Estou viajando e hoje tem protesto em São Paulo. Eu concordo com protestar pacificamente por uma cidade melhor, um país melhor, mas tenho que admitir que eu provavelmente não iria. A razão é uma só: eu sou MUITO cagona. Sou, admito, é um dos meus defeitos. Eu não vou nem em show, evito multidões, dou um boi pra não entrar numa briga e uma boiada se não for suficiente. Se vejo a coisa esquentando perto de mim, seja no trânsito, seja numa balada, eu tento dar um jeito de fugir. Tenho medo que saia tiro, que voem cadeiras, garrafas, que eu morra sem ter nada a ver com a confusão. Não vou nem em montanha-russa, tenho pavor. C-A-G-O-N-A. Desculpem.
Eu não sei qual será a efetividade dos protestos. Ninguém sabe. Eu brinco que se protesto adiantasse, a Argentina seria Primeiro Mundo, porque aqui (estou em Buenos Aires no momento) tem tipos TODO DIA. Mas é outra coisa, é outro contexto, é outra história.
Mesmo não indo, fico muito feliz de ver que não, não estamos satisfeitos, e sim, queremos que tudo mude. Não é possível que um país rico como o nosso tenha tanta desigualdade e um déficit tão grande em coisas tão básicas quanto educação, saneamento, condições minimamente decentes de vida. Isso é a base dos problemas que enfrentamos, principalmente da violência.
O que eu mais espero mesmo é que este momento sirva também para cada um de nós pôr a mão na consciência e ver o que podemos fazer para mudar a mentalidade da sociedade em que vivemos - porque "os políticos" que a gente costuma culpar por todos os males vêm da mesma sociedade que a gente, são um reflexo dela. O que podemos fazer para mudar a nossa própria mentalidade, a de quem nos cerca?
Não adianta pedir o fim da corrupção mas molhar a mão do guarda quando for pego dirigindo sem carteira. Não adianta pedir respeito mas estacionar na vaga de cadeirante no shopping lotado. Não adianta pedir uma cidade melhor mas sonegar impostos. Não adianta querer uma cidade com menos trânsito mas usar o carro para ir de casa à padaria às 6 da tarde. Não adianta ficar chocado com o alemãozinho tomando tiro de traficante mas não deixar de comprar sua droguinha pro fim de semana.
Protestemos, sim, e façamos também a nossa parte todos os dias, o máximo que pudermos. Só assim tudo vai mudar pra melhor para todos nós. Vamos repensar o Brasil - e tenhamos em mente que o Brasil não é os políticos, não é os outros, nem os evangélicos, nem a Rede Globo, nem PT, nem PSDB. Brasil é você, somos nós.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Dia dos Namorados
É dia dos Namorados mas nem tenho muito para escrever. Faz anos que não comemoro a data porque morava em outro país. Lá, como em boa parte do mundo, o dia é comemorado 14 de fevereiro, o "San Valentín" ou "Valentine´s Day". Como também é o aniversário do meu respectivo, a coisa acabava sendo mais pelo aniversário dele que pelo dia em si.
Uma vez eu li que no Brasil inventaram a data porque o comércio nesta época do ano era muito fraco. Pode ser, mas aí bem que o povo pegou na corda, né?
Seja lá o motivo, é sempre gostoso celebrar o amor, seja como for, seja qual for. Quem está perto do respectivo, aproveite. Se está bem com ele, se ambos estão felizes, comemorem mais ainda, porque isso é tão difícil, né?
E quem, como eu, está longe do par ou não tem um par, bom... é só um dia qualquer, vai!
Uma vez eu li que no Brasil inventaram a data porque o comércio nesta época do ano era muito fraco. Pode ser, mas aí bem que o povo pegou na corda, né?
Seja lá o motivo, é sempre gostoso celebrar o amor, seja como for, seja qual for. Quem está perto do respectivo, aproveite. Se está bem com ele, se ambos estão felizes, comemorem mais ainda, porque isso é tão difícil, né?
E quem, como eu, está longe do par ou não tem um par, bom... é só um dia qualquer, vai!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho?
Esses dias a lindinha da Amanda do Buenos Aires para Chicas compartilhou no Facebook a seguinte imagem, que eu compartilhei também:
Acho que dá pra entender, mas traduzo: "se você não é feliz solteira, também não vai ser feliz em uma relação. A felicidade vem do seu interior, não de um homem".
Eu interpreto isso de "ser feliz sozinho" como buscar a felicidade sem depender tanto de fatores externos e que muitas vezes fogem do nosso controle, como ter um namorado. O desejo de estar com alguém é absolutamente natural e legítimo, afinal quem não gosta de tudo de bom que um relacionamento pode trazer? Estar bem solteira não quer dizer que não se possa querer ter alguém.
Mas não podemos achar que SÓ se tivermos um namorado vamos ser felizes ou que arranjar alguém vai ser a solução mágica para os nossos problemas. Ou até podemos achar, mas aí quem fica mal é a só a gente mesmo, né? E por isso pode acabar se afundando na melancolia em vez de aproveitar um tempo da vida que poderia ser bem gostoso.
Além disso, depositar em alguém todas as suas expectativas de felicidade é jogar uma responsabilidade enorme em cima dessa pessoa, não? De ela TER que te fazer feliz, de depender tanto dela para estar bem. Provavelmente fazer isso é um prato cheio para a frustração, porque nada nem ninguém pode nos garantir uma felicidade completa e eterna.
Em vez de só choramingar pelos cantos por estar sem namorado, enxergar e valorizar o que temos de bom na vida já ajuda muito. Pegar leve, não levar as coisas tão a sério e nem tão a ferro e fogo também é uma boa. Não é?
Acho que dá pra entender, mas traduzo: "se você não é feliz solteira, também não vai ser feliz em uma relação. A felicidade vem do seu interior, não de um homem".
Eu interpreto isso de "ser feliz sozinho" como buscar a felicidade sem depender tanto de fatores externos e que muitas vezes fogem do nosso controle, como ter um namorado. O desejo de estar com alguém é absolutamente natural e legítimo, afinal quem não gosta de tudo de bom que um relacionamento pode trazer? Estar bem solteira não quer dizer que não se possa querer ter alguém.
Mas não podemos achar que SÓ se tivermos um namorado vamos ser felizes ou que arranjar alguém vai ser a solução mágica para os nossos problemas. Ou até podemos achar, mas aí quem fica mal é a só a gente mesmo, né? E por isso pode acabar se afundando na melancolia em vez de aproveitar um tempo da vida que poderia ser bem gostoso.
Além disso, depositar em alguém todas as suas expectativas de felicidade é jogar uma responsabilidade enorme em cima dessa pessoa, não? De ela TER que te fazer feliz, de depender tanto dela para estar bem. Provavelmente fazer isso é um prato cheio para a frustração, porque nada nem ninguém pode nos garantir uma felicidade completa e eterna.
Em vez de só choramingar pelos cantos por estar sem namorado, enxergar e valorizar o que temos de bom na vida já ajuda muito. Pegar leve, não levar as coisas tão a sério e nem tão a ferro e fogo também é uma boa. Não é?
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sábado, 1 de junho de 2013
Todo dia primeiro
Todo dia primeiro do mês, ou no máximo no dia 2 ou 3, eu vou ver o que diz a Susan Miller sobre o que me espera no mês que está começando.
Pra quem não sabe, ela é uma astróloga americana famosa que escreve suas previsões para os signos no site Astrology Zone, no twitter, em livros, revistas e sei lá eu mais onde.
Não é que eu acredite piamente em astrologia, sempre fui de dar uma olhada no horóscopo mas esquecer o que ele dizia cinco minutos depois. Só adquiri o hábito de ler a Susan (como eu a chamo carinhosamente) depois que ela mandou eu sair no dia 22 de janeiro de 2009 pra encontrar o "true love", eu saí (afinal, não custa nada tentar) e tô até hoje namorando o rapaz que conheci naquele dia (pra ver a história completa, clique aqui). Desde então, as coisas que Tia Susan diz sempre têm a ver com algum aspecto da minha vida no momento, então sempre vou lá dar uma olhadinha.
Aliás, já tá terminando o dia 1o e nem li tia Susan ainda! Vou lá, tchau!
Aliás, já tá terminando o dia 1o e nem li tia Susan ainda! Vou lá, tchau!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Qualquer nota
Eu tenho um amigo que diz uma coisa que é bem verdade:
Tem pessoas que são nota 4. Em vez de elas tentarem melhorar para chegar a ser nota 7, elas vão lá e tentam rebaixar as pessoas nota 7 para parecer que são nota 4, e assim elas acham que vão parecer que são nota 7.
Sabe nego que tá o tempo todo criticando a mulher na frente de todo mundo, botando todo mundo pra baixo, pagando de esperto em cima dos outros? É bem isso aí.
Tem pessoas que são nota 4. Em vez de elas tentarem melhorar para chegar a ser nota 7, elas vão lá e tentam rebaixar as pessoas nota 7 para parecer que são nota 4, e assim elas acham que vão parecer que são nota 7.
Sabe nego que tá o tempo todo criticando a mulher na frente de todo mundo, botando todo mundo pra baixo, pagando de esperto em cima dos outros? É bem isso aí.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Velha demais para quê?
Aos 30 e poucos, a gente começa a pensar se está velha demais para algumas coisas. Sei que já escrevi sobre isso, mas é algo em que estou pensando ultimamente porque quero tentar fazer algo novo na carreira mas me pego pensando se o tempo ideal para isso já passou - eu acho que não necessariamente, mas ao mesmo tempo... sei lá.
Ok, não somos velhas, temos a vida quase toda pela frente, mas temos que admitir que a essa altura da vida já sabemos, por exemplo, que é muito pouco provável que nos tornemos astronautas ou top models internacionais - a não ser que já sejamos. Já estamos arcando com os custos e as vantagens de determinadas escolhas que fizemos no passado - e justamente o que me assusta um pouco é que estamos vivendo "o futuro". Aquele que a gente imaginava quando era mais novinha, e que pra maioria acabou sendo bem diferente do imaginado.
Sei que a vida muda o tempo todo e que quase sempre depende de nós fazer de tudo para corrigir nosso rumo se vemos que não estamos indo para onde queremos. Vivi isso na pele. Sei também que hoje em dia isso de idade é bem diferente da época dos nossos pais e é bem relativo. Mas dá uma insegurança, né?
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Djicas do SVQ30 - Acessorizando baratinho
Outro dia eu estava andando a saltitar pela rua quando vi duas palavras que muito me interessam, e mais ainda se estão juntas: "Accessorize" e "Outlet". Uepa!
Eu amo acessórios. Nunca saio de casa sem pelo menos um brinquinho e uma pulseirinha - só não uso anel! Amo colares e lenços também.
Então eu dificilmente resisto a entrar em uma loja da Accessorize pra dar uma olhada. Eu nunca compro nada porque acho caro, acho que só comprei coisas da marca no exterior - um brinco que eu paguei umas 8 libras (cerca de 24 reais), aqui no Brasil está sendo vendido por 60 reáuzios. Impostos, blá blá blá.
Meio caro, né? Então qual não foi a minha alegria ao ver que existe uma ponta de estoque da Accessorize? Opa!
Eu achei que vale a pena se você gostar/precisar dessas coisas. Na verdade o que mais tem, pelo menos dessa vez que eu fui, é coisa da linha infantil: chapéus, coisas para o cabelo, etc. Se você tem filhinhas, priminhas, amiguinhas ou qualquer menininha pra qual tem que dar um presente, esse é o lugar. Mas tem cachecóis, lenços, brincos, colares, anéis, fivelas e etc etc para nós adultas (ui, adultas). Eu não estava precisando de nada, mas não resisti aos descontos de 70% e saí de lá com quatro novas aquisições:
Gastei uns 50 reais, o que não é uma mixaria mas, em se tratando de Accessorize, tá bom. Só o colarzinho de leque era 36 reais antes! Afe!
Vai lá: Rua João Cachoeira, 1385, esquina com a Miguel Calfat - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP.
Eu amo acessórios. Nunca saio de casa sem pelo menos um brinquinho e uma pulseirinha - só não uso anel! Amo colares e lenços também.
Então eu dificilmente resisto a entrar em uma loja da Accessorize pra dar uma olhada. Eu nunca compro nada porque acho caro, acho que só comprei coisas da marca no exterior - um brinco que eu paguei umas 8 libras (cerca de 24 reais), aqui no Brasil está sendo vendido por 60 reáuzios. Impostos, blá blá blá.
Meio caro, né? Então qual não foi a minha alegria ao ver que existe uma ponta de estoque da Accessorize? Opa!
Eu achei que vale a pena se você gostar/precisar dessas coisas. Na verdade o que mais tem, pelo menos dessa vez que eu fui, é coisa da linha infantil: chapéus, coisas para o cabelo, etc. Se você tem filhinhas, priminhas, amiguinhas ou qualquer menininha pra qual tem que dar um presente, esse é o lugar. Mas tem cachecóis, lenços, brincos, colares, anéis, fivelas e etc etc para nós adultas (ui, adultas). Eu não estava precisando de nada, mas não resisti aos descontos de 70% e saí de lá com quatro novas aquisições:
Gastei uns 50 reais, o que não é uma mixaria mas, em se tratando de Accessorize, tá bom. Só o colarzinho de leque era 36 reais antes! Afe!
Vai lá: Rua João Cachoeira, 1385, esquina com a Miguel Calfat - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP.
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