quarta-feira, 28 de setembro de 2011

As típicas do relacionamento

Bom, já que o "as típicas da solteirice" fez sucesso, vamos falar agora da outra cara da moeda: de quando a gente tem uma companhia masculina fixa, ou seja, quando temos um rolo/namorado/marido/tico-tico no fubá como diria o Silvio Santos. Como no outro post, vamos elencar (gostou?) dez das situações que passamos ao lado dos nossos garbosos pares:

- Ás vezes você fica olhando pra ele quando ele está dormindo ou distraído, e pensa: "nossa, como ele é lindo... olha que fofura... se bem que ele tem o nariz meio estranho, né? E os olhos meio separados demais... aaai, mas são olhinhos tão lindos... mas a cara dele é meio torta, né? Pensando bem ele é meio estranho... mas é tão bonitinho..." e assim vai.

- Pelos e cabelos: nossos belos e sedosos cabelos caem. Eles parecem ter uma preferência pelo ralo do banheiro ou pelos travesseiros e almofadas da casa. Nossos rapazes reclamam, esquecendo que o corpo deles costuma ser coberto de pelos que fazem questão de cair em tudo quanto é canto da casa, principalmente no sabonete. E os pelinhos de barba na pia? O horror, o horror.

- Você quer, ele não quer. Você não quer, ele quer. Quase sempre. E isso serve pra pedir uma pizza, pra sexo, pra ir no aniversário da Tia Tônia, pra ter um filho, pra pintar uma parede do apê de laranja...

- Você vai toda feliz mostrar pra ele o sapato lindo, colorido e diferentoso que comprou. Ele faz cara de nojinho e te olha como se você fosse um E.T, dizendo "eu acho estranho, mas se você gosta..." O mesmo acontece quando ele te mostra a TV LCD HD super surround sound mega DVx que ele comprou em 24 prestações e que tem 230 funções, das quais ele vai usar três (ligar, regular o volume e mudar de canal). "Eu acho estranho, mas se você gosta..."

- Você conta uma história que acabou de acontecer, ba-ba-do!, se esmera em contar os detalhes, as idas e voltas, os personagens e o surpreendente final. Fica matraqueando uns 37 minutos. Ele diz "ah, é? Poxa" e muda de assunto sem sequer fazer um comentário sobre a quentíssima que você acabou de contar.

- Ele sempre diz que você é exagerada, você sempre diz que ele é frio. Segundo o DataNadja, isso acontece em 87% dos casais heterossexuais das classes A, B e C nas principais capitais brasileiras. É ou nao é?

- Outro motivo de constantes conflitos: o cobertor. É comum um dos membros do casal acordar com frio e bravo porque o outro puxou demais o cobertor pro seu próprio lado. Isso costuma ter consequências bem complicadas: trocas de acusações, gritos, cara feia, ameaças (vou te botar pra dormir no sofá, hein!).

- Eles quase nunca acertam quando compram presente pra gente. Só se contam com ajuda, e ainda assim tem que ser ajuda boa, porque não é qualquer ajuda que ajuda (vixe!). Esperamos ganhar uma linda bolsa, ganhamos uma meio brega e baratex (escolhida pela sogra). Esperamos um jantar romântico, ele prefere pedir uma pizzinha porque está cansado. Já a gente repara se ele estava precisando de uma blusa nova, se comentou que queria comprar aquele DVD, então quase sempre a gente acerta. Injustiça.

- Somos seres humanos. Seres humanos suam, exalam, excretam. Líquidos, gases, ruídos, melecas em geral. Eu sou assim, a Beyoncé é assim, o seu namorado é assim. E às vezes, por mais que a gente tente manter o glamour na relação (sou super a favor), a gente perde o controle sobre o nosso corpinho e as escatologias e fisiologias fazem a gente passar vergonha. Mas nisso os casais são diferentes: enquanto algumas moças mandam o mancebo ir dar uma volta só pra elas fazerem seu cocozinho e ele não ver/ouvir/sentir nada, outras fazem concurso de arroto com o moço e dão risada se eles peidam e metem a cabeça delas debaixo do cobertor.

- Se tinha uma coisa que eu odiava quando não tinha namorado era ver casal se falando com vozinhas e apelidinhos babacas. "Tchutchito, pô favô, faz isso pa sua pitinininha". O horror, o horror.  Pois bem. Só que um belo dia o cupido bateu à minha porta e na flechinha que ele acertou em mim devia ter o veneno que faz os apaixonados falarem assim. Então adivinhem como eu falo com o meu rapaz? Não chega a ser uma voz de bebê dessas vomitáveis, mas é uma vozinha. E grande parte dos casais faz isso, né? Tem que ter pelo menos o bom senso de não falar coisas tipo "pitchuco, hoxe eu não quelo ir no supelmelcado" na frente de outras pessoas.

Ter um relacionamento é bacana, mas também rolam várias frustrações, conflitos e afins de diferentes intensidades. Às vezes é uma delícia, às vezes cansa e você pensa "ai, será?". Só que então você lembra das típicas da solteirice  e aí...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Da série "a gente sabe que está ficando velha quando..." - tá comendo direito, menino?

Agora no Facebook aparecem umas fotonas na nossa página inicial, né? Às vezes não precisa nem clicar nelas pra ver.

Aí hoje apareceu a foto de um amigo que foi morar do outro lado do mundo há alguns meses. Ele é um moço muito bom, gracinha de rapaz, e é uns 6 anos mais novo que eu.

Achei ele mais magro na foto, e então a minha linha de pensamento foi a seguinte: "nossa, parece que ele emagreceu... também, coitado, morando lá na casa do chapéu, sozinho, na balada, não deve estar comendo direito..."

Comecei a escrever um comentário na foto: "menino, você está comendo direito??" Por sorte eu pude me controlar a tempo e apaguei a frase. Quantos anos eu tenho pra perguntar isso pra um rapaz de 20 e poucos anos?? 65?? Sou amiga dele ou sou a Tia Cotinha?? Em vez de pensar se ele está gatinho ou feio, se eu pegava ou não pegava, me preocupo se o rapaz está comendo direito??

É... a gente sabe que está ficando velha quando tem vontade de perguntar "tá comendo direito, menino??" pros próprios amigos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Frase do dia

"Para um homem se dar bem com uma mulher, ele precisa aprender apenas quatro letras do alfabeto: O, B, D, C" (roubada do Facebook alheio)

sábado, 17 de setembro de 2011

Um momento raro de chatice extrema

Eu escrevi uma vez um post sobre a chatice das pessoas e como ela me fascina.  Digo e repito que todo mundo é chato. Uns mais, outros menos, alguns em graus extremos. E alguns como um ser que eu revi hoje depois de anos, que vai além de extremamente chato. Não há palavras para descrever a chatice dele. De 0 a 10, ele é um chato nota 1000000. Não olhei pra confirmar, mas acho que a definição de "chato" do Aurélio deve ter o nome dele lá. Se não, deve estar no verbete "babaca". Certeza.

Escrevo este post às 3 e pouco da manhã, ainda sob o impacto de um momento que presenciei graças à tal figura e que foi emocionante de tão raro, pois concentrou diversos indicadores de chatice e sem-noçãolidade em poucos minutos. Fiquei até sem palavras logo depois, e olha que pra me deixar assim é difícil. As últimas vezes que lembro de ter ficado sem palavras foi em 2008, quando presenciei o Felipe Massa perdendo o título da F-1 em Interlagos na última curva e fiquei uns 10 minutos olhando pra cara do meu amigo global sem conseguir dizer nada; e em 2009, ao realizar um dos meus sonhos visitando a Hagia Sophia em Istambul. Pra vocês verem como foi uma experiência intensa.

Então vamos aos fatos: a moça organiza uma reuniãozinha em seu diminuto apartamento, sexta-feira, lá pras dez da noite. Convida 3 amigos daqui, 4 de lá, dois de acolá. Os grupos interagem, bebem cerveja, comem quitutes, os que não se viam há tempos botam as fofocas em dia. Tudo corria bem até que a dona de casa anuncia: fulano tá vindo pra cá. Convidei porque ele me fez um favor e vai trazer cerveja.

Fulano é conhecido na comunidade pela chatice. É o mayor da Chatolândia. Um dos seres humanos mais chatos que já habitou este planeta na história da humanidade. Mas vai trazer cerveja.

Chega o mala sem alça, sem rodinha e com zíper quebrado (porque chamar ele de "mala" é pouco). Às duas da manhã, quando quase todos tinham ido embora e éramos apenas cinco. Com cerveja e mais dois amigos: um narigudo de chapéuzinho e outro com uma cara de fezza* e mais peito que eu, e olha que eu sou bem fornida.

O narigudo está com um violão e um amplificador.  Pergunta pra dona de casa se pode ligá-lo, e ela, desencanada que só, diz que sim. Eu acho que tenho um treco se nego que eu não conheço chega ao meu apartamento às duas da manhã com um violão e um amplificador. Um amplificador. Pra tocar em um ambiente de 6 m2 com meia dúzia de gato pingado. Um amplificador!!!

Os babacas  rapazes armam o show. O chatonildo faz cara de circunstância e diz, com voz impostada, que o do chapéu é um grande violonista, que ele aliás tinha acabado de roubá-lo de um show. "Só se for show no metrô, né?", pensamos. Nós continuamos conversando, eles pedem atenção. "É que faz tempo que não nos vemos, preferiríamos conversar", digo eu do alto da minha meiguice. Mas minha patada meu doce comentário é ignorado e eles começam a tocar. Tentamos continuar conversando.

Aí eles tocam Elba Ramalho, e considerando que estamos em outro país, o povo, saudoso, se empolgou um pouco. Depois tocaram "chooora/me liga/implooora..." de João Bosco e Vinicius, hit do verão por estas bandas. Viram que os presentes começaram a cantar junto e se empolgaram: o chato cantava aos gritos, o Tetinhas batia palma, o do violão começou a fazer macaquices pelo "palco" (relembrando, uma salinha) subindo no sofá, pulando, subindo no amplificador, pulando de novo, como se fosse uma estrela de rock num palco no Maracanã. Numa dessas, sem querer deu uma voadora no peito da dona da casa, que passava desavisada em busca de um copo de cerveja e só conseguiu dizer "ai, caralho!". Coitada.

Eu fui ao banheiro e, quando voltei, a tchurma tava querendo tirar foto. O do chapéu se pendurou no pescoço da minha amiga, moça séria e compromissada, que antes do flash fez malabarismos pra se livrar dos braços do infeliz. O Peitinhos parece que dizia "olha o passarinho" e tocava o seu respectivo passarinho, mas isso eu não vi, me contaram.

Era demais pra mim e pra minha amiga. Nem beber eu bebo pra poder aguentar essas figuras com leveza no coração. Antes de ir embora ainda pude ver o Samsonite fazendo air guitar e cantando cara-a-cara com o do chapéu, emocionados, como se estivessem no Madison Square Garden fazendo um dueto pra 30 mil pessoas. Minha gente, é batata: todo chato faz air guitar em momentos inoportunos. É até uma coisa meio Tostines: faz air guitar porque é chato ou é chato porque faz air guitar?

Meu Deus.

Quem chega no apê de uma pessoa com a qual não tem tanta intimidade assim, às duas da manhã, com dois panacas, e tenta fazer um Rock in Rio em uma salinha??? Tudo isso que contei aconteceu em, sei lá, meia hora. Por isso disse que foi um raro momento de concentração de chatice em poucos minutos. Não sei como terminou porque não pude suportar tamanha imbecilidade e fui embora. Quem faz isso, minha gente?? Acho que só alguém cuja foto deve aparecer se você procura "chato" no Google Images. Não tem outro jeito.

* fezza = palavra do dialeto siciliano que minha avó usa pra chamar alguém de fezza babaca

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

As típicas da solteirice

Atualmente eu tenho um macho pra chamar de meu, mas nem sempre foi assim. Aliás nunca tinha sido assim a não ser durante breves meses na adolescência. Acho que por isso me sinto mais à vontade pra falar de solteirice que de relacionamentos. Vendo blogs de solteiras, fiquei lembrando da minha longa e não tão longínqua solteiritude e pensei numas situações pelas quais as moçoilas desprovidas de companhia fixa masculina passaram, passam ou passarão na vida. Ô, dureza. Vamos a dez delas:

- Você tá louca pra ir pra guerra balada. A sua amiga, não. Você azucrina tanto a coitada que ela topa. Ela pega um gatinho e fica com ele a noite toda; você é obrigada a conversar com o amigo fedorento dele que só fala de redes sociais até conseguir dar um perdido no moço. Vai embora sozinha.

- Você foi convidada para o aniversário do seu amigo jogador de rugby. Fica empolgada, imaginando todo um cardápio de rapagões fortes e  parrudos à sua disposição. Metade deles vai à festa com as respectivas namoradas; a outra metade esta mais interessada em se entupir de cerveja, dar soquinhos uns nos outros e dançar "I Gotta Feeling" pulando abraçada com 13 marmanjos suados.

- Você olha. Ele olha. Você olha. Ele olha. Você sorri, ele se aproxima, chega bem pertinho. Ele está com um bafo insuportável de cigarro e cerveja e estômago vazio. Você disfarça a cara de nojo e logo diz que tem que ir procurar a Ana Paula, que disse que ia ao banheiro e não voltou mais, deve estar perdida, coitada.

- Casamento da sua prima. Você é a única solteira. A família inteira diz "e o namorado?", você diz que não tem, dizem "nossa, tão bonita, o que acontece?" Mas duvido que te escutariam se você sentasse e começasse a contar o que acontece. "Olha, sabe o que é, tio Astolfo? O último cara que eu saí, o Fernando, pulou fora porque disse que estava confuso e depois eu descobri que ele tinha namorada, aí..."  As pessoas te olham com cara de dó. A tia-avó mais saidinha diz "tá certa ela, ela é nova, tem mais é que aproveitar!" Já a tia Cileide te empurra pra ir pegar o buquê.

- Ele é uma graça. O papo foi ótimo; os beijos, uma delícia. Você acha que desse mato sai cachorro, fica contente. Ele não liga. Você manda mensagem, ele responde vagamente. E não liga. Você manda outra mensagem. Ele nem responde. E não liga. Nunca mais você ouve falar dele.

- Você, deitada na cama e olhando pro teto, tem a clara impressão, a nítida sensação e praticamente certeza de que nunca mais vai ter um namorado na vida. Se imagina velhinha, grisalha, com 17 gatos e uma estranha mania de acumular objetos. Ah, e solteira.

- Você capricha. Maquiagem belíssima, cabelos sedosos, unhas feitas, roupa sensual, salto alto. É hoje que eu tiro a barriga da miséria, você pensa ao se olhar no espelho antes de sair. Mas quem acaba chamando a atenção dos rapazes na noite é a sua amiga loira, bunduda e meio brega. O único que te lançou olhares gulosos foi o flanelinha de 17 anos, que pelo menos não cobrou nada pelo árduo trabalho de "cuidar" do seu carro.

- Ele não é bonito. Ele é chato. Você fica com ele. Ah, é que ele estava tão quentinho e cheiroso...

- Ele te adora. Como amiga. E come a sua amiga.

- Todo mundo diz que você deveria expandir seus horizontes pra aumentar as possibilidades de conhecer alguém com os mesmos interesses. Frequentar novos lugares, fazer cursos. É mesmo, né? Aí você resolve estudar alemão. Na sua turma tem duas meninas meio ripongas de uns 20 anos, uma senhora de 58 cujo filho foi morar na Alemanha e um executivo seríssimo de quase 50 anos, casado, três filhos. O professor é até bonitinho, mas você tem quase certeza de que é gay. Depois de dois semestres, você não conheceu ninguém e continua sem falar pirongas de alemão.

Pois é, minha gente, a solteirice não é doce e nem é mole, não. Quer dizer, eu acho que todas as fases da vida tem suas delícias e vantagens, mas é que na solteirice a gente passa por cada uma, né? Se bem que em um relacionamento também, mas isso fica pra um próximo post.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Desafio "Um ano sem comprar roupa" - reta final

E nisso já estamos em setembro, o que significa que falta apenas um mês, um mísero mesinho, pra terminar o meu ano sem comprar roupas. Ontem fez 11 meses. Acredita? Nem eu!

Pois é, estou há quase um ano sem comprar roupa e pasmem, não tive de sair pelada, não fiquei mal arrumada e nem fui mal vestida a nenhum evento social. O que comprova que se você, assim como eu, gosta de comprar roupas e costuma fazer isso com certa frequência, acredite: você tem roupa SIM. E não, você não precisa de nada novo. Você pode querer, mas não me venha com preciso.

Ah, mas é que tá na moda e eu queria comprar... sim, sim. A moda basicamente é o seguinte: primeiro dizem que calça justa é a coisa mais legal do mundo. Passa um tempo, dizem que não, que o bacana agora é calça larga. Aí dizem que o nude (o velho e bom bege) é tudo o que você pode desejar na sua vida, mas meses depois tá out, o negócio agora é color blocking, ou seja, blazer laranja com camisa verde com saia rosa. E assim vai, cada hora inventam uma coisa diferente (e de preferência oposta ao de antes) e a gente vai lá e compra o que dizem que a gente tem que comprar pra ser elegante e valorizada.

Claro que tem muito mais coisas envolvidas nisso de comprar. A gente gosta e não é fácil ficar sem esse prazerzinho. Eu mesma tinha dito que não ia comprar nada "de pôr no corpo" nos últimos 4 meses do desafio. Nada de sapatos, cremes, acessórios e etc. Mas aí eu fui pro Brasil e cismei que queria um esmalte lilás. Só que fui numa loja perigosíssima, com corredores e corredores cheios de esmaltes e afins. Resultado: comprei o lilás e mais uns cinco. É que é tao baratinho, né? E como onde passa boi, passa boiada, comprei uma bolsa e uma nécessaire na loja da frente. E desde entao comprei umas bobaginhas baratex, tipo brinquinho, grampos de cabelo, mas o mais importante, que eram roupas, NADA. Nadica.

Ultimamente as pessoas têm feito umas perguntas interessantes a respeito do desafio. Uma delas: "e quando terminar, você vai sair comprando roupa por aí?" Não, se não não teria sentido ter ficado um ano sem comprar, né? Pretendo fazer uma listinha de coisas que eu quero/preciso e vou tentar me ater a essa lista. Além disso, pretendo comprar principalmente em pontas de estoque, liquidações e afins, porque não tá valendo a pena aqui comprar do jeito "normal". Pretendo também fazer um "bazar da Nadja" com roupas e acessórios que não uso mais. Isso porque durante todo este ano eu dei roupas e afins pras amigas, pra caridade, pra empregada, e mesmo assim continuo com coisas sobrando.

Outra pergunta: "você não sente falta de comprar roupa?" Olha, a essa altura do campeonato, eu juro que não. Continuo fascinada pelo meu armário e tentando bolar novas combinações com o que já tenho. Não fiquei um ano sem roupa nova já que ganhei presentinhos da família (valeu, gente), que também nem foram tantos assim, acho que foram umas cinco peças. Talvez isso tenha tornado o desafio mais fácil de cumprir. Mas ir a uma loja pra dar uma olhada e sair de mãos vazias já é o normal pra mim, tanto que acho que vou estranhar muito quando comprar uma roupa nova. Estranho, né?

"Nao comprar roupa teve algum impacto econômico?" Olha, sinceramente eu não sei. Sou meio desligada e este ano tive que gastar com várias outras coisas, então acabei nem vendo o quanto isso teve efeito nas minhas contas.

"Nadja, como você consegue?" Boa pergunta, também não sei. No comeco é mais difícil, depois você se acostuma e, como eu disse antes, isso vira o normal. Queria muito, muito mesmo, aplicar estes mesmos princípios pra comida. Não algo radical como ficar um ano sem comer chocolate (pelamordedeus!) mas pensar essa diferença entre querer e precisar, comer o necessário e não por gula, ansiedade, tédio, enfim, coisas que fazem a gente comer (e comprar também). Complicado...

Então é isso, falta muito pouco pra terminar meu desafio de ficar um ano sem comprar roupas e eu tô conseguindo. Viva eu, viva tudo, viva o Chico barrigudo!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fina

Quase todo dia, quando ela estava retocando a maquiagem no banheiro da empresa, aquela moça entrava e olhava feio. Que boba, devia ser inveja. A moça era meio abrutalhada, sempre com umas roupas escuras, cabelo meio desgrenhado. Um horror! Era inveja, com certeza, inveja dela toda bem-cuidada, cheirando a Angel, maquiada, chapinha impecável no cabelo com mechas californianas, unhas sempre feitas, roupas que poderiam estar na vitrine de qualquer loja de marca (e ás vezes de fato estavam).

Apesar de se saber superior àquela pessoa desagradável, já que claramente se cuidava muito mais e é isso que uma mulher tem que fazer, ela se incomodava com esse encontro quase diário. Se sentia julgada, como se fosse pecado querer estar bonita. Pecado é usar essas calcas largas de moletom puído, isso sim! Ela não estava fazendo nada de mal indo se ajeitar no banheiro pelo menos seis vezes por dia. Não prejudicava ninguém e ela achava que não afetava o trabalho. Que mulherzinha desagradável aquela, com aquelas camisetas velhas.

Ela se incomodava com o suposto julgamento da outra mas tentava não dar bola. Vai fazer o quê, discutir com a sujismunda? Fazer barraco, justo ela, moca tão comportada? Arrancar aquele frufru velho e encardido puxando o cabelo da louca? Bem que ela poderia fazer isso, seria um favor pra moça chata. Mas não, ela só olhava de relance e continuava reaplicando o corretivo como se nada estivesse acontecendo.

Até que um dia foi o fim da picada. O fim!

Ela estava lá retocando o blush quando a sujinha entrou e fez aquela cara de bunda (bunda, porque ela não podia falar "cu", era feio). Entrou em um dos banheiros, fechou a porta, fez o que tinha que fazer e saiu. Parou do lado dela, de frente pro espelho do banheiro, para lavar as mãos. Enquanto fazia isso, PASMEM! Soltou um sonoro pum. Praticamente na cara dela! Ela ficou sem reação, só conseguiu olhar pra porca, a boca aberta de incredulidade.

A moca deu de ombros, olhou  pra ela e disse, bem debochada: "Pelo menos eu tô no lugar certo pra isso, né, amiga?" Virou as costas e saiu do banheiro.

Como pode uma mulher fazer isso?? Ela só fazia em casa, sozinha no banheiro e ainda assim ligava a torneira pro marido não ouvir nada. Porca!

Decidido: a partir de agora, ela só ia usar o banheiro do terceiro andar. Com cara de bunda ela podia lidar, mas com ruídos e odores corporais alheios era demais. Demais!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vinte e tchau

Colega de trabalho liga pra mim. Foi aniversário dele ontem.

- Ô, parabéns! Quantos aninhos?
- Vinte e tchau.

VINTE E TCHAU. Achei genial. Devia ter sido o nome do blog quando o criei. Mas agora já foi, mesmo porque estou chegando aos 31...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Frase do dia

Maridos são como fogo: extinguem-se se não forem atiçados. (Zsa Zsa Gabor, atriz americana)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dinheiro não é tudo e nem é 100%

Diz a sabedoria popular que dinheiro não traz felicidade. Dizem os espertinhos que dinheiro não traz felicidade, mas manda comprar. Dizia o Falcão que dinheiro não é tudo mas é 100%. Dizia o Tim Maia que não queria dinheiro, só queria amar. Eu fico mais com a voz do povo, mesmo.

Dinheiro pode trazer conforto, estabilidade e prazer, o que às vezes é confundido com felicidade. Mas ah, se pra ser feliz a gente só precisasse dessas coisas, tava bom, né? O buraco é mais embaixo, e beeeem mais embaixo. Dinheiro pode ajudar você a ter mais possibilidades e melhores condições de escolher o que é bom pra você, mas não garante nada por si só.

É fácil falar que dinheiro não traz felicidade sendo que nunca passei necessidade nessa vida. Imagino que deva ser difícil você estar estalando de felicidade com a barriga roncando e os filhos morrendo de desnutrição em um lugar fedorento e perigoso. Mas mesmo neste caso extremo, dinheiro ajudaria muito, muito mesmo, mas não garantiria muito mais que conforto material e seus derivados. O buraco sempre é mais embaixo.

Não vou entrar na discussão sobre o que é felicidade e como encontrá-la, mas pra resumir, é o seguinte: se você é infeliz, minha filha, vai ser infeliz num barraco em Heliópolis ou numa mansão em Beverly Hills. Se seu namorado for um bosta e fizer da sua vida um inferno, vai ser um bosta e fazer da sua vida um inferno vestido de Lojas Americanas e viajando num Fiat 147 em Santos ou vestido de Ermenegildo Zegna viajando num iate em Mikonos.

Você não vai ser mais feliz se ganhar mais, ou pelo menos não pelo simples fato de ganhar mais mas talvez sim por ter conquistado o que queria. Você não vai ser mais feliz se comprar uma Mercedes, vai apenas ter mais prazer e conforto ao dirigir, e mais status também, se isso importa pra você. Não vai ser mais feliz se comprar aquele sapato que estava paquerando há dias, vai apenas ter o prazer efêmero de cumprir um desejo.

Dinheiro ajuda em muita coisa na vida, mas não garante felicidade mesmo. Pra ninguém.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

100

Ontem o blog chegou aos 100 seguidores. EEEE!

Queria agradecer MUITO a todos vocês que seguem o blog. Escrever é o que mais gosto de fazer na vida e é muito gratificante saber que tem gente que gosta do que eu escrevo. Muito mesmo.

Se quiserem, podem curtir a página do blog no Facebook (aqui do lado) e seguir o twitter @seviraquase30, onde publico não so coisas minhas mas também dou dicas de posts de outros blogs, coloco piadinhas bobas, comentários, etc.

Voltem sempre  :-)

Beijos!

(eu ia assinar mas aí não seria um post, seria um e-mail, né?)