nisso de comprar. A gente gosta e não é fácil ficar sem esse prazerzinho. Eu mesma tinha dito que não ia comprar nada "de pôr no corpo" nos últimos 4 meses do desafio. Nada de sapatos, cremes, acessórios e etc. Mas aí eu fui pro Brasil e cismei que queria um esmalte lilás. Só que fui numa loja perigosíssima, com corredores e corredores cheios de esmaltes e afins. Resultado: comprei o lilás e mais uns cinco. É que é tao baratinho, né? E como onde passa boi, passa boiada, comprei uma bolsa e uma nécessaire na loja da frente. E desde entao comprei umas bobaginhas baratex, tipo brinquinho, grampos de cabelo, mas o mais importante, que eram roupas, NADA. Nadica.
Ultimamente as pessoas têm feito umas perguntas interessantes a respeito do desafio. Uma delas: "e quando terminar, você vai sair comprando roupa por aí?" Não, se não não teria sentido ter ficado um ano sem comprar, né? Pretendo fazer uma listinha de coisas que eu quero/preciso e vou tentar me ater a essa lista. Além disso, pretendo comprar principalmente em pontas de estoque, liquidações e afins, porque não tá valendo a pena aqui comprar do jeito "normal". Pretendo também fazer um "bazar da Nadja" com roupas e acessórios que não uso mais. Isso porque durante todo este ano eu dei roupas e afins pras amigas, pra caridade, pra empregada, e mesmo assim continuo com coisas sobrando.
Outra pergunta: "você não sente falta de comprar roupa?" Olha, a essa altura do campeonato, eu juro que não. Continuo fascinada pelo meu armário e tentando bolar novas combinações com o que já tenho. Não fiquei um ano sem roupa nova já que ganhei presentinhos da família (valeu, gente), que também nem foram tantos assim, acho que foram umas cinco peças. Talvez isso tenha tornado o desafio mais fácil de cumprir. Mas ir a uma loja pra dar uma olhada e sair de mãos vazias já é o normal pra mim, tanto que acho que vou estranhar muito quando comprar uma roupa nova. Estranho, né?
"Nao comprar roupa teve algum impacto econômico?" Olha, sinceramente eu não sei. Sou meio desligada e este ano tive que gastar com várias outras coisas, então acabei nem vendo o quanto isso teve efeito nas minhas contas.
"Nadja, como você consegue?" Boa pergunta, também não sei. No comeco é mais difícil, depois você se acostuma e, como eu disse antes, isso vira o normal. Queria muito, muito mesmo, aplicar estes mesmos princípios pra comida. Não algo radical como ficar um ano sem comer chocolate (pelamordedeus!) mas pensar essa diferença entre querer e precisar, comer o necessário e não por gula, ansiedade, tédio, enfim, coisas que fazem a gente comer (e comprar também). Complicado...
Então é isso, falta muito pouco pra terminar meu desafio de ficar um ano sem comprar roupas e eu tô conseguindo. Viva eu, viva tudo, viva o Chico barrigudo!
Pois é, estou há quase um ano sem comprar roupa e pasmem, não tive de sair pelada, não fiquei mal arrumada e nem fui mal vestida a nenhum evento social. O que comprova que se você, assim como eu, gosta de comprar roupas e costuma fazer isso com certa frequência, acredite: você tem roupa SIM. E não, você não precisa de nada novo. Você pode querer, mas não me venha com preciso.
Ah, mas é que tá na moda e eu queria comprar... sim, sim. A moda basicamente é o seguinte: primeiro dizem que calça justa é a coisa mais legal do mundo. Passa um tempo, dizem que não, que o bacana agora é calça larga. Aí dizem que o nude (o velho e bom bege) é tudo o que você pode desejar na sua vida, mas meses depois tá out, o negócio agora é color blocking, ou seja, blazer laranja com camisa verde com saia rosa. E assim vai, cada hora inventam uma coisa diferente (e de preferência oposta ao de antes) e a gente vai lá e compra o que dizem que a gente tem que comprar pra ser elegante e valorizada.
Claro que tem muito mais coisas envolvidas nisso de comprar. A gente gosta e não é fácil ficar sem esse prazerzinho. Eu mesma tinha dito que não ia comprar nada "de pôr no corpo" nos últimos 4 meses do desafio. Nada de sapatos, cremes, acessórios e etc. Mas aí eu fui pro Brasil e cismei que queria um esmalte lilás. Só que fui numa loja perigosíssima, com corredores e corredores cheios de esmaltes e afins. Resultado: comprei o lilás e mais uns cinco. É que é tao baratinho, né? E como onde passa boi, passa boiada, comprei uma bolsa e uma nécessaire na loja da frente. E desde entao comprei umas bobaginhas baratex, tipo brinquinho, grampos de cabelo, mas o mais importante, que eram roupas, NADA. Nadica.
Ultimamente as pessoas têm feito umas perguntas interessantes a respeito do desafio. Uma delas: "e quando terminar, você vai sair comprando roupa por aí?" Não, se não não teria sentido ter ficado um ano sem comprar, né? Pretendo fazer uma listinha de coisas que eu quero/preciso e vou tentar me ater a essa lista. Além disso, pretendo comprar principalmente em pontas de estoque, liquidações e afins, porque não tá valendo a pena aqui comprar do jeito "normal". Pretendo também fazer um "bazar da Nadja" com roupas e acessórios que não uso mais. Isso porque durante todo este ano eu dei roupas e afins pras amigas, pra caridade, pra empregada, e mesmo assim continuo com coisas sobrando.
Outra pergunta: "você não sente falta de comprar roupa?" Olha, a essa altura do campeonato, eu juro que não. Continuo fascinada pelo meu armário e tentando bolar novas combinações com o que já tenho. Não fiquei um ano sem roupa nova já que ganhei presentinhos da família (valeu, gente), que também nem foram tantos assim, acho que foram umas cinco peças. Talvez isso tenha tornado o desafio mais fácil de cumprir. Mas ir a uma loja pra dar uma olhada e sair de mãos vazias já é o normal pra mim, tanto que acho que vou estranhar muito quando comprar uma roupa nova. Estranho, né?
"Nao comprar roupa teve algum impacto econômico?" Olha, sinceramente eu não sei. Sou meio desligada e este ano tive que gastar com várias outras coisas, então acabei nem vendo o quanto isso teve efeito nas minhas contas.
"Nadja, como você consegue?" Boa pergunta, também não sei. No comeco é mais difícil, depois você se acostuma e, como eu disse antes, isso vira o normal. Queria muito, muito mesmo, aplicar estes mesmos princípios pra comida. Não algo radical como ficar um ano sem comer chocolate (pelamordedeus!) mas pensar essa diferença entre querer e precisar, comer o necessário e não por gula, ansiedade, tédio, enfim, coisas que fazem a gente comer (e comprar também). Complicado...
Então é isso, falta muito pouco pra terminar meu desafio de ficar um ano sem comprar roupas e eu tô conseguindo. Viva eu, viva tudo, viva o Chico barrigudo!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Fina
Quase todo dia, quando ela estava retocando a maquiagem no banheiro da empresa, aquela moça entrava e olhava feio. Que boba, devia ser inveja. A moça era meio abrutalhada, sempre com umas roupas escuras, cabelo meio desgrenhado. Um horror! Era inveja, com certeza, inveja dela toda bem-cuidada, cheirando a Angel, maquiada, chapinha impecável no cabelo com mechas californianas, unhas sempre feitas, roupas que poderiam estar na vitrine de qualquer loja de marca (e ás vezes de fato estavam).
Apesar de se saber superior àquela pessoa desagradável, já que claramente se cuidava muito mais e é isso que uma mulher tem que fazer, ela se incomodava com esse encontro quase diário. Se sentia julgada, como se fosse pecado querer estar bonita. Pecado é usar essas calcas largas de moletom puído, isso sim! Ela não estava fazendo nada de mal indo se ajeitar no banheiro pelo menos seis vezes por dia. Não prejudicava ninguém e ela achava que não afetava o trabalho. Que mulherzinha desagradável aquela, com aquelas camisetas velhas.
Ela se incomodava com o suposto julgamento da outra mas tentava não dar bola. Vai fazer o quê, discutir com a sujismunda? Fazer barraco, justo ela, moca tão comportada? Arrancar aquele frufru velho e encardido puxando o cabelo da louca? Bem que ela poderia fazer isso, seria um favor pra moça chata. Mas não, ela só olhava de relance e continuava reaplicando o corretivo como se nada estivesse acontecendo.
Até que um dia foi o fim da picada. O fim!
Ela estava lá retocando o blush quando a sujinha entrou e fez aquela cara de bunda (bunda, porque ela não podia falar "cu", era feio). Entrou em um dos banheiros, fechou a porta, fez o que tinha que fazer e saiu. Parou do lado dela, de frente pro espelho do banheiro, para lavar as mãos. Enquanto fazia isso, PASMEM! Soltou um sonoro pum. Praticamente na cara dela! Ela ficou sem reação, só conseguiu olhar pra porca, a boca aberta de incredulidade.
A moca deu de ombros, olhou pra ela e disse, bem debochada: "Pelo menos eu tô no lugar certo pra isso, né, amiga?" Virou as costas e saiu do banheiro.
Como pode uma mulher fazer isso?? Ela só fazia em casa, sozinha no banheiro e ainda assim ligava a torneira pro marido não ouvir nada. Porca!
Decidido: a partir de agora, ela só ia usar o banheiro do terceiro andar. Com cara de bunda ela podia lidar, mas com ruídos e odores corporais alheios era demais. Demais!
Apesar de se saber superior àquela pessoa desagradável, já que claramente se cuidava muito mais e é isso que uma mulher tem que fazer, ela se incomodava com esse encontro quase diário. Se sentia julgada, como se fosse pecado querer estar bonita. Pecado é usar essas calcas largas de moletom puído, isso sim! Ela não estava fazendo nada de mal indo se ajeitar no banheiro pelo menos seis vezes por dia. Não prejudicava ninguém e ela achava que não afetava o trabalho. Que mulherzinha desagradável aquela, com aquelas camisetas velhas.
Ela se incomodava com o suposto julgamento da outra mas tentava não dar bola. Vai fazer o quê, discutir com a sujismunda? Fazer barraco, justo ela, moca tão comportada? Arrancar aquele frufru velho e encardido puxando o cabelo da louca? Bem que ela poderia fazer isso, seria um favor pra moça chata. Mas não, ela só olhava de relance e continuava reaplicando o corretivo como se nada estivesse acontecendo.
Até que um dia foi o fim da picada. O fim!
Ela estava lá retocando o blush quando a sujinha entrou e fez aquela cara de bunda (bunda, porque ela não podia falar "cu", era feio). Entrou em um dos banheiros, fechou a porta, fez o que tinha que fazer e saiu. Parou do lado dela, de frente pro espelho do banheiro, para lavar as mãos. Enquanto fazia isso, PASMEM! Soltou um sonoro pum. Praticamente na cara dela! Ela ficou sem reação, só conseguiu olhar pra porca, a boca aberta de incredulidade.
A moca deu de ombros, olhou pra ela e disse, bem debochada: "Pelo menos eu tô no lugar certo pra isso, né, amiga?" Virou as costas e saiu do banheiro.
Como pode uma mulher fazer isso?? Ela só fazia em casa, sozinha no banheiro e ainda assim ligava a torneira pro marido não ouvir nada. Porca!
Decidido: a partir de agora, ela só ia usar o banheiro do terceiro andar. Com cara de bunda ela podia lidar, mas com ruídos e odores corporais alheios era demais. Demais!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Desafio "Um ano sem comprar roupa" - 10 meses
Caceeete, hoje faz 10 meses que eu não compro roupa!!!! Acreditam? Nem eu!
E pra comemorar coloquei um casaquinho roxo que tenho há uns 6 anos, uma bermuda preta que tenho há uns 5 anos, um colar que tenho há uns 5 anos também e uma legging e uma camiseta, ambas compradas justo antes de ficar um ano sem comprar. Ah, e as Hunter que minha mãe me deu, que sempre garantem elogios (e elas realmente são uma belezinha. Se bem que uma colega disse "veio de Paquita hoje?" por causa delas, não sei se devo considerar isso um elogio).
Eu até tentei tirar foto pra fazer Look do (Na)dia, mas já era de noite, eu estava sozinha em casa e a estante se revelou uma péssima fotografa. Fica pra próxima.
Eu tinha dito em outro post que ia ficar os últimos quatro meses do desafio sem comprar nada "de pôr no corpo" de que eu não precisasse. - desde cremes cheirosinhos até bijuterias, sapatos, lenços. MAS. Semana que vem eu vou pro Brasil. E lá (ou aí) tem esmaltes bacanas e baratos em abundância, o que não acontece aqui onde eu moro. E eu cismei que quero um esmalte lilás. Então assim, se eu achar um esmalte lilás que me apeteça, eu vou desembolsar a enorme quantia de 2 reais e comprá-lo. E me deixa. Mas juro que nesses últimos dois meses não comprei nem um brinquinho, nem esmalte, nem sapato, nem nada que eu não precisasse. Comprei um hidratante de mãos super power porque o kit frio + calefação estava deixando as minhas mãos secas ao ponto de machucar e incomodar. E só.
Além disso, tenho que assumir que cometi um atomuito meio cara-de-pau: enrolando na internet, me deparei com uma camiseta da Imaginarium que eu achei muito da bonitinha. Mas eu não posso comprar. Mas vai acabar. Mas eu tenho um monte de camiseta. Mas essa não. Então o que eu fiz? Mandei um email pra minha irmã e pra minha mãe "sugerindo" (cof cof) que elas me dessem esse presentinho até como um reconhecimento ao meu esforço. E elas, coitadas, atenderam o meu pedido, a camiseta tá lá me esperando. Mas vejam se não é uma coisinha bacana:
Vou levar presentinhos pra elas daqui também.
Mas os pedidos não acabam por aqui: meu namorado está indo pros EUA. E lá tem H&M (já falei dessa loja em posts anteriores). E ele iria me trazer um presentinho de qualquer maneira, certo? Então em vez de fazer ele passar horas escolhendo algo e eu correr o risco de ganhar alguma camiseta de souvenir feiosa (o que era bem provável), eu facilitei a vida dele e escolhi pelo site da loja umas peças de roupa bonitinhas e sem muito erro de cair bem ou mal em mim, tipo legging. Mandei pra ele por e-mail com fotos, descrição de cada peça em espanhol e inglês, cor, tamanho, endereço das lojas... ou seja, ele só precisa chegar lá, perguntar se tem e levar. Eu não sou uma namorada muito legal?
Mas não ando só pedindo, não. Agora mesmo estou separando várias roupinhas e acessórios pra dar pra caridade. Sim, porque mesmo estando há quase um ano sem comprar, continuo tendo bastante roupa e continuo sem usar muitas que eu tenho pelas mais diversas razoes. Então, se não tem uso, pra que ficar lá ocupando meu (pouco) espaço quando poderia estar sendo mais útil pra outra pessoa, né? Vou desapegar.
Bom, então é isso, minha gente: é possível sim ficar um bom tempo sem comprar roupa, é possível se vestir bem com o que você já tem, é possível resgatar coisas legais do seu armário e gastar o seu dinheiro com coisas mais úteis do que o quinto sapato vermelho ou a vigésima saia colorida. E que venham os próximos dois meses!
E pra comemorar coloquei um casaquinho roxo que tenho há uns 6 anos, uma bermuda preta que tenho há uns 5 anos, um colar que tenho há uns 5 anos também e uma legging e uma camiseta, ambas compradas justo antes de ficar um ano sem comprar. Ah, e as Hunter que minha mãe me deu, que sempre garantem elogios (e elas realmente são uma belezinha. Se bem que uma colega disse "veio de Paquita hoje?" por causa delas, não sei se devo considerar isso um elogio).
Eu até tentei tirar foto pra fazer Look do (Na)dia, mas já era de noite, eu estava sozinha em casa e a estante se revelou uma péssima fotografa. Fica pra próxima.
Eu tinha dito em outro post que ia ficar os últimos quatro meses do desafio sem comprar nada "de pôr no corpo" de que eu não precisasse. - desde cremes cheirosinhos até bijuterias, sapatos, lenços. MAS. Semana que vem eu vou pro Brasil. E lá (ou aí) tem esmaltes bacanas e baratos em abundância, o que não acontece aqui onde eu moro. E eu cismei que quero um esmalte lilás. Então assim, se eu achar um esmalte lilás que me apeteça, eu vou desembolsar a enorme quantia de 2 reais e comprá-lo. E me deixa. Mas juro que nesses últimos dois meses não comprei nem um brinquinho, nem esmalte, nem sapato, nem nada que eu não precisasse. Comprei um hidratante de mãos super power porque o kit frio + calefação estava deixando as minhas mãos secas ao ponto de machucar e incomodar. E só.
Além disso, tenho que assumir que cometi um ato
Vou levar presentinhos pra elas daqui também.
Mas os pedidos não acabam por aqui: meu namorado está indo pros EUA. E lá tem H&M (já falei dessa loja em posts anteriores). E ele iria me trazer um presentinho de qualquer maneira, certo? Então em vez de fazer ele passar horas escolhendo algo e eu correr o risco de ganhar alguma camiseta de souvenir feiosa (o que era bem provável), eu facilitei a vida dele e escolhi pelo site da loja umas peças de roupa bonitinhas e sem muito erro de cair bem ou mal em mim, tipo legging. Mandei pra ele por e-mail com fotos, descrição de cada peça em espanhol e inglês, cor, tamanho, endereço das lojas... ou seja, ele só precisa chegar lá, perguntar se tem e levar. Eu não sou uma namorada muito legal?
Mas não ando só pedindo, não. Agora mesmo estou separando várias roupinhas e acessórios pra dar pra caridade. Sim, porque mesmo estando há quase um ano sem comprar, continuo tendo bastante roupa e continuo sem usar muitas que eu tenho pelas mais diversas razoes. Então, se não tem uso, pra que ficar lá ocupando meu (pouco) espaço quando poderia estar sendo mais útil pra outra pessoa, né? Vou desapegar.
Bom, então é isso, minha gente: é possível sim ficar um bom tempo sem comprar roupa, é possível se vestir bem com o que você já tem, é possível resgatar coisas legais do seu armário e gastar o seu dinheiro com coisas mais úteis do que o quinto sapato vermelho ou a vigésima saia colorida. E que venham os próximos dois meses!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Post resposta a um post que li
Hoje li um post no blog Coisinhas de Noiva escrito pelo Cafa, do famoso blog Manual do Cafajeste. Tem vezes que concordo com o que ele escreve, mas desta vez achei algumas coisas do post tão absurdas que deixei um comentário e resolvi até transformá-lo em post, agregando algumas coisinhas.
Concordo com tudo o que ele diz no texto (vai lá ler, preguiçoso!) até chegar ao item "Greve de Sexo". Aí, na minha humilde opinião, a coisa desandou.
Primeira pérola: "(...) mulheres que deixam de transar com seus maridos 3 meses antes de se casar para fazerem com que o cara caia babando na lua de mel. (...)" Bom, nunca ouvi falar disso, mas vai ver eu estou desinformada. Mas vem cá, a gente também não gostaria de ficar 3 meses sem transar com o namorado/noivo, não? Entao pra quê? Ou é só o homem que gosta de sexo? Ou só fazemos sexo para agradá-los?
E logo depois: "se você for gordinha, faz mais efeito perder 3 quilos a ficar sem dar 3 meses; se for magra, faça 3 meses de musculação intensiva para enrijecer o glúteo." É só isso que conta? É só por quilos a menos que um cara está com você? E se você for magra, nao basta, tem que ter a bunda dura? É só pela bunda dura? Sinceramente: se você for gordinha, o cara nem vai notar que você perdeu 3 quilos, afinal não é com 3 quilos a menos que você deixa de ser gordinha. E se ele estiver com você mesmo cometendo o pecado e a aberração de ser gordinha, é porque ele gosta. E se não gosta, que vá procurar outra.
E as pérolas continuam: "ficar em forma quando está solteira é estratégico para encontrar alguém, ficar em forma quando está compromissada é fundamental para manter esse alguém." Claro, porque você só vai encontrar o amor se tiver uma bunda de Panicat. E só vai mantê-lo se continuar pra sempre com essa bunda. Amor, respeito, boa convivência, tesão, harmonia? Nada disso é fundamental. Ele nem citou isso no post. É fundamental estar "em forma". Mulheres gostosas não ficam solteiras, não entram em relações de merda, não são traídas, os namorados nunca enjoam delas. Aprendam.
"O problema é ficar mais de semana sem sexo, aí tem coisa errada." - Segundo quem? E se for uma semana de merda, se o filho estiver doente, e se você não estiver a fim por qualquer outra razão que não seja o fim do amor ou do tesão? E se além de um monte de problemas você ainda puser mais um na cabeça porque uma semana sem sexo = coisa errada?
Outra de peso: "O cara casa com uma mulher X e depois ela fica 3X". Ah tá, e ele fica pra sempre praticamente o Ken da Barbie, né? Não engorda, não fica com barriga (e nunca diz, rindo e com uma lata de Skol na mão, "isso não é barriga, é um calo abdominal"), não fica careca, não começa a peidar na nossa frente, não envelhece... tá sempre lindo, malhado e de pau duro!
Nem vou comentar o da despedida de solteiro, achei nojento e desnecessário.
"Pode ter certeza que mais de 90% dos relacionamentos das leitoras que lêem o blog vai terminar antes da morte de um dos dois." Adoro as estatísticas. De novo, segundo quem?
Meninas, que tal pensarmos um pouco antes de bater palmas pras coisas que um homem fala da gente?
Concordo com tudo o que ele diz no texto (vai lá ler, preguiçoso!) até chegar ao item "Greve de Sexo". Aí, na minha humilde opinião, a coisa desandou.
Primeira pérola: "(...) mulheres que deixam de transar com seus maridos 3 meses antes de se casar para fazerem com que o cara caia babando na lua de mel. (...)" Bom, nunca ouvi falar disso, mas vai ver eu estou desinformada. Mas vem cá, a gente também não gostaria de ficar 3 meses sem transar com o namorado/noivo, não? Entao pra quê? Ou é só o homem que gosta de sexo? Ou só fazemos sexo para agradá-los?
E logo depois: "se você for gordinha, faz mais efeito perder 3 quilos a ficar sem dar 3 meses; se for magra, faça 3 meses de musculação intensiva para enrijecer o glúteo." É só isso que conta? É só por quilos a menos que um cara está com você? E se você for magra, nao basta, tem que ter a bunda dura? É só pela bunda dura? Sinceramente: se você for gordinha, o cara nem vai notar que você perdeu 3 quilos, afinal não é com 3 quilos a menos que você deixa de ser gordinha. E se ele estiver com você mesmo cometendo o pecado e a aberração de ser gordinha, é porque ele gosta. E se não gosta, que vá procurar outra.
E as pérolas continuam: "ficar em forma quando está solteira é estratégico para encontrar alguém, ficar em forma quando está compromissada é fundamental para manter esse alguém." Claro, porque você só vai encontrar o amor se tiver uma bunda de Panicat. E só vai mantê-lo se continuar pra sempre com essa bunda. Amor, respeito, boa convivência, tesão, harmonia? Nada disso é fundamental. Ele nem citou isso no post. É fundamental estar "em forma". Mulheres gostosas não ficam solteiras, não entram em relações de merda, não são traídas, os namorados nunca enjoam delas. Aprendam.
"O problema é ficar mais de semana sem sexo, aí tem coisa errada." - Segundo quem? E se for uma semana de merda, se o filho estiver doente, e se você não estiver a fim por qualquer outra razão que não seja o fim do amor ou do tesão? E se além de um monte de problemas você ainda puser mais um na cabeça porque uma semana sem sexo = coisa errada?
Outra de peso: "O cara casa com uma mulher X e depois ela fica 3X". Ah tá, e ele fica pra sempre praticamente o Ken da Barbie, né? Não engorda, não fica com barriga (e nunca diz, rindo e com uma lata de Skol na mão, "isso não é barriga, é um calo abdominal"), não fica careca, não começa a peidar na nossa frente, não envelhece... tá sempre lindo, malhado e de pau duro!
Nem vou comentar o da despedida de solteiro, achei nojento e desnecessário.
"Pode ter certeza que mais de 90% dos relacionamentos das leitoras que lêem o blog vai terminar antes da morte de um dos dois." Adoro as estatísticas. De novo, segundo quem?
Meninas, que tal pensarmos um pouco antes de bater palmas pras coisas que um homem fala da gente?
terça-feira, 26 de julho de 2011
Look do (Na)dia
Às vezes penso como seria se eu tivesse um desses blogs de mostrar o look do dia (que parece que é o que faz sucesso só, além dos que falam de maquiagem, cosméticos, esmaltes, celebridades, etc etc). Acho que é porque tenho visto vários ultimamente, primeiro porque me distrai e segundo porque assim fico inspirada a usar o que eu já tenho de formas diferentes, o que é útil pra quem tá ficando um ano sem comprar roupa.
A questão é que as moças desses blogs quase sempre colocam onde compraram a roupa, os acessórios e afins e quanto custaram. Se fosse eu, como eu ia fazer? Ia ter coisas como: pulseiras - a primeira eu achei no chão do aeroporto, a segunda comprei numa ilha grega mas tem idêntica na 25 de março, a terceira foi presente da minha tia. Blusa: comprei na Costume em 1996. Colar: meu pai me trouxe da Ucrânia em 98, na época achei horrível, ficou guardado por anos até que eu o achei e comecei a usá-lo, aliás com muito sucesso. Vestido: de quando a minha irmã inventou de vender roupa, vendeu algumas, ficou com muitas e peguei várias. Jaqueta: acabei levando de graça numa loja há 8 anos... foi assim: minha irmã comprou uma camiseta enquanto as vendedoras me ajudavam a escolher uma jaqueta, cobraram, pagamos e só depois percebemos que não tinham cobrado a jaqueta, mas eu andava meio tristinha e interpretei como um presente de Deus e não voltamos na loja. Nunca mais.
Fora que eu moro em outro pais há 8 anos (ler isso ao som de "don`t cry for me Argentina) e nos últimos cinco anos tive a oportunidade de viajar com certa frequência (valeu, papai do céu), então muitas das minhas roupas atuais (pra não dizer "quase todas") não foram compradas no Brasil. E ia ficar meio esnobe colocar a toda hora coisas tipo "lenço: comprado em Paris". Por três euros, made in China e numa lojinha de souvenir, mas quem precisa saber disso? Só de dizer "Paris" o povo já acha que você tá se achando. Por causa dessas viagens, às vezes tenho praticamente uma reunião da ONU no meu corpo: lenço da Turquia, camisa da Suíça (ler isso ao som de "se fosse só sentiir saudadeee, mas tem sempre algo maaaais"), saia da Argentina e umas brasileiríssimas Melissa (ler isso ao som de "você não vale nada mas eu gosto de você").
Se bem que a maioria das coisas que comprei em viagens são de marcas internacionais como H&M (ler isso ao som de "eu te aaamo e vou gritaaar pra todo mundo ouviiiir) , Zara, Benetton e MNG. Não são coisas muito típicas de um lugar específico, a não ser uma ou outra coisa, principalmente bijuterias. É o que meus pobres pesitos podem pagar. Mas ia ficar meio monótono, né? "Camiseta: H&M/ Bermuda: H&M/ Casaco: Gucci... mentira, H&M". Sem-graça.
Além disso, eu tenho muitas coisas velhas. Em ótimo estado, mas que já têm anos. Claro que não tenho mais minhas camisetas Pakalolo e minhas calças baggy da M.Officer do inicio da década de 90 com aquelas etiquetas verticais com desenhos estranhos (lembram?). Mas a coisa da blusa da Costume de 96, por exemplo, é verdade, ela tá firme e forte (e inteira!) no meu armário. A bolsinha que eu mais gosto de usar pra sair à noite é uma que comprei na Itália em 2000. A camiseta da Mulher Maravilha que estou usando na foto do meu perfil (e que usei na foto pra Revista Criativa) tem bem uns 3 anos, e assim vai. Também estou cumprindo meu auto-imposto desafio, como vocês bem sabem, então as poucas coisas novas que tenho foram presentes.
Eu na verdade acho interessante quando a roupa também tem uma certa historinha além de expressar o que você é, o seu humor no dia, seu bom-gosto, seu estilo. Como essas que contei no segundo parágrafo (todas verdadeiras!) ou tipo "ah, esse brinco? Minha amiga que fez!" ou "Nossa, essa echarpe comprei num bazar em Istambul, tive que negociar por um tempão e no fim o cara que me vendeu quis me dar um beijo!" Eu só não gosto de roupa de brechó, não tenho nenhuma porque me dá uma certa aflição boba, eu vejo um e fico pensando "aaaaaaaah roupa de gente morta, roupa de gente morta!" Prefiro que as historinhas da roupa sejam minhas mesmo ou no máximo de algum parente ou amiga. Mas isso é bobagem minha, né?
Então, como eu colocaria todas essas coisas em um blog? Que anunciante se interessaria em patrocinar uma moça que usa essas coisas meio "difíceis", que não dá pra alguém ir lá e comprar? E com um monte de roupa véia? Quem se interessaria realmente pelas historinhas das minhas roupas? Sei lá. É, melhor continuar com o blog assim como está, porque se fosse esses de look do dia, acho que não ia rolar...
A questão é que as moças desses blogs quase sempre colocam onde compraram a roupa, os acessórios e afins e quanto custaram. Se fosse eu, como eu ia fazer? Ia ter coisas como: pulseiras - a primeira eu achei no chão do aeroporto, a segunda comprei numa ilha grega mas tem idêntica na 25 de março, a terceira foi presente da minha tia. Blusa: comprei na Costume em 1996. Colar: meu pai me trouxe da Ucrânia em 98, na época achei horrível, ficou guardado por anos até que eu o achei e comecei a usá-lo, aliás com muito sucesso. Vestido: de quando a minha irmã inventou de vender roupa, vendeu algumas, ficou com muitas e peguei várias. Jaqueta: acabei levando de graça numa loja há 8 anos... foi assim: minha irmã comprou uma camiseta enquanto as vendedoras me ajudavam a escolher uma jaqueta, cobraram, pagamos e só depois percebemos que não tinham cobrado a jaqueta, mas eu andava meio tristinha e interpretei como um presente de Deus e não voltamos na loja. Nunca mais.
Fora que eu moro em outro pais há 8 anos (ler isso ao som de "don`t cry for me Argentina) e nos últimos cinco anos tive a oportunidade de viajar com certa frequência (valeu, papai do céu), então muitas das minhas roupas atuais (pra não dizer "quase todas") não foram compradas no Brasil. E ia ficar meio esnobe colocar a toda hora coisas tipo "lenço: comprado em Paris". Por três euros, made in China e numa lojinha de souvenir, mas quem precisa saber disso? Só de dizer "Paris" o povo já acha que você tá se achando. Por causa dessas viagens, às vezes tenho praticamente uma reunião da ONU no meu corpo: lenço da Turquia, camisa da Suíça (ler isso ao som de "se fosse só sentiir saudadeee, mas tem sempre algo maaaais"), saia da Argentina e umas brasileiríssimas Melissa (ler isso ao som de "você não vale nada mas eu gosto de você").
Se bem que a maioria das coisas que comprei em viagens são de marcas internacionais como H&M (ler isso ao som de "eu te aaamo e vou gritaaar pra todo mundo ouviiiir) , Zara, Benetton e MNG. Não são coisas muito típicas de um lugar específico, a não ser uma ou outra coisa, principalmente bijuterias. É o que meus pobres pesitos podem pagar. Mas ia ficar meio monótono, né? "Camiseta: H&M/ Bermuda: H&M/ Casaco: Gucci... mentira, H&M". Sem-graça.
Além disso, eu tenho muitas coisas velhas. Em ótimo estado, mas que já têm anos. Claro que não tenho mais minhas camisetas Pakalolo e minhas calças baggy da M.Officer do inicio da década de 90 com aquelas etiquetas verticais com desenhos estranhos (lembram?). Mas a coisa da blusa da Costume de 96, por exemplo, é verdade, ela tá firme e forte (e inteira!) no meu armário. A bolsinha que eu mais gosto de usar pra sair à noite é uma que comprei na Itália em 2000. A camiseta da Mulher Maravilha que estou usando na foto do meu perfil (e que usei na foto pra Revista Criativa) tem bem uns 3 anos, e assim vai. Também estou cumprindo meu auto-imposto desafio, como vocês bem sabem, então as poucas coisas novas que tenho foram presentes.
Eu na verdade acho interessante quando a roupa também tem uma certa historinha além de expressar o que você é, o seu humor no dia, seu bom-gosto, seu estilo. Como essas que contei no segundo parágrafo (todas verdadeiras!) ou tipo "ah, esse brinco? Minha amiga que fez!" ou "Nossa, essa echarpe comprei num bazar em Istambul, tive que negociar por um tempão e no fim o cara que me vendeu quis me dar um beijo!" Eu só não gosto de roupa de brechó, não tenho nenhuma porque me dá uma certa aflição boba, eu vejo um e fico pensando "aaaaaaaah roupa de gente morta, roupa de gente morta!" Prefiro que as historinhas da roupa sejam minhas mesmo ou no máximo de algum parente ou amiga. Mas isso é bobagem minha, né?
Então, como eu colocaria todas essas coisas em um blog? Que anunciante se interessaria em patrocinar uma moça que usa essas coisas meio "difíceis", que não dá pra alguém ir lá e comprar? E com um monte de roupa véia? Quem se interessaria realmente pelas historinhas das minhas roupas? Sei lá. É, melhor continuar com o blog assim como está, porque se fosse esses de look do dia, acho que não ia rolar...
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