terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Panetone

Hoje vi uma frase que achei bem verdadeira. Dizia que, nesta época do ano, quem está feliz fica mais feliz e quem está triste, mais triste. E não é mesmo?

É uma época cheia de energias fortes, tanto boas como não tão boas. Acho que a gente se assusta (o famoso "nossa, já é dezembro!") porque é quando o ano está acabando que a gente se dá conta de que o tempo - e a vida - passam rápido. Um amigo disse que "nesta época do ano passado ainda era setembro" (adorei!), mas provavelmente no ano passado ele estava com a mesma sensação, e no anterior também.

É o período em que a gente talvez perceba que não, não arrumamos um namorado, não emagrecemos, não começamos com a ginástica, não mudamos de emprego como tínhamos planejado no começo do ano. Ou não, pode ser que você tenha cumprido alguma das metas, ou todas na melhor das hipóteses. Seja como for, é perto do Natal e até o começo do ano novo que a gente para pra pensar, coisa que no dia-a-dia acabamos deixando meio de lado. Não deveríamos, né? Poderíamos fazer mais isso, ir fazendo pequenos balanços, do que ficar angustiado agora. Não é uma boa?

Não tenhamos medo do ano-novo. Tenhamos esperança, claro, não só porque vai ser 2010 e não 2009, mas porque essa esperança a gente tem que ter sempre. Essa medição do tempo serve só pra gente não se perder na vida, pra organizar um pouco o caos.

E com essas singelas reflexões (coisa mais de rádio do interior) num post fraquinho por causa do sono, eu me despido, já que amanhã estou indo de férias (FÉÉÉÉRIIIIIASSSSSS) e só volto dia 10 de janeiro.

Feliz Natal e um 2010 maravilhoso pra todos nós!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Escrava Isaura

Hoje trabalhei 12 horas, amanhã provavelmente trabalharei 17. Trabalhei 12 horas no domingo, trabalhei e tive prova na segunda.

Um júbilo realmente.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu, eu mesmo e meu umbigo

Sabem o que eu tenho reparado? Que muitos posts deste blog poderiam começar com "Sabem o que eu tenho reparado". Né? Mas não era disso que eu ia falar. Tenho reparado que as pessoas andam muito umbiguentas. Não sei se é a idade, a sociedade ou o quê. Não estou falando do sucesso a qualquer preço, do egoísmo ou da vontade de aparecer, mas do simples fato de que algumas (muitas) pessoas só falam delas mesmas. Conhecem gente assim? Conheço várias.

Acho que o fenômeno se dá principalmente em mulheres que moram sozinhas e não têm um macho pra chamar de seu - sem querer falar mal do time ao qual pertenci por ta(aaaa)nto tempo, e vai saber se não vou voltar um dia. Não são todas, mas parece que elas ficam tão centradas na sua vidinha, no seu mundinho, nos seus objetivos, nos seus sucessos e fracassos, que todo o resto não interessa muito. Falam da terapia, do seu passado, do presente, ás vezes de outras pessoas (só pra falar mal, claro). Da sua família, dos seus casos, das suas atividades. Só conversam pra remoer seus sentimentos, botar pra fora o que tá dentro da cabecinha ou do coração, sem receber nada em troca.

Em conversas com um grupo formado por gente assim, parece que cada um vomita as suas histórias, sejam elas positivas ou negativas, e não importa muito o feedback do interlocutor. Logo a pessoa já emenda um comentário ou alguma outra história, ou vem outro e começa a contar suas próprias misérias ou êxitos, num blá-blá-blá em que o legal não é o intercâmbio, mas sim fazer que o mundo saiba mais sobre as suas grandiosas experiências, sejam elas cursos no exterior ou pés-na-bunda piores do que qualquer um que você já tenha tomado.

Sim, porque essa gente sempre tem histórias melhores que a sua. Por exemplo, você chega e fala "hoje comprei uma blusa branca". O umbiguento logo diz "e eu, que comprei uma branca, uma amarela e uma azul, aliás caríssimas?". Ou você conta que quebrou o braço, e o umbiguento: "e eu, que uma vez quebrei o braço, as duas pernas, o quadril e tive um leve traumatismo craniano?" . Acho que a intenção inconsciente do umbiguento - que no fundo é um grande inseguro - é mostrar a sua suposta superioridade.

O umbiguento nunca comenta nada sobre o que você diz. Nunca um ponto de vista, um conselho, um comentário, uma pergunta. É sempre um "e eu, que..." Não importa muito se ele está falando com você, com o padeiro ou com uma samambaia. "E eu, que..."

Óbvio que a gente sempre vê as coisas pela nossa ótica. Óbvio que todo mundo tem histórias pra contar, e é gostoso compartilhá-las com quem merece. Óbvio que se eu digo algo, talvez você se lembre de algo parecido que aconteceu com você. Mas as pessoas deviam prestar um pouco mais de atenção tanto no que dizem como no que os outros dizem, e pensar um pouco se não valeria a pena fazer um passeio em mundinhos que não sejam o próprio.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pais dos pais

Dizem que a vida é um ciclo, do pó viemos e ao pó voltaremos, etc etc. E se a gente for pensar, é isso mesmo. Uma coisa curiosa que eu venho observando nestes meus quase 30 é que, em algum momento não definido mas mais ou menos com essa idade, a gente meio que começa a ser pais dos nossos pais.

A gente se preocupa se eles não ligam, se pega falando pra eles coisas como "boa viagem, dirige com cuidado". Dá conselhos. Ou cuida deles quando precisa, tipo um pós-operatório. Conta as gracinhas deles pros amigos, que nem mãe com bebê - e que nem eles provavelmente faziam quando éramos pequenos. Antes eram eles falando tipo "minha filha outro dia leu "Rio de Janeiro" na camiseta da tia, nem 4 anos e já tá aprendendo a ler!", agora somos nós contando as façanhas tipo "mamãe foi promovida" ou as estripulias como "ai, gente, e papai outro dia que contou que foi xavecar uma morena no supermercado..."

A tendência é que isso se acentue conforme os nossos pais vão ficando mais velhos. Vejo pela minha avó, que aos 80 anos mais é cuidada do que cuida, embora esteja relativamente muito bem (e com uma pele incrível!). Na verdade, acho que na nossa idade a gente tá meio de igual pra igual com nossos pais. Por mais que eles continuem cuidando da gente de alguma maneira, seja com apoio moral, colo ou aquela ajudinha monetária quando precisa, a gente já fala de temas mais "adultos", já compartilha um monte de coisas que antes nem tinha como porque não faziam parte do nosso universo de criança/ adolescente, ou se faziam era com outro ponto de vista. Trabalho, amor, relações em geral, por exemplo. Mas a inversão de papéis já começou, ainda que lentamente.

Louco... Mas é uma das belezas da vida, né?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Da série "a gente sabe que está ficando velha quando..."

Acho incrível como os velhos não têm pudor. Falam o que querem pra quem querem, não costumam perder tempo com picuinhas, saem de casa do jeito que eles bem entenderem. Acho isso fantástico.

Quando será que começa este processo, desde a vergonha que faz a gente se esconder atrás da saia das nossas mães até sair pra jogar o lixo coçando a bunda, descabelado e de pijama com pantufas?

Eu não sei exatamente, mas acho que aos quase 30 essa perda gradual das papas na língua ou de vergonha na cara já começou.

Dou um exemplo pessoal: estava eu linda e majestosa em uma bela tarde de sol na Capadócia... - ok, vou reformular a frase. Eu estava na Capadócia, mas não estava linda e majestosa. A última vez que eu tinha tomado banho tinha sido na manhã do dia anterior e eu tinha passeado pelas ruas de Istambul o dia inteiro e depois viajado umas 14 horas à noite de ônibus pelo interior da Turquia com o vestido sujo de manteiga desde o café da manhã. Ainda bem que meu desodorante era potente. Coisas de viajante.

Mas como eu ia dizendo, eu estava subindo uma escadinha íngreme para entrar em uma espécie de capela cavada nas pedras há muuuu(e bota uuuuuu)itos séculos atrás. Eu estava com o vestido supracitado. Bateu um vento. Escadinha íngreme + vestido esvoaçante + vento + pessoas esperando pra subir na escadinha = imaginem só. Minha bunda deu o ar da graça e eu, involuntariamente, ofereci um pequeno peep show para o povo da excursão. Espero que eles não tenham comparado minhas brancas nádegas com as ruínas locais.

Nem liguei. Só fiquei um pouco brava quando nos disseram que um dos caras da excursão tinha tirado uma foto do bonito momento. Aí já não gostei, porque uma coisa é um grupo de desconhecidos ver a minha bunda por uns poucos e gloriosos segundos, outra coisa é nego documentar o fato e depois botar no facebook com algum comentário engraçadinho, essas coisas. Vai saber. Mas depois fizemos amizade com o suspeito e ele disse que não tinha feito isso. Era uma bicha australiana gente boa, criadora de dinossauros e monstros para filmes e TV (tipo de gente que você só conhece viajando, né), que disse "I´m gay, I have a boyfriend, why would I take a picture of your ass?" Respondi "because it´s gorgeous!", só de zueira. Um uruguaio que estava lá também confirmou que tinha visto muito mais que o meu lindo rostinho, ao que eu respondi: "você já tinha visto uma bunda feminina antes? Imagino que sim. A minha tem algo de anormal ou de muito diferente em relação ás que você já viu? Não. Então deixa pra lá, né?"

Acho que, se isso tivesse acontecido anos atrás, eu teria ficado toda constrangida, não poderia olhar pra cara de ninguém pelos próximos dias em que estivesse lá. Acho que apertei o "foda-se" com força também porque eu sabia que provavelmente nunca mais veria aquelas pessoas. Se fossem meus colegas de trabalho, por exemplo, aí sim eu ficaria com vergonha, não poderia nem cumprimentar as testemunhas da baleia-branca involuntária sem pensar "oi, você já viu a minha bunda, como vai? Tudo bem?". Mesmo assim, achei ótima minha reação. Todo um desprendimento.

É... a gente sabe que está ficando velha quando começa a perder alguns pudores.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pelo menos...

Agora há pouco eu estava vendo um vídeo no youtube feito por uma amiga querida na adolescência. Quer dizer, a amiga é querida agora, a adolescência era a dela, mais de dez anos atrás.

Me fez refletir.

A grande vantagem de ter quase 30 é que você não é mais adolescente, e faz tempo. Graças a Deus ou ao que quer que haja lá em cima, você já deixou aquele cabelo e a deficiência no senso de ridículo pra trás. E faz tempo.

Agora você é um ser maduro e evoluído. É... ou não. Mas pelo menos você tira a sobrancelha.

domingo, 15 de novembro de 2009

Air guitar e limites

Sabem, ás vezes vejo mulheres suportando coisas de seus respectivos que eu não suportaria. O porquê disso é assunto pra um outro post, e dos grandes. Mas acho que por isso demorei tanto pra ter um macho pra chamar de meu, o que no caso é um pensamento positivo. Tem coisas que simplesmente não dá pra aguentar.

Um exemplo: casamento de uma grande amiga minha. Faz tempo, mas nunca esqueci. Uma prima dela chega com o novo namorado. Eu não o pegaria, mas até aí eu não pegaria praticamente nenhum dos namorados das minhas amigas e conhecidas em geral (digo, não pegaria nenhum mesmo porque não sou mulher de pegar homem de amiga, mas quis dizer se eles não estivessem com elas, entenderam?).

Ele parecia normal, até que começou a festa. Aquelas músicas de sempre, a negadinha dançando freneticamente, foi numa festa gelo e cuba-libre, a mulherada descalça, quem fez chapinha com o pixaim voltando à ativa, quem fez baby-liss ficando com os cabelos escorridos de novo (meu caso), é a vida, é bonita e é bonita, os homens com a gravata amarrada na cabeça - aquela coisa meio Rambo -, a camisa aberta, todo mundo suado, e quando você vai ver está ensinando a coreografia de poeeeiraaa le-van-tou poeiraaaa pro pai da noiva. Aquela alegria.

Aí eu olho e o tal namorado da prima estava fazendo air guitar. Air guitar, pra quem não sabe, é aquele gesto de imitar alguém tocando guitarra, mas sem a guitarra. Você só mexe as mãos e faz uma cara de quem está tocando. Já ouvir dizer que nos EUA tem até campeonato disso. Ai, esses gringos.

Mas o fato é que lá estava ele, logo depois de ser apresentado pra toda a família dela, tios, primos, avó, agregados, logo depois de ter ficado com aquele sorriso forçado, agüentando as piadinhas bobas de um tio mais brincalhão, respondendo as perguntas de um primo mais folgado, lá estava ele fazendo air guitar na frente de todo mundo. E não era discretamente, não era um leve air guitar de alguém que está só acompanhando a música de algum jeito. No meio da pista, ele mexia muito as mãos, abaixava, levantava, se ajoelhava, fazia caras e bocas, cantava, pulava, parecia estar em transe, ou possuído pelo espírito de algum Jimi Hendrix da vida. E nem era uma música que pedia tanto, devia ser Chiclete, ou Skank, ou Ivete, não lembro. A imagem me chocou tanto que só lembro das mãos frenéticas dele e da cara de possuído, não lembro a trilha sonora da cena.

Ela ao lado, estóica, dançando como se estivesse tudo normal. Pelo menos ela não começou a fazer o mesmo.

Eu não poderia. Eu não su-po-ta-ria. Terminaria tudo ali mesmo. Olha, querido, você é um cara legal. Eu estava gostando de você, mas meu senso do ridículo é mais forte que eu! Eu aguento piadinha sem-graça, um a nível de de vez em quando, um sapato feio, até pochete eu poderia agüentar. Mas air guitar é demais para mim. Com certeza você vai encontrar uma mulher que ache air guitar lindo. Eu não. Boa sorte. Viraria as costas, ia perseguir o garçom com as coxinhas e su-mia.

Se bem que uma garota que apresenta o novo namorado pra toda a família dizendo "tio, este é meu homem" também faz por merecer.

E como diria a minha vó...

Quando for casar, tem que ser com um cara muito bom, pra ele ficar mais ou menos depois de casar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Random thoughts from 25-35 year olds‏

Minha amiga que mora nos estrangero me mandou este e-mail. Achei engraçadinho (uns mais engraçadinhos que outros, na verdade)! É pra quem tá com o ingreise afiado.

- More often than not, when someone is telling me a story all I can think about is that I can't wait for them to finish so that I can tell my ownstory that's not only better, but also more directly involves me.

- Nothing sucks more than that moment during an argument when you realise you're wrong.

- I don't understand the purpose of the line, "I don't need to drink to havefun." Great, no one does. But why start a fire with flint and sticks whenthey've invented the lighter?

- Have you ever been walking down the street and realised that you're going in the complete opposite direction of where you are supposed to be going? But instead of just turning a 180 and walking back in the direction from which you came, you have to first do something like check your watch or phone or make a grand arm gesture and mutter to yourself to ensure that no one in the surrounding area thinks you're crazy by randomly switching directions on the sidewalk.

- I totally take back all those times I didn't want to nap when I was younger.

- Is it just me, or are 80% of the people in the "people you may know"feature on Facebook people that I do know, but I deliberately choose not to be friends with?

- Do you remember when you were a kid, playing Nintendo and it wouldn't work? You take the cartridge out, blow in it and that would magically fix the problem. Every kid did that, but how did we all know how to fix the problem? There was no internet or message boards or FAQ's. We just figured it out. Today's kids are soft.

- There is a great need for sarcasm font.

- Sometimes, I'll watch a movie that I watched when I was younger and suddenly realise I had no idea what the f*** was going on when I first saw it.

- I think everyone has a movie that they love so much, it actually becomes stressful to watch it with other people. I'll end up wasting 90 minutes shiftily glancing around to confirm that everyone's laughing at the right parts, then making sure I laugh just a little bit harder (and a millisecond earlier) to prove that I'm still the only one who really, really gets it.

- How the hell are you supposed to fold a fitted sheet?

- I would rather try to carry 10 plastic grocery bags in each hand than take 2 trips to bring my groceries in.

- I think part of a best friend's job should be to immediately clear your computer history if you die.

- LOL has gone from meaning, "laugh out loud" to "I have nothing else to say".

- I have a hard time deciphering the fine line between boredom and hunger.

- Whenever someone says "I'm not book smart, but I'm street smart", all I hear is "I'm not real smart, but I'm imaginary smart".

- How many times is it appropriate to say "What?" before you just nod and smile because you still didn't hear what they said?

- I love the sense of camaraderie when an entire line of cars teams up to prevent a dick from cutting in at the front. Stay strong, brothers!

- Every time I have to spell a word over the phone using 'as in' examples, I will undoubtedly draw a blank and sound like a complete idiot. Today I had to spell my boss's last name to an attorney and said "Yes that's G as in...(10 second lapse)..ummm...Goonies".

- What would happen if I hired two private investigators to follow each other?

- While driving yesterday I saw a banana peel in the road and instinctively swerved to avoid it...thanks Mario Kart.

- Obituaries would be a lot more interesting if they told you how the person died.

- I find it hard to believe there are actually people who get in the shower first and THEN turn on the water.

- Shirts get dirty. Underwear gets dirty. Pants? Pants never get dirty, and you can wear them forever.

- I can't remember the last time I wasn't at least kind of tired.

- Bad decisions make good stories.

- Whenever I'm Facebook stalking someone and I find out that their profile is public, I feel like a kid on Christmas morning that just got the RedRyder BB gun that I always wanted. 546 pictures? Don't mind if I do!

- Is it just me or do high school girls get sluttier & sluttier every year?

- If Carmen San Diego and Waldo ever got together, their offspring would probably just be completely invisible.

- Why is it that during an ice-breaker, when the whole room has to go around and say their name and where they are from, I get so incredibly nervous?Like I know my name, I know where I'm from, this shouldn't be a problem.

- You never know when it will strike, but there comes a moment at work when you've made up your mind that you just aren't doing anything productive for the rest of the day.

- Can we all just agree to ignore whatever comes after DVDs? I don't want to have to restart my collection.

- There's no worse feeling than that millisecond you're sure you are going to die after leaning your chair back a little too far.

- I'm always slightly terrified when I exit out of Word and it asks me if I want to save any changes to my ten page research paper that I swear I did not make any changes to.

- "Do not machine wash or tumble dry" means I will never wash this ever.

- I hate being the one with the remote in a room full of people watching TV. There's so much pressure. 'I love this show, but will they judge me if Ikeep it on? I bet everyone is wishing we weren't watching this. It's only a matter of time before they all get up and leave the room. Will we still be friends after this?'

- I hate when I just miss a call by the last ring (Hello? Hello? Dammit!), but when I immediately call back, it rings nine times and goes to voicemail. What'd you do after I didn't answer? Drop the phone and run away?

- I hate leaving my house confident and looking good and then not seeing anyone of importance the entire day. What a waste.

- When I meet a new girl, I'm terrified of mentioning something she hasn't already told me but that I have learned from some light internet stalking.

- I like all of the music in my iTunes, except when it's on shuffle, then I like about one in every fifteen songs in my iTunes.

- Why is a school zone 25 km/h? That seems like the optimal cruising speed for paedophiles...

- As a driver I hate pedestrians and as a pedestrian I hate drivers, but no matter what the mode of transportation, I always hate cyclists.

- Sometimes I'll look down at my watch 3 consecutive times and still not know what time it is.

- I keep some people's phone numbers in my phone just so I know not to answer when they call.

- Even under ideal conditions people have trouble locating their car keys in a pocket, hitting the G-spot, and Pinning the Tail on the Donkey - but I'd bet my ass everyone can find and push the Snooze button from 3 feet away, in about 1.7 seconds, eyes closed, first time every time...

- My 4-year old son asked me in the car the other day "Dad, what would happen if you ran over a ninja?" How the hell do I respond to that?

- I wonder if cops ever get pissed off at the fact that everyone they drive behind obeys the speed limit.

- I think the freezer deserves a light as well.

- The other night I ordered take away and when I looked in the bag, saw they had included four sets of plastic cutlery. In other words, someone at the restaurant packed my order, took a second to think about it, and then estimated that there must be at least four people eating to require such alarge amount of food. Too bad I was eating by myself. There's nothing like being made to feel like a fat bastard before dinner.

Não faço idéia de quem seja Carmen San Diego e na verdade sou das que dizem "you don´t have to drink to have fun", mas vale o conjunto da obra!

Vou pensar em uma versão brasileira (Herbert Richers haha). Sugestões?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Unibandalheira

Geeente, comoção mundial essa da moça do vestidinho curto. BBC, Clarín, Corriere della Sera, CNN, todo mundo divulgou a notícia sobre a pobre Geisy. Tava entre as mais lidas no site da CNN, aliás.

Se não fosse a internet, tenho quase certeza de que o caso não teria tomado essa dimensão. Se não fossem os vídeos que pipocaram rapidinho na internet, a bagunça toda não teria saído das paredes da faculdade.

Ninguém pediu, mas a internet tá aí e todo mundo dá o seu pitaco, então lá vai o meu:

Talvez ela não tenha seguido um código social. Por exemplo, ninguém vai trabalhar em um escritório de biquíni, não se entra em uma mesquita com os ombros descobertos. Então talvez uma microssaia não seja a roupa mais adequada pra ir pra faculdade. Mas daí a um prédio enorme daquele jeito parar por causa disso, com milhares de pessoas gritando “puta”… não tem sentido. No máximo a coitada é meio brega e sem noção, mas “puta” não, né?

Se é que a faculdade tem regras em relação ás roupas, elas deveriam estar claras em algum lugar. Se com isso a menina insistisse, que chamassem ela para conversar, que alguém responsável pelos alunos desse um toque nela. Disciplina é algo necessário, chato mas necessário para a convivência em sociedade. Ok. Mas centenas de babacas gritando, a polícia tendo que ir lá pra tirar a coitada da sala… o fim da picada. Não é assim que se educa, não é assim que se convive, não é assim que se aprende.

Falando em regras da faculdade, será que não tem nenhuma sobre convivência e respeito ao próximo? Com os imbecis que começaram o rebuliço não vão fazer nada, só expulsaram ela? É, dá menos prejuízo expulsar uma que expulsar 30 (ou 300, sei lá) que pagam a mensalidade, né?Se a Uniban achava que fazendo isso ia “preservar a sua marca”, o efeito foi justamente o contrário. Agora readmitiram a menina mas a merda foi feita, eles já falaram o que não tinham que falar pra justificar o que estavam fazendo. Já vi que, se lá tem curso de marketing, não deve ser grandes coisas.

Mas que bafafá, hein?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Das desculpas para comer

Hoje fui ao McDonald´s com duas colegas na hora do almoço. Uma delas não se sentia muito bem por causa do vinho compartilhado com um rapaz e pela noite mal dormida de ontem. Estava com azia.

Depois de comer uma saladinha, a moça disse "vou pegar um sundae. É geladinho, acho que vai fazer bem pra azia". Quê?

Comecei a rir. "Ah sim, com o monte de gordura que o sundae deve ter, vai te fazer um bem danado!" E continuei, sob o olhar divertido de uma velhinha na mesa ao lado: "se você quer comer o sundae, inventa outra desculpa, porque essa é muito furada! Come porque é segunda, por exemplo!"

O episódio me fez pensar sobre as desculpas que usamos para comer o que não se deve ou quando não se deve. Supostamente comemos porque temos fome, comemos porque precisamos nos alimentar pra sobreviver. Óbvio. Mas dizer que comemos só pela fome é o mesmo que dizer que só transamos para a reprodução. Tem toda uma psicologia envolvida aí, nossa relação com o prazer e muitos outros blábláblas.

Uma clássica é a do dia da semana: para comer alguma coisa gostosinha que supostamente é dispensável para a nossa nutrição adequada, todo dia é dia ("de pomarola/ pomarooola" - olha eu aí lembrando de comida de novo). Aposto que você se reconhece em alguma dessas frases:

"Ai, geeente, ninguém merece uma segunda-feira, vou me alegrar um pouco com um sundae."

"Puts, terça, que dia mais nada a ver... vou comer um bombom pra dar um gostinho pra mim mesma.". Essa pode ser usada na quinta também.

Quarta, meio da semana. Você já está estressada e ainda tem vááários dias antes do fim de semana. "Uma trufa de chocolate bem gordinha pra relaxar."

Sexta. Já chega o fim de semana! Bora pro boteco com as amizades! "Vamos pedir provolone à milanesa, pastéizinhos de carne, fritas com queijo e bacon..."

Fim de semana. Jantares com amigos, almoços de família, aquela orgia gastronômica. A pizza, a festinha de aniversário. Quando você acha que não cabe mais nada na pança, vem a sua tia com o pavê, e enquanto alguém invariavelmente faz a piadinha do "pavê o pacomê", lá está você com o pratinho na mão e um sorrisinho amarelo, dizendo "ah, hoje é domingo, né? Amanhã eu fico só na saladinha!"

Este papo me lembra a piadinha do gordo que estava deitado na cama, calças abertas, passando mal por ter comido demais. Alguém sugere que ele coloque o dedo na garganta para vomitar e se sentir melhor. E ele: "porra, se coubesse um dedo, eu comia era mais uma banana!" É... é mais engraçadinha contada pelo meu tio fanfarrão que escrita.

Mas voltando ao tema das desculpas para comer. O clima também é uma boa. Calor é sorvete; frio é chocolate, fondue para os mais refinados (ou metidos a). Outra muito usada é o estado de espírito: você come pra comemorar que está feliz, para se consolar se está triste, para festejar, para chorar as pitangas. Come besteira se está cansada demais pra cozinhar, come muito porque estava disposta e preparou um monte de coisa boa.

Com tantos argumentos "pró-comida", quais seriam as desculpas para não comer? Manter a forma, adquirir uma forma mais magra que essa sua de pão francês, caber naquela calça de cinco anos atrás, não ter mais aquela banhinha nas costas que o namorado insiste em beliscar só pra te irritar, se sentir melhor...

É, pensando bem, na verdade tem várias desculpas - ou seriam motivos? - pra resistir bravamente à tentação de um gostinho bom na boca por alguns instantes. Mas na guerra que se trava entre o anjinho e o diabinho da sua consciência quando você vê uma vitrine da Amor aos Pedaços, quem ganha? O diabinho é safado, viu...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mais quase 30 ainda

É, não tem jeito. Amanhã - quer dizer, daqui horas para ser mais exata - faço 29 anos. O último ano dos 20 e poucos. Mais "quase 30" que nunca.

O começo do post foi um pouco dramático, mas na verdade eu tô feliz. Adoro fazer aniversário. Sempre gostei. Sempre tem alguma surpresa boa, algum cumprimento inesperado. É um dia que concentra todo o carinho que as pessoas ao seu redor sentem por você. Sempre se come coisas gostosas, sempre tem presentes, sempre tem aquelas gracinhas bobas sobre a sua idade. Também nunca faltam os que esquecem, os que dizem que vão na sua festa e dão o cano, mas isso é o de menos.

Acho que parte do meu medo dos 30 vem da sensação de que o futuro chegou. Sabe quando você pensava o que ser quando crescer? Então, com essa idade você já cresceu. E muito provavelmente a vida não está como você imaginava. O que não significa que esteja ruim, né?

Por exemplo, quando eu era criança, achava que nessa idade tão longínqua eu estaria casada e com filhos, como a minha mãe. Achava que seria uma jornalista e trabalharia com automobilismo, de preferência cobrindo a Fórmula 1. Mas a vida foi me levando pra outros lados, eu fui fazendo outras escolhas, e aqui estou. Não é como eu tinha imaginado, mas é bom de qualquer maneira. Poderia estar melhor? Talvez. Pior? Sem dúvida. No momento, é isso.

E sou bem feliz.

O que é a idade, afinal? Um número. Pode indicar algumas características, pode apontar tendências, pode pesar em alguns aspectos. E daí? É um número.

29. Quase 30.

É... por via das dúvidas, para o mundo vou dizer "tô fazendo 29" nos meus próximos cinco aniversários (ou até onde der pra enganar)!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Da série "conversas incríveis pelo MSN" - Nostalgia

Aos quase 30, ás vezes bate aquela nostalgia na gente. Lembramos do passado e ficamos melancólicas, por coisas tristes que aconteceram, ou damos risada, porque o que na época era legal ou fez sucesso agora pode ser bem ridículo.

Aos quase 30, você também já fez um monte de amigos. Alguns que se perderam na vida e no tempo, outros que estão lá, firmes e fortes, ainda que longe, ainda que por internet. Se estes amigos são hilários, melhor ainda.

Junte as duas coisas, um MSN e dá nisso aqui:

Marcel says:
que saudade de quando as bandas eram boas como o Locomia

Nadja G. says:
né? E dançavam com leques

Marcel says:
puta performance!

Nadja G. says:
isso sim é arte

Marcel says:
claro!! não é facil manusear leques

Nadja G. says:
cara, exige muita concentração e habilidade

Marcel says:
além disso, cantar com tamanha afinação e leveza nas coreografias....

Nadja G. says:
e com um repertório tão amplo

Marcel says:
locomia quetchebarico quer bo parabo pa tchun tchun
loooo
cooooooooo
mia

Nadja G. says:
gente, em que idioma era cantado locomia???

Marcel says:
locomianês

Nadja G. says:
hahahhaha

Marcel says:
vc aprende isso nas aulas de como dar a bunda
é um módulo

Nadja G. says:
hahahahahahaha
o outro módulo é cálculo de ombreiras

Marcel says:
sim
tem tb o ccbd
esse é em dois semestres
ccbdI e ccbdII
como conhecer uma bicha a distância

Nadja G. says:
hahahha
tá sabendo, hein? Fez o curso, é?

Marcel says:
é para ampliar o círculo de amigos
dou aula
DOU

Nadja G. says:
Melhor ampliar o círculo de amigos que o círculo dos amigos. Ok, essa foi péssima.

O Buquê

Acabo de voltar de um casamento.

Pela primeira vez na vida eu peguei o buquê jogado pela noiva.

Eu não boto muita fé nessas tradições e nem pretendo casar. Não tão cedo, pelo menos, e nem sei se com o meu namorado.

Mas eu tenho quase 30 (29 daqui 10 dias) e o tema é inevitável. Passa pela nossas cabeças, tanto dizendo "sim" como "não". E ainda por cima eu peguei o buquê.

Ai ai ai...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Paulistana

Metrô. Eles entram no trem lotado. As duas meninas resolvem esperar pelo próximo e voltam para trás da linha amarela. Um deles, antes que a porta feche:

- Moça! Ô moça! Esses zóio verde é original?

A moreninha dona dos olhos verdes fica toda faceira e, com um charme tímido, diz que sim balançando a cabeça.

- Qué dizê que si nóis fizé um moleque ele sai com esses zóio verde assim?

A porta fecha. Elas riem. Ele, pro amigo:

- É ruim que esses zóio verde é original, hein?

sábado, 17 de outubro de 2009

Da Arte de Procastinar

Neste exato momento eu deveria estar arrumando as malas porque amanhã vou viajar. Mas é parte da minha natureza, enquanto ser humano A NÍVEL DE pessoa inserida no contexto social-econômico geopolítico atual, enrolar até onde puder. Eu sempre deixo pra fazer as coisas aos 44 do segundo tempo, é impressionante. Por mais que tente fazer antes, me adiantar, fazer com tranqüilidade, parece que eu só funciono no limite de tempo.

Meu consolo é que parece que boa parte da humanidade também. Shoppings lotadíssimos poucos dias antes do Natal, mais da metade dos brasileiros declarando o imposto de renda só uns dias antes do fim do prazo, aquela consulta médica que você deveria marcar e nunca marca, e assim vai.

Isso é o que eu chamo de "a arte de procrastinar". Procrastinar, pra quem não conhece a palavrinha, é adiar, enrolar, deixar para depois. Cheque no Aurélio.

A procrastinação tem diversos aliados. São objetos, atos, fatores que auxiliam e que têm um papel fundamental na enrolação.

Um deles, que aliás eu estou usando agora mesmo, é o computador. Não sei se esse seria o principal, mas seguramente é um dos mais usados meios de fazer qualquer coisa, menos o que você tem de fazer. O computador oferece infinitas possibilidades pra enrolar. MSN e programas do gênero, por exemplo. As redes sociais, facebooks e orkuts da vida. Blogs, fotologs. Youtube. Twitter. Sites engraçados, checar os emails, escrever emails que poderiam muito bem ser escritos em outro momento...as possibilidades de enrolação eletrônica são infinitas. E a lista só aumenta. Aliás, acho que grande parte do sucesso de todas essas coisas vem do fato de que o povo usa tudo isso pra se distrair e procrastinar, adiando o momento de fazer coisas muito mais importantes que deveria estar fazendo ao invés de ficar vendo as fotos do ex com a baranga da atual de férias em Itanhaém ou ver no Twitter o que os seus seguidores almoçaram.

Situação típica de procrastinação: você tem de fazer um trabalho pro mestrado. Dez páginas, para a manhã do dia seguinte. Mas prefere ficar "chateando" com seus amigos sobre coisas de suma importância, em diálogos do tipo:

- Oi
- Oi, tb bem?
- Bem. To fodida. tenho um trabalho pra amanha mas eh muuuuito chato.
- Foda...
- E vc?
- Tudo bem. Tava comendo miojo.

E por aí vai.

Outros meio de procrastinação são as necessidades básicas do ser humano. Comer, beber, urinar, defecar e dormir. Por exemplo: é sábado. Você ralou a semana inteira e tudo o que mais queria era ficar sem fazer nada. Mas o dever te chama. O maldito mestrado, digamos. Você pega o livro que tem de ler pra fazer o trabalho, lê duas páginas e bate aquela súbita e inadiável vontade de mijar. Você levanta e vai no banheiro. Mas você não mija e volta a ler. Quando a gente está enrolando, fazemos tudo mais devagar. Então você levanta, vai ao banheiro, mija, fica sentada na privada pensando na vida (caso você pertença ao sexo feminino. Acho que o masculino fica divagando em pé, mesmo), se limpa com o maior cuidado do mundo e na menor velocidade possível. Levanta, lava a mão beeem lentamente enquanto se olha no espelho. Acaba de lavar a mão mas não sai da frente da pia: fica se analisando no espelho. Nenhuma oportunidade de se analisar em frente o espelho é tão boa quanto essa, quando você está enrolando. Por que eu nasci com essa cara, e não com a da Ana Paula Arósio? Por que eu sou eu, e não outra pessoa? Por que meu olho esquerdo é maior que o direito? Meu Deus, como eu sou feia. Ah, não tanto, vai. Nossa, vai me nascer uma espinha no queixo. Merda.

Comer. Você não está com fome. Nem com sono, nem nada. Está tudo quieto, não está calor nem frio, a umidade relativa do ar é perfeita pra você sentar a bunda na cadeira e fazer o que tem de ser feito. Você senta. Aí lembra que tem um pacote de Bono de morango novinho no armário e...adeus, concentração. Você TEM de comer. Nunca sentiu necessidade maior de comer na vida.

E as sonecas que você tira durante a enrolação? "Só quinze minutos". Você se estabelece horários para a soneca. São sempre bizarros: por exemplo, você olha no relógio e ele marca 3h42. "Bom, vou dormir só até as 4h02". Veja bem, não é até as 4, é até as 4h02. Dois longos minutos extras de sono, ou melhor, de fechar os olhos e pensar em outras coisas que não o que você deveria estar fazendo.

Um outro aliado da enrolação é o telefone. Mas eu associo o telefone a algo mais adolescente. Aos quase 30, eu não ligo mais pras minhas amigas pra enrolar. Pra isso está o computador. Mas é questão de gosto; minha irmã até uns 20 e muitos passava horas ao telefone com as amigas dela falando nada, mostrando músicas, comentando da roupa da Jú na balada.

Animais domésticos também ajudam muito na arte de procrastinar. Você tem de escrever aquele trabalho, mas lembra que tem de escovar seu gato persa. Urgentemente. Ele morrerá se você não o escovar agora. Ou lembra que você ainda não dançou com o cachorro hoje. É uma necessidade dançar com seus animais todos os dias. E lá vai você brincar com seus animais e adiar mais um pouco o que você TEM de fazer.

E no trabalho, então? Além do computador, item já citado e básico em qualquer escritório moderno, você conta com a máquina do café ou o filtro de água, onde você sempre encontra alguém pra bater aquele papo amigo, botar as fofocas em dia. Sair pra fumar também é um subterfúgio bastante usado para a procrastinação, mas infelizmente está restringido aos fumantes, parcela cada vez mais marginalizada da população. Também tem aqueles minutinhos a mais na hora do almoço, ou toda a atividade que se faz depois de voltar dela, como escovar os dentes, sentar, checar os emails que chegaram... o tempo que você leva pra fazer tudo isso é proporcional ao quanto você quer (ou pode) procrastinar.

É, realmente a procrastinação dá pano pra manga. Fatores, razões, meios. Já li uma reportagem bacana naquela revista Vida Simples sobre tão nobre arte. Fica aí a dica pra quem quiser se aprofundar no tema... ou simplesmente quer procrastinar um pouco antes de fazer uma planilha chata de excel pra entregar pro chefe!

sábado, 10 de outubro de 2009

Da série "a gente sabe que está ficando velha quando..."

Ás vezes, quando eu falo a minha idade, as pessoas falam "nossa, você tem a pele ótima". Acho estranho, quase divertido. Não é nem pelo elogio em si, é pela fina ironia não intencional. Eu entendo a frase como "é, realmente você já não é mais nenhuma pequerrucha mas pelo menos ainda não tem rugas, como algumas da sua idade." Eu sempre vejo na entrelinha um "mas apesar dessa sua idade" entre o "nossa" e o "você tem a pele ótima".

Quando você é adolescente, ninguém fala "nossa, você tem a pele ótima" quando você diz quantos anos tem. Isso porque adolescentes também podem ter uma pele péssima, não pelas rugas mas pelas espinhas. Quando você tem 20 anos, a sua pele também não costuma receber elogios.

Já aos 20 e muitos... os efeitos do sol começam a aparecer. As rugas de expressão fazem seus primeiros esboços. Realmente algumas moçoilas parecem mais velhas por causa da pele. As que ainda não sofrem com isso já são notadas - e elogiadas.

É... a gente sabe que está ficando velha quando as pessoas falam que a nossa pele (ainda) é boa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

"Sempre quis ter essa idade"

A frase acima foi proferida por uma famosa de quase 30: Deborah Secco.

A afirmação estava numa dessas materinhas babaquinhas do Ego no site da Globo, cujo título era "Deborah Secco em contagem regressiva para os 30" e o título deste post. Depois dizia "atriz posa de biquíni para revista" e duas fotinhos dela com toda a sua magrelitude, pechugas de silicone, cabelos esvoaçantes de ventilador de estúdio e sua cara de... Deborah Secco.

Obviamente a matéria continha a palavra "balzaquiana". Ai, que preguiça de "balzaquiana". E falava que as poses eram pra revista Boa Forma. Ai, que preguiça da revista Boa Forma. Bom, na verdade também morro de preguiça da Deborah Secco, mas achei curioso ela dizer que sempre quis ter 30.

Ela diz ainda que "é a melhor fase da mulher, a beleza se junta à maturidade". Jura? A beleza até pode ser. Olho pras minhas fotos de 10 ou 15 anos atrás e penso "é, realmente tô melhorzinha". Vejo minhas amigas que conheço há tempos e a grande maioria realmente tá mais ajeitadinha. Mas a maturidade... acho que vou ficar devendo. Ou não. O que é ser madura afinal, Deborah Secco?

Eu não sei se quis ter trinta. Na verdade acho que nunca quis ter idade alguma. Não era como a minha prima e a minha irmã, que não viam a hora de fazer 18 e sair dirigindo seus Chevrolet por aí. Não imaginava como estaria a minha vida aos 30. Era tão longínquo. Que eu me lembre, achava que já seria toda uma adulta, casada e com filhos, fazendo minha carreira. Acho que eu pensava que seria igual à minha mãe, que aos 30 era assim. Era a minha referência.

Mas tamos aí. Não sei se sou "toda" uma adulta, mas já comprei uma geladeira, moro sozinha em outro país, tomo minhas decisões - ás vezes seguindo conselhos, ás vezes não -, o barulho do meu salto ecoa pela casa quando eu chego do trabalho. Era esse barulho que eu associava com a minha mãe, o salto chegando de mais um dia de labuta. Era barulho de adulta. Ainda sou mais filha que qualquer outra coisa, ainda não sou 100% independente financeiramente, ainda estou a caminho, mas tamos aí.

Com quase 30, que nem a Deborah Secco.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Melhor Está por Vir?

Sexta mandei um e-mail de parabéns pra minha prima. Perguntei se ela estava fazendo 31 mesmo, não lembrava bem. Ela confirmou e disse: "ééé, 31 primaveras... parece ontem que eu só queria fazer 18!! Mas cada ano que passa parece que a vida fica mais legal. Só não vou mais dizer isso quando chegar a artrite, a artrose, a pressão alta, a dor nas costas, os 10 comprimidos pra tomar de manhã, 5 à tarde e 3 de noite... hahaha"

"Cada ano que passa parece que a vida fica mais legal". Essa parte ficou martelando na minha cabeça. Será mesmo? Acho que vou perguntar pra ela "por que você acha isso?" Não que eu não ache, sou e sempre fui alegre e otimista, mas minha cabecinha anda maquinando sobre a perspectiva dos 30 - e a de muita gente também, tanto que daí que veio a idéia deste blog.

Hoje coloquei no Facebook "começa o último mês dos meus 28 anos". Ao que uma ex-colega de trabalho, dessas bem colegas e não amigas mesmo, respondeu "aproveite que o que vem é ainda melhor!" Jura? Não tem motivo pra crises, encanações e afins então?

Bom saber.


sábado, 3 de outubro de 2009

Você Se Lembra?

Esses dias me passaram um blog muito legalzinho, que na verdade não sei se chama Você Se Lembra ou As Melhores Lembranças dos Anos 80 e 90, mas que é esse aqui.

É pra passar horas vendo e dizendo frases como "Nooooossa, eu tinha o Kit Frit!!", "Meeeeu, cigarrinho de chocolate da Paaan!", "Caralho, Cremogema!", "Puuuuts, eu amaaava o Mario 3!", "pooorra, eu dançava essa música das Paquitas com a minha prima!" e assim vai.

Uma delícia! Adorei, fiquei um tempão relembrando, cavucando a memória, abrindo os sarcófagos e dando risada. Só não aconselho para mulheres na TPM, porque pode causar choros de nostalgia ou crise de "tô ficando véia...". Mas se não é o caso, vai lá!

****

Em 2016, ano mais mencionado nas últimas horas, eu vou ter 35 pra 36 anos (faço 36 quase no fim do ano). Já vou ter passado a crise dos (quase) 30. O que será de mim? Da vida? De nós? Deste blog? Ai, o futuro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Little Miss Whatever

No Top 100 de coisas deprimentes do mundo eu incluiria concursos de beleza infantil. Digo Top 100 porque obviamente há coisas muito piores, como a fome, a poluição, a pobreza e o programa do Faustão.

Mas essa modinha de miss não sei o quê para a fedelhada é muito ridícula. Concursos de beleza em geral já me parecem péssimos. Viram o último Miss Brasil? Eu dei uma olhada. Uma roupa mais brega que a outra, as candidatas com aqueles sorrisos forçados. Fora que a maquiagem e as plásticas deixam todas mais ou menos com a mesma cara. Mas a coisa fica pior quando se trata de crianças porque... são crianças! Criança tem que brincar e estudar, não ficar fazendo pose sexy com coroinhas de strass e competindo com outras crianças por dinheiro, alguma fama ou para a satisfação pessoal da infeliz da mãe.

Hoje mesmo tinha uma reportagem no G1 com crianças que participam dessas patacoadas. Há algum tempo tinha lido uma matéria sobre isso na Veja também. Uma das meninas, inclusive, apareceu nas duas. Uma loirinha até bonita, mas tão maquiadinha que fica estranha. Pelo que vi ela até tira a sobrancelha. Sendo que ela tem só seis anos. Não é triste uma menina que tira a sobrancelha aos 6 anos? Fora a vida que deve ter, de viajar, cumprir horários, estar sempre empetecada e sorridente. Ela vai ter tanto tempo na vida para se preocupar com essas coisas... não dá pra deixar ela brincando de Barbie, sossegada?

Uma outra menina dessas diz: “quando eu era criança, pedia para aparecer na televisão, e uma vez eu e meu irmão tentamos quebrar a TV para entrar dentro. Meu sonho é ser atriz e trabalhar com a Xuxa e o Didi.” Reparem no "quando eu era criança..." ERA? Essa outra menina também tem 6 anos! Agora ela não é mais criança? É o que, pré-pré-adolescente? Que nome vão inventar pra crianças de 6 anos? Já tem pré-adolescente, tween, teen...

Acho um absurdo. Oi, elas são pequenas! Não sabem nada do mundo! Até aí, com 6 anos eu queria ser astronauta e nem por isso mamãe me mandou pra um treinamento na NASA. "Para ela é como se fosse uma brincadeira, ela adora", diz a mãe da loirinha de sobrancelhas feitas, que ganhou duas vezes um tal de Little Miss World. Será mesmo?? Diz o texto: "(Fulaninha) só teve tempo para retocar as luzes e fazer a unha antes de embarcar para o Equador para garantir o título consecutivo". Retocar as luzes?? Ela tem SEIS anos!! Como vai estar o cabelo dela aos 27? E a cabeça?

Ok, se é um talento, a criança é atriz, vá lá, isso existe desde Shirley Temple ou antes, vai saber. Ás vezes isso fode a cabeça do indivíduo, mas até aí tantas outras coisas também fodem e não necessariamente porque o fedelho apareceu na TV ou fez um filme. Mas botar a criançada pra se exibir pra meia dúzia de gato pingado como se fossem cachorros de raça, embonecá-las daquele jeito, levar as coitadinhas pra cima e pra baixo, competir... não dá, né?

Quero ver essa meninada com quase 30, como vai estar.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Da série "a gente sabe que está ficando velha quando..."

Esses dias, estava eu entrando no supermercado quando escuto umas vozesinhas irritantes cantando a musiquinha da Família Adams e dando risada bem alto. Eram três adolescentes, uns 13, 14 anos, de uniforme do colégio e tudo. Atrás delas tinha um menino da mesma idade, sorrindo, com cara de bonzinho. Devia ser o melhor amigo delas, provavelmente apaixonado (e não correspondido) por uma.

Que cazzo elas estavam fazendo sozinhas num supermercados ás 6h30 da tarde, eu não sei. Espero que não tenham ido comprar breja. Elas eram tão novinhas.

Não pude evitar um olhar atravessado, acompanhado do pensamento "mas a molecada dessa idade é muito babaca mesmo". Mas aí lembrei que eu, na mesma idade, era igualmente babaca. Ou pior. E até bem depois disso. Pensando bem, até hoje eu tenho ataques de boba alegre, como buzinar e dar tchau pras pessoas na rua quando estou com as amigas no carro. São menos frequentes que quando eu tinha 15 anos, ou 20, mas de vez em quando acontece. Então por que me irritar com as coitadinhas?

A gente sabe que está ficando velha quando adolescentes irritam por coisas que a gente fazia na idade deles.

sábado, 12 de setembro de 2009

Banheiro de Academia

É, minha filha. Tem que se cuidar. Você já não é mais uma criança e a lei da gravidade é implacável. Aos poucos tudo fica mais molinho, mais caidinho, mais enrugadinho. Sua mãe fala "você tem que se cuidar". Suas amigas. As revistas. Os programas de TV. Sua consciência.

Frente a esta terrííível realidade, muitas neurót... digo, muitas mulheres se munem de boa-vontade e se matriculam em uma academia. Acho ótimo, a gente tem mais é que se sentir bem e, se pra isso é preciso ir à academia, beleza. Mas tem uma coisa muito, muito chatinha em qualquer um destes templos do esporte, do suor e das camisetas surradas: o banheiro. A hora do banho é uma hora infeliz.

Primeiro que você tem que ficar pelada na frente de um monte de desconhecidas. Eu tenho menos vergonha disso do que eu pensava que ia ter, mas não é a melhor coisa do mundo. Porque a mulherada se olha. Calma, rapazes! Não são olhares lascivos, "uh, eu a quero", são olhares "quero ver se essa bunda toda tem celulite" ou "isso é peito mesmo ou é o sutiã?". Então você tá lá, tira o sutiã e de rabo de olho nota que a moça a sua frente tá dando aquela conferida de soslaio. Aliás vocês não sabem o prazer que é ver que aquela nojentinha que se faz de gostosa está cheia de estrias. A mulherada há de concordar comigo. Mas em compensação é uma merda constatar que aquela loirinha realmente não tem uma banhinha sequer.

Mas o terror mesmo são as crianças. Como é o vestiário feminino, há muitas que também fazem esporte lá com as suas mães. E sabem como é, elas podem ser sinceras demais, não têm maldade. Aí você lá, como veio ao mundo, olha a fedelhada ao redor e bate aquele medo de que um deles vire pra mãe e pergunte "mamãe, por que a tetinha dela é tão grande?". Ou pior ainda: "mamãe, por que a periquita dela é tão peluda?". Inverno, sem namorado, não é sempre que a gente tá com os pêlos pubianos em dia.

Outra questão é a mochila. Pelo menos na academia que eu alguma vez frequentei era assim: quando você chega, deixa suas coisas com uma tia, igual chapelaria de balada, ou as coloca em armários. Eu sempre deixava com a tia. Quando termina a aula você pega as coisas de volta, e é aí que vem a dúvida: enquanto tomo banho, devolvo a mochila pra tia, a deixo na bancada entre os boxes ou nos bancos na área pra se trocar? O que eu pego, o que deixo na mochila? Na bancada não vai molhar tudo? Vão me roubar algo enquanto eu tomo banho?

Passados estes percalços, finalmente é hora do banho. Você pendura a toalha, rápido pra ficar o menor tempo possível pelada na área púbica, digo, pública. Foda é quando algo cai no chão e você pelada pelada nua com a mão no bolso...Seinfeld já dizia que há a nudez boa e a nudez ruim. Pegar algo que caiu no chão pelada, dar aquela agachada, seguramente é nudez ruim.

Entramos no box. Abre o chuveiro, a água sempre cai ou queimando ou gelada, o que significa sofrimento até você conseguir ajeitar. Aí ás vezes vem aquela vontade de fazer um pipizinho e bate a dúvida moral: mijar aqui mesmo ou esperar pra ir na privada? Poxa, foda mijar assim em um box que será usado por outras pessoas. Ah, mas a galera sabe que tem que usar chinelinho pra tomar banho na academia, ninguém vai entrar em contato com meu xixi...fora que essa água toda leva ele embora rapidinho. Ah, mas é chato...só que é fogo se segurar com aquela água toda caindo sobre você. Admito que já segurei, mas tambem já fiz. E quem nunca mijou em lugares públicos mijáveis (exemplo: piscina de hotel), que atire a primeira pedra.

Ainda no banho, chega a hora de lavar as partes pudendas e você nota que a cortininha do box não fecha direito. Puxa daqui, puxa de lá, e a porra da cortininha não - fecha - direito. O que fazer? Você não quer que te vejam lavando a bacurinha, pelo menos não mulheres em um banheiro de academia. Mas não há o que fazer. Você levanta uma perna, encosta o pé na parede pra dar aquela abertura (e vem o medo das crianças dizendo "mamãe, a moça que tá tomando banho aqui tem uma perna só?"), segura na mão de Deus e vai, tentando não pensar que alguém pode estar te vendo.

Acaba o banho, mais dúvidas: me seco dentro do box ou fora? O que coloco primeiro, a calcinha ou o sutiã? Com que eu fico menos pelada? O que eu quero que menos pessoas vejam, a bucicleide ou a peitaria? Visto a calça aqui ou lá? Mas aqui vai molhar, não? Como eu faço pra me secar e meio que me esconder com a toalha ao mesmo tempo?

Dúvidas, dúvidas. Tomar banho na academia é um troço muito complicado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Eu tenho que...

Estudar ir à ginecologista arrumar um dermatologista e um dentista e um oculista trabalhar pensar no que eu posso inovar no trabalho me matricular na academia fazer ginástica pagar as contas fazer supermercado comer menos limpar meu armário calibrar os pneus do carro terminar o MBA escrever pros amigos ligar pros amigos dar atenção ao namorado ler mais livros ligar pra minha avó fazer pelo menos três tramites de documentos pegar a minha carteirinha escrever mais no blog escrever mais no outro blog organizar as fotos passar fotos pro computador arrumar o computador que tá péssimo lavar a louça passear mais pela cidade viajar mais pelo país ver como estão as minhas subordinadas passar hidratante depois do banho atualizar o facebook o orkut twittar coisas interessantes pensar no que eu quero da vida e nos meus planos pensar o que vou fazer no meu aniversário dirigir com cuidado passar as fitas cassete que gravei pra DVD reciclar o lixo comprar umas plantas pra casa estar sempre atualizada e bonita

e a lista não acaba nunca.

A gente sempre "tem que" alguma coisa. É incrível como sempre tem algo pendente na nossa vida, por mais que a nossa vontade seja desencanar de tudo e sair cantando "me deixaaaa que hoje eu tô de bobeiraaa bobeeeeiraaaa!!". Quando a gente resolve uma coisa, não dá nem pra dar um sorriso suspirado de "ufa!" que já tem um monte de outras coisas na fila. E elas não param de aparecer, não param. Que saco! Ás vezes não são deveres propriamente ditos, mas coisas que você "tem que" fazer para supostamente melhorar algum aspecto da sua vida. Ler mais ou fazer ginástica, por exemplo.

A impressão que dá é que estamos pegando umas gotinhas com as mãos quando o que está caindo é uma cachoeira.

O que fazer? Fazer tudoaomesmotempoagora? Não ter nem 30 anos e já estar estressada, com gastrite, síndrome do pânico ou coisa que o valha (como muita gente por aí?).

Acho que a gente tem que aprender a conviver com as pendências. Tentar resolvê-las, claro, mas sem enlouquecer (faça o que eu digo mas não o que eu faço, eu empurro com a barriga até onde der - maldita mania, maldita mesmo)

É fato: cada vez mais vamos ter menos tempo pra deitar na cama e ficar olhando pro teto. Quanto mais adultos, mais responsabilidades. O jeito é conviver com isso e tentar ir fazendo tudo de uma maneira que não nos deixe ansiosos demais. E tentar guardar sempre um tempinho pra espairecer, pra sentar e ver bobagem na TV, ver as pessoas passarem, não pensar em nada muito complicado ou "devido".

Repararam como usei o verbo "tentar", né? Porque não é mole, não...

Mas por mais cobrança e pressão e responsabilidade e uma série de outras chatices que a gente tenha, acho que o principal é não levar nada - ok, quase nada - tão a sério. Relativizar. E rir. Sempre!

sábado, 5 de setembro de 2009

Dias antes dos 30

A proximidade dos 30 dá um nozinho nas nossas lindas cabeças de cabelos bem cuidados. É uma época em que fazemos balanços, pensamos se a vida foi pra onde a gente queria, se estamos como queríamos estar ou onde deveríamos estar, se temos que fazer uma curva brusca, pegar um atalho ou dar uma rézinha.

Falta pouco mais de um ano para os meus 30. É, nem 29 eu fiz ainda e já estou nessa crise. Mania de mulher de sofrer por antecipação.

Já uma amiga minha está a dias de fazer 30. Expressou sua angústia no nick do MSN, o que me pareceu uma boa oportunidade de comentar com ela que eu estava começando este blog. Deu-se o seguinte diálogo:

TH - em 8 dias...

N - Bom, com certeza não vai mudar nada daqui 10 dias, você vai estar igual mas com 30 anos hahaha

TH - mas falar 30 pesaaaaaa!

N -
ah sim. Mas pensa que vc ainda vai falar 40, 50, 60 e, se Deus quiser, 70, 80... hahaha

N - a alternativa pra nunca ter de falar que tem 30 anos é morrer, entao vale mais a pena falar que tem 30

TH - hehe Pois é, mas que bom seria dizer 20 novamente! Ou pelo menos 25.


N - Bom, voce pode até dizer, mas não vai ter hahaha


É, minha gente. Sinto dizer, mas realmente a alternativa pra não ter 30 e, portanto, não passar por crise alguma, é morrer antes disso. Cruel, mas verdadeiro. Melhor não, né? Pensando bem, umas ruguinhas incipientes não fazem mal a ninguém...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Da série "A gente sabe que está ficando velha quando..."

Este promete ser o primeiro de uma série de posts de "a gente sabe que está ficando velha quando...", já que coisas que fazem a gente se dar conta de que já não é mais nenhuma criança acontecem o tempo todo a essa altura das nossas vidinhas.

Uma dessas coisas está refletida numa conversa que tive com a minha amiga do post anterior pelo MSN. Aliás, tô vendo que as conversas com as amigas vão render assunto e material para este blog, afinal todas estamos passando mais ou menos pela mesma crise. Então, no caso desta minha amiga, ela está prestes a fazer uma compra pelo mesmo motivo que a sua avó que vê TV o dia inteiro faria, o que pra mim é um sinal inequívoco de que a velhice (pra não dizer a decrepitude, haha) está chegando.

Confira:

T - vou comprar aquele negócio que dá choquinhos na barriga pra malhar o abdômen!

N - hahaha será que funciona??

T - pô, é aprovado pelo Ministério da Saúde e no Inmetro. Parece que é um método usado há muito tempo em fisioterapia, para enrijecer os músculos

N - acho válido, se funcionar me avisa

T - não queima gordura, minha personal falou, apenas enrijece, então pra emagrecer não adianta

T - o Giovani é quem faz a propaganda, e ele me parece ser um cara sério

N - hahaha NO GIOVANI EU CONFIO

T - pô, não é um bom motivo? Pergunta pra sua avó

N - hahaha muito bom, adorei essa do Giovani hahaha

T- a sua avó não fala: mas a Regina Duarte usa todo dia sabonetes Lux Luxo!

N - minha avó só fala da Luciana Gimenez, Hebe, Adriane Galisteu e Eliana

T- então, se a Hebe diz que é uma gracinha, deve ser. Tipo, se a Hebe diz que a tintura de cabelo sei lá o quê é boa, ela deve ser, pois a Hebe tem 120 anos e nenhum cabelo branco! Então, se o abdômen do Giovani é tanquinho, eu acredito! Nada a ver como fato dele ser atleta

N - hahaha Cara, realmente estamos ficando velhas.

E não estamos??

BUM

Comentei com uma velha amiga, que faz 30 anos em menos de um mês, sobre este blog. Ela, depois de ler, me disse:

- Tá bom, agora escreve daquelas que nem eu, que está há 12 anos em uma relação, 5 anos de casada, tem filho, tem 8 anos de formada e de profissão, já fez até mestrado... nunca achou que ia chegar aos 30, a imaginação nunca chegou tãããão longe. Os 30 estavam muito distantes e de repente... ontem eu era adolescente, universitária e BUM --- pisquei os olhos e virei adulta, mãe, responsável.

E ás vezes é assim mesmo que a gente se sente, né? Como se um dia que não sabemos qual é a gente tivesse acordado e virado adulta.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rumos

É louco ver como as vidas ficam diferentes a partir dos 20 e muitos - mais perto dos 30 que dos 20.

Quando você tem cinco anos, assim como quase todas as pessoas com as quais você convive - tirando a tia da escola, seus pais, avós, tios e meninos mais velhos do prédio/escola/bairro que te batem ou zoam com você - a vida de todo mundo ao seu redor é igual: todo mundo está no pré, com o mesmo uniforme, com quase o mesmo tamanho, levando lancheira pra escola, dormindo à tarde. Há pequenas variações no número de fivelinhas, no corte de cabelo, no peso corporal e no conteúdo da lancheira. Alguns, secretamente, ainda tomam mamadeira em casa. As pessoas se dividem em "chatas" e "legais", sem matizes. E é só.

Quando você tem 10, 11 anos, assim como quase todas as pessoas com as quais você convive - tirando as professoras, os inspetores do colégio, seus ídolos de boy bands e os meninos do colegial* que você acha o máximo - a vida de quase todo mundo é igual: todo mundo está entrando na quinta série, começando a ver matérias novas, dormindo à tarde e tomando um lanchinho quando acorda, que geralmente consiste em um copo de Nescau e um sanduíche. Alguns fazem kumon, outros inglês, outros têm professora particular. E isso é tudo.

Na adolescência as diferenças começam a aumentar. No começo desta intensa época da vida - os pais que o digam -, as mais avançadinhas já beijaram e/ ou beijam. Quer dizer, acho que isso era na minha época, né. Hoje em dia elas engravidam. Mesmo assim, nesta fase todo mundo está no colégio, continua dormindo á tarde, têm paixões fortíssimas, em geral platônicas, e é bem desajeitado - tem um ou outro bonitinho que em geral embaranga quando cresce mais.

Chega a época da faculdade. Aquela alegria. Tá certo que cada um escolhe carreiras diferentes, mas todos os seus amigos estão mais ou menos na mesma: festas da faculdade, festas das faculdades dos amigos, e dos amigos dos amigos. Alguns só na pegação, outros engatam namoros sérios. Um ou outro continua com o namoro dos tempos do colégio, que em geral não sobrevive até a metade da facu. Alguns começam estágios, o que geralmente significa que não ganham porra nenhuma e trabalham para cacete. Estes dormem na aula e dão dó. Outros continuam dormindo à tarde, bebem muita - MUITA - cerveja e vão pra balada quase todo dia. Estes também dormem na aula, mas não dão dó, não.

A coisa começa a mudar de verdade depois da faculdade e se acentua quanto mais perto dos 30 a gente vai chegando. As coisas vão acontecendo. As pessoas vão tomando seus rumos, fazendo suas escolhas. Vão sendo moldadas pelo que vão sofrendo ou curtindo. Chegam aonde a vida foi levando ou aonde elas nadaram muito até chegar.

Os que se formaram na mesma coisa muitas vezes acabam indo trabalhar em coisas completamente diferentes. Ou diretamente mudam de área. Há os que ainda não se acharam, há os bem-sucedidos. Há os que vagueiam pelo mundo sem saber onde vão dormir no dia seguinte. Há os executivos de sucesso, tão jovens e já fodões. Há os pequenos empresários, há os grandes vagabundos.

Alguns se casam, outros já até se casaram e se separaram, e alguns até voltaram a se casar (juro que conheço gente sub-30 que já passou por isso). Alguns vão morar junto. Tiveram ou estão tendo filhos. As lindas solteiras. As horrorosas que nunca ficaram sem namorado. Os enrolados. Os que mudaram de time, resolveram ter novas experiências ou acreditam que o amor não têm gênero. Os que continuam na pegação.

Alguns perderam o pai, outros a mãe, outros têm os dois e mais os quatro avós vivinhos da silva. Todos passamos por momentos foda, perrengues, tragédias e afins, mesmo que em diferentes graus de dificuldade. Todos passamos por momentos maravilhosos também, sem dúvida. Viagens, sorrisos, transas, festas, bobagens e profundezas.

Uns estão bem mais bonitos. Outros definitivamente não. Alguns rapazes estão carecas, ou mais gordos, ou ambos. Mas há os projetos de George Clooney 2020, porque o tempo está fazendo bem a eles - e que continuem assim!

E a mulherada? A mesma coisa. Bom, careca eu não conheço nenhuma, mas algumas embarangam, coitadas. Tem as que se cuidam mais que antes, encontraram seu estilo, sabem se valorizar. As que já são mães ás vezes já têm aquela carinha de mãe, com aquelas roupas mais comportadinhas e práticas. Tem as que estão na caça e não saem sem o decotão, o salto e a maquiagem. Também não são poucas as que acham que ainda têm 15 anos e não tiram o tênis e o jeans de jeito nenhum.

Tanta, mas tanta coisa acontece enquanto a gente vai avançando em direção aos 30! E pensar em quanta coisa ainda temos pela frente...

* ok, agora mudou de nome, mas eu tenho 28 anos e pra mim é colegial e pronto.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Historinhas de mulheres de (quase) 30

Prometo que este blog não vai ser pra contar "causos" nem pra ficar dando lição de moral, mas é que as conversas com as amigas rendem boas reflexões que têm a ver com o tema deste humilde blog.

Velha amiga minha, prestes a completar 30 aninhos, bonita, esportista, elegante, inteligente, poliglota, viajada e... sozinha. O último namoro terminou há bastante tempo - o infeliz até filho com outra já teve - e desde então, só porrada. Sendo que ela está louca pra ter um macho pra chamar de seu, e não essas aventurinhas-chiclete, que são gostosinhas mas não enchem a barriga da gente.

Aí ontem ela estava reclamando e se culpando pelo último acordo feito com um rapaz no qual ele entrou com o pé e ela, com a bunda. Eu consolava mas também disse umas verdades, afinal amiga é pra essas coisas. Dá dó, mas é que neguinha também se enrola em cada uma, que vou te contar...

Ela conheceu o rapaz numa balada, acho. Ela adorou ele, mas ele tinha terminado um casamento há pouco tempo. Duas semanas pra ser mais exata. O que são duas semanas, meu Deus? Pra uma separação, o fim de um casamento, a morte de um projeto que duas pessoas que provavelmente se amavam muito fizeram supostamente pro resto da vida? Nada.

Mas ela se empolgou, começaram a sair, tudo lindo, o pobre coração e os grandes olhos negros dela se encheram de esperança.

Ele veio com aquela de "vamos com calma, não quero nada sério". Ela topou, foi levando. Foi se envolvendo. Viu que ele começou a se distanciar, ficou em cima e... se fodeu de verde e amarelo.

Ela tinha que ter pulado fora antes. No primeiro sinal vermelho: "terminei meu casamento há duas semanas." Ou no máximo no segundo: "não quero nada sério". Você tá procurando um namorado e o cara fala isso? FUJA! As chances de ele vir a ser seu namorado são mínimas.

Mulher é uma merda. O cara vem com o blá blá blá de nada sério, a gente vai levando, pensa "não tenho nada melhor pra fazer mesmo", mas muitas vezes acaba se envolvendo e tomando na cabeça. Se a intenção é curtir, se você não quer nada com nada, beleza. Você tá na mesma onda do cara, então curta, dê, faça o que quiser. Mas se o coraçãozinho tá mais pra música sertaneja que pra eletrônica, é bem provável que alguém que "não quer nada sério" te machuque mais cedo ou mais tarde.

O bom de ter quase 30 é que a gente já se ferrou tanto que acaba aprendendo. Bom, ou não, né...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

Esta é a segunda tentativa de começar este blog. Um post em fevereiro e olhe lá... não era isso o que eu estava pensando quando o criei. Pensei em posts bacaninhas sobre temas comuns entre a mulherada que está nesta fase estranha da vida que é a proximidade dos 30. Se bem que qual fase da vida não é estranha, né?

Então vamos lá.

Esta semana estava batendo um gostoso papo online com a minha grande amiga Laura, que há poucos meses voltou para a agridoce vida de solteira. Ela estava contando que tinha mandado uma mensagem no Facebook para um rapaz conhecido há anos, mas que só agora, alguns reencontros de turma depois, passou a interessar. E ele não respondeu.

Como mulheres que somos, nos pusemos a pensar nas razões pelas quais ele não tinha respondido. Vai ver não entra tanto no Facebook, vai ver não tinha visto a mensagem ainda. Como espertas e vividas que somos, logo paramos com essa bobagem e chegamos à conclusão de que ele não deve estar interessado. Porque homem, quando quer, vai atrás, como já disseram filmes (He´s Just Not That Into You, por exemplo), livros (que acho que tem o mesmo nome do filme, já que o filme foi baseado nele) e episódios de Sex And The City.

Aí Laura me contou uma historinha que eu repassei pra várias amigas que ainda aceitam desculpas como "ele não tinha tempo para estar com alguém", "ele não quer nada sério", "ele não ligou porque perdeu meu telefone", e outros blá-blá-blás. Eis o diálogo:

L- Uma amiga assessora de imprensa ficava com um mocinho.
N - Sei.
L - O mocinho gostava das drogas, e por uma cagada do destino foi preso portando drogas.
N - Que beleza.
L - Teve uma enchente perto da casa dela.
N - Gente, que beleza a vida dela.
L - A casa dela não foi atingida.
N- Ah, menos mal.
L - O mocinho ligou de dentro do presídio pra saber como ela estava.
L - Moral da história: quando há interesse, arruma um jeito de ligar até do presídio.

E não é verdade?

Acho que eu acrescentaria mais uma moral: não se envolver com gente metida nessas coisas. Vai saber com quem ele andava. E pode até ligar do presídio, mas pra andar nessas provavelmente não seria o candidato mais indicado para um relacionamento decente. Eu, hein...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Inaugurando

Eu ia esperar mais até conseguir alguém pra fazer um layout bacana pra mim. Queria pensar em algo para o meu perfil que não fosse pedante, humilde demais ou simplesmente bobo. Mas o tempo está passando e nada disso rolou, então vamos começar.

Fase estranha, esta minha. Minha só não, esta nossa, de todo mundo depois dos 25 anos e antes dos 30. Agora se diz que os 30 são os novos 20, porque tudo o que há algumas gerações acontecia na vida de alguém aos 20, agora é aos 30. Generalizando, né. Fora a expectativa de vida que continua crescendo, então as pessoas supostamente vivem mais e melhor (se não morrem antes de câncer, acidente ou bala perdida).

Pode até ser. Mas o fato é que estou achando muito estranho ter 28 anos. Estranho minha cara de mulher no espelho, com o olhar já meio vivido, os traços mais fortes, sem aquela redondez da adolescência. Ainda não me acostumei com o fato de pagar minhas próprias contas e de morar sozinha (com o pai em outro país e a mãe em outro mais longe ainda). E essas coisas são só exemplos dos tantos estranhamentos pelos quais passei ou estou passando.

Resolvi fazer este blog porque vi que não sou a única. Pelo que andei vendo, todo mundo nesta fase tem mais ou menos os mesmos questionamentos, as mesmas nóias e experiências em comum, por mais que tenha tomado rumos diferentes na vida. Então é disso que pretendo falar, desta épocazinha estranha (mas boa, vai) que é ter quase 30 anos. Segura, peão!