domingo, 13 de junho de 2010

Da série: a gente sabe que está ficando velha quando...

Sabe quando a gente vê foto nossa e fica botando defeito? Todo mundo faz isso, né? Por que será? Será que a gente vê mais as nossas tortices do que as alheias? Porque torto, no sentido de não perfeitamente simétrico, todo mundo é!

Mas atualmente eu vejo mais que tortices. Eu vejo olheiras que antes não estavam lá. Rugas ainda não, mas uns projetinhos de ruga, dependendo da luz. Os cabelos brancos ainda não saem na foto, mas não vai demorar muito pra isso acontecer, viu?

É... a gente sabe que está ficando velha quando vê nas fotos defeitinhos que não tínhamos antes.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Barrinha de cereal

Taí uma coisa que define o adjetivo "sem-graça": barrinha de cereal.

Você já viu alguém falando "nossa, que vontade de uma barrinha de cereal agora"? Nem eu. A gente até come, uns mais, outros menos, mas é porque é diet, né? Não é porque gosta.

Colocam pedacinhos de frutas secas, de não sei o quê, cobertura de uma coisa com sabor de chocolate que não é chocolate, mas não adianta: nada tira aquela impressão de estar comendo isopor com papelão moído.

Um dia, comendo uma barrinha de menta com chocolate (90 calorias segundo a embalagem), eu pensei em duas coisas. Primeiro: será que não vale mais a pena comer um Baton, que tem 60 calorias, e matar a vontade de doce com doce mesmo e não com essas misturebas? Será que não é meio enganação a gente achar que barrinha faz bem? A barrinha sustenta mais que o Baton, é verdade, mas é bem menos gostosa... Bom, sei lá.

E outra: não tem umas pessoas muito barrinha de cereal? Que por mais que a gente tente achar que é legal, dar uma chance, são difíceis de engolir? E não há coca-light que ajude a descer!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Belezoca

Parafraseando Vinicius de Moraes, os feios que me desculpem, mas beleza é fundamental. Não digo que a gente deva sair só com rapazes que poderiam ser o Ken, namorado da Barbie, em escala humana. Tampouco creio que um pretendente tenha que ser lindo acima de tudo. Também não acho que só a aparência conta, de jeito nenhum.

Mas um mínimo de harmonia estética é sempre bem-vindo, né? Um ombrinho largo, um maxilar de respeito. Não gosto de homem feio pra dar beijinho. Pois é, falei. Óbvio que nenhum dos que passaram pela minha vida era perfeito ou um modelo de grandiosidade masculina, mas todos eram no mínimo palatáveis. Eu acho o que está atualmente ocupando a vaguinha do meu coração uma belezura só, mas eu sou suspeita pra falar, né?

É claro que o que pra mim é bonito, pra você pode não ser, e vice-versa. Eu posso achar aquele carequinha mais feio que trombada de fusca com caminhão, mas vai ver que você achou nele um detalhinho que te agradou e pronto, você acha ele lindo. Também tem a lente do amor, que faz o objeto visto através dela parecer uma coisa iluminada de Deus mesmo sendo feioso, né? Taí uma das belezas dessa vida.

Diz a sabedoria popular que quem ama o feio, bonito lhe parece. Mas a minha tia diz que quem ama o feio, é porque o bonito não aparece. Adoro! Quem será que tem razão?

domingo, 30 de maio de 2010

Gatinhas

O outro post que surgiu na minha cabecinha enquanto via as fotos no blackberry do meu primo é o seguinte: as adolescentes de hoje em dia estão bonitas, né?

Não sei se meu primo é sortudo e só tem amiga gatinha, ou se só tira foto das amigas gatinhas, mas enfim. Todas de cabelos arrumados e lisos, roupas bonitas, corpinho com tudo no lugar.

Nos meus 15 ou 16 anos a gente era tudo meio esquisitinha! Não era? Mesmo a gostosinha da turma. A gente nem era lá muito fashion, só usava jeans ou calça bailarina e camiseta ou pólo. E tinha também a moda grunge, aquelas camisas enormes de flanela xadrez.

Não tinha chapinha e muito menos escova definitiva. A maioria não tirava a sobrancelha ainda e nem se maquiava, muito menos pra ir pra escola. Só um batom, no máximo batom e rímel pras festinhas. A gente não botava silicone nem fazia lipo. Se fazia plástica, era porque precisava mesmo, como por exemplo por um nariz bizarro, orelhas de dumbo ou peitos enormes. A gente se preocupava em engordar ou emagrecer, mas não a ponto de se matar na academia.

E as espinhas? As meninas não têm espinhas mais! Os produtos Clean and Clear são tão bons assim? Ou a maquiagem que esconde? Ou elas têm hormônios diferentes dos nossos?

Fiquei admirada mas ao mesmo tempo com a pulga atrás da orelha. Será que 15 anos não é cedo demais pra se preocupar tanto com a aparência? Se uma menina faz escova definitiva aos 15, como será que vai estar o cabelo dela aos 30? E aos 45?

Bom, sei lá. Cada geração com suas vantagens e desvantagens, né?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Da série: gente sabe que está ficando velha quando...

Ontem eu estava vendo as fotos que o meu primo de 16 anos tem no blackberry dele. Este banal ato rendeu dois posts na minha cabecinha. Um deles é:

Vi uma foto de uma lousa branca com círculos desenhados, cortados por ângulos. Aula de geometria. Gui, porque você tirou foto da lousa? “Ah, porque eu fiquei com preguiça de copiar tudo e então tirei uma foto.”

Orra… na minha época não tinha isso, não.

Outra foto era de um papel cheio de quadradinhos, alguns deles pintados. Gui, o que é isso? “É o gabarito da prova. Eles penduraram no mural e então eu tirei foto, porque não tinha como copiar.

Orra… na minha época não tinha isso, não. Eu não tirava foto das coisas na escola primeiro porque seria ridículo pegar aquela maquinona no meio da aula e tirar foto. Não tinha a discrição de um celular. Segundo porque teria que perder tempo e gastar uma grana pra revelar o filme. Não era tão fácil! Tinha mais é que pegar a BIC quatro cores e copiar à mão mesmo.

É… a gente sabe que está ficando velha quando vê os adolescentes fazendo coisas que, na idade deles, a gente não tinha nem como fazer.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Relojes y tiempo

Um dia eu li uma entrevista do Alejandro Sanz (não me julguem) numa revista espanhola. Achei interessante uma coisa que ele falou sobre a idade. Se não me engano, ele estava fazendo 40. Até anotei o que ele falou no meu moleskine (não me julguem).

Ele disse: "Creo que hay cosas que en la vida te marcan mucho más que la edad: que decidas tener un hijo, o irte de misionero a África, los viajes (...)Yo creo que hay gente que tiene relojes y otra que tiene tiempo". Dá pra entender bem, não precisa de tecla SAP não, né?

Experiências profundas e simples números. Gente que tem relógios e gente que tem tempo. É... taí uma verdade, né, Alejandro?

Eu quero pertencer ao segundo grupo, então vou parar com essa frescurite dos 30.

Acho.

Espero.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tá decidido

No fim do ano passado eu fiz 29 anos. E piorou o medo dos 30, razão da criação deste blog.

Esses dias eu estava pensando e tomei uma decisão: vou fazer 29 pelos próximos cinco anos. Minha pele tá boa, eu tô emagrecendo e ficando mais gatinha, acho que eu engano mais um tempo.

Então fechou: só vou fazer 30 aos 35. E me esforçando pra fazer 35 aos 40 e assim vai.

Não é uma boa?