domingo, 31 de outubro de 2010

Frase do dia

"O amor é como o vinho: a uns reconforta e a outros, abate." (Stefan Zweig, escritor)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Máquina de Autismo

Cena mais do que comum atualmente: você está conversando alegremente com alguém. A pessoa tira um aparelhinho do bolso, começa a olhá-lo, a apertar botõezinhos e pronto, você perdeu seu interlocutor. Pode ser que haja um curto período em que ele divida a atenção entre você e a maquininha olhando pra você e pra baixo alternadamente, enquanto diz "arrã" conforme você vai falando. Mas não se iluda: você já o perdeu.

Outra: reunião. Diretores, gerentes, subordinados. Discussões, problemas, possíveis soluções. Mas 3 ou 4, independente do nível hierárquico, estão ali mas na verdade não estão. Estão com o aparelhinho. Respondendo ou vendo e-mails que poderiam ser respondidos ou vistos em outro momento. Fazendo várias coisas ao mesmo tempo mas não fazendo nenhuma direito.

Tudo culpa de blackberrys, Iphones e coisas do gênero. Quando usam alguns destes aparelhos, as pessoas entram em um mundo paralelo, só delas, sem relação com o mundo exterior. Quase como um autista. Por isso o título do post. Autismo instantâneo e momentâneo.

Não sou contra o uso desses aparelhos, óbvio. Em breve terei um. Mas tem um limite, né? Por que é melhor ver o facebook do que conversar com as pessoas que estão com você? Por que tudo é sempre tão urgente? E a educação, onde fica? Ou é bonito deixar alguém falando com cara de bobo enquanto você claramente está com a cabeça em outro lugar?

Esses dias uma amiga escreveu no facebook dela - ela não disse isso, e olha que ela trabalha perto de mim -
que a internet aproxima os que estão longe e afasta os que estão perto. Verdade.

Termino o post com um vídeo do Jerry Seinfeld falando desses malditos e benditos aparelhinhos. Disse tudo, o Seinfeld.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Os bregas também viajam - II

Falando com as amigas viajantes como a Carol, lembramos de mais coisas que são bregas nas viagens. É que a viagem tem fim, mas a breguice não, minha gente! E o povo sempre dá um jeito de exibir sua breguice pelo mundo. Então vamos lá:

 - Tirar foto ao lado de carrões - ah, já fiz isso na vida porque eu era apenas uma adolescente fanática por carros. Mas nego que tira foto do lado de um Ferrari que estava estacionada na rua e coloca a foto no orkut dizendo algo do tipo "meu carrinho rsrsrsrs"... é de doer. Tanto quanto...

- Usar os brindes dados pela agência de viagens - aquela malinha branca da CVC rodando na esteira de bagagens é uma imagem triste. Um grupo de pessoas das mais diversas idades de camiseta e boné laranja seguindo uma senhora segurando uma bandeirinha ou um guarda-chuva como se fosse uma tocha, também. Você compra um pacote, com sorte ganha algum brindezinho brega. Tá. Mas não precisa usá-lo, né? Assim como não precisa mais...

- Comprar moletom da Hard Rock - era legal até a metade da década de 90, quando a Stella Barros levava hordas de adolescentes pra Orlando e Miami. Ou você foi ou conhece alguém que foi e te trouxe. Você tinha, né? Eu sei. Ah, e tinha o do Planet Hollywood também.  Mas hoje em dia, quem compra -  e usa - isso? Os bregas, claro. Os mesmo que adoram...

- Posar pra foto com o monumento "na mão" - é aquele babaca que tira foto "segurando" a torre de Pisa ou com a torre Eiffel "na palma da mão", aproveitando-se dos efeitos ópticos que a distância entre os elementos causa. Pior é presenciar alguém posando pra uma foto dessa, enquanto o fotógrafo fica gritando "mais pra direeeeita! Pouquinho maaaais! Aí, aí!!! Ah não, outra! Vai". E o babaca tentando manter o sorriso. Mas o sorriso dele vai ser mais sincero quando ele...

- Se deslumbrar com o free shop - Brega adooora um free shop. Esses dias uma amiga minha tava contando que uma vez ouviu uma menina ao celular falando assim: "mãããeee, você não tá entendendo, tô numa loja no aeroporto chamada frichópi, cheeeeeia de perfume, bebida...". O free shop tem um aura mágica pro povo, principalmente pra mulherada. É olhar pra um e elas ficam praticamente hipnotizadas, saem correndo, ás vezes até deixam a mala lá rodando na esteira só pra encher o carrinho de sombra colorida da MAC e body splash de baunilha da Victoria Secret´s. Eu sei, você curte um free shop. Eu também. Mas quem não é (tão) brega já não entra em polvorosa cada vez que vai a um. E já não compra mais tanto body splash da Victoria Secret´s!

sábado, 23 de outubro de 2010

Os bregas também viajam

Antigamente viajar ao exterior era para poucos. Era coisa de janota, gente fina, artistas, empresários, escritores,  gente importante em geral - e importante naquela época era importante mesmo, nada de Paris Hilton ou ex-Big Brother. A pessoa que ia viajar era o orgulho da família, que fazia questão de divulgar que fulano tava indo "pro estrangeiro". Viajar era chique.

Hoje, com a popularização do transporte áereo, o real valorizado e outras facilidades, a coisa já não é bem assim. Pode comprar passagem pela internet ou até no supermercado, pegar pacote da CVC em 24 vezes sem juros, ficar em albergue ralé, pegar as milhas do tio mais rico, enfim, viajar ao exterior já não exige necessariamente ter muito dinheiro. O que é bom pra você, é bom pra todos e bom pra mim.

Mas isto faz com que os bregas também possam viajar. Ok, todo mundo tem direito de viajar independente de seus gostos, mas que é divertido observá-los em terras estrangeiras, ah, isso é. Então fiz uma pequena lista das coisas que os bregas fazem quando viajam, porque vocês sabem que adoro um post-lista de vez em quando. Vamos lá:

- Viajar de avião de salto (muito) alto - As brasileiras adoram um saltão. Puxa, que bonito. Mas é o seguinte: pra enfrentar 12 horas de viagem, por exemplo, os saltos escalafobéticos não são a melhor opção. Antes mesmo de todas essas horas você tem que andar pra dedéu pra fazer o check-in, passar pela imigração, achar o portão de embarque, pegar o ônibusinho pra chegar ao avião, subir as escadas para entrar nele. Ufa! Cansou só de ler, né? Imagina fazer tudo isso com sandálias meia-pata salto 15. Além disso, o pé incha no voo por causa da pressurização da cabine. Imagine o desconforto, aquelas tiras penetrando na pele, isso se você conseguir colocar o sapato de volta caso tenha tirado. Aposte no tênis ou na sapatilhinha que você não vai errar. Dê férias para os seus pés, como dizia o slogan do Rider. Então vamos pra próxima, outra de avião:

- Levar objetos estranhos no avião e não despachá-los - Já vi nega na fila do check-in com um travesseiro enorme e colorido na mão. E de saltão, mas isso eu já falei no item anterior. Existem travesseiros especialmente pra isso, sem contar os que as próprias companhias aéreas dão. Serve também para aquelas pessoas de mais de 15 anos de idade voltando de Miami com um urso de pelúcia gigantesco, que quase deveria pagar outra passagem pra poder viajar. Quando for viajar, menos é mais! Outra coisa terrível é:

Usar camisa do time ou do Brasil - Ok, somos brasileiros com muito orgulho e com muito amor, mas não precisa fazer essa propaganda toda. Tudo o que você vai conseguir é ouvir piadinhas sobre futebol e ter de aguentar algum gringo babaca falando "Pelé, Ronaldinho, Kaká...". Se for mulher, vão te cantar ou pedir pra você sambar. Pior que isso, só camiseta de time: nego tirando foto com a camisa do curíntia ou do parmera na frente da Torre Eiffel e ainda por cima apontando pro símbolo do time no peito... o horror, o horror. Falando em fotos, é péssimo...

- Posar em pontos turísticos com a bandeira do Brasil - Então, é que ir à Disney não é a mesma coisa que chegar ao topo do Everest ou pisar na Lua, né? Muitos outros brasileiros já estiveram lá antes de você e até mesmo no mesmo momento que você. As pessoas que vão ver a sua foto sabem que você é brasileiro. Então pra quê? De novo, precisa fazer tanta propaganda? Também há os que posam com a bandeira do time, o que é igualmente brega. E falando em foto, é o fim da picada...

- Tirar foto naqueles painéis pintados e com espaço pra cara - Esse negócio é tão brega que nem nome tem. Em geral as pinturas são de pessoas em trajes supostamente típicos do lugar, como bailarinos de tango em Buenos Aires. Aí os babacas vão lá, botam a cara de turista sorridente no buraco e tiram a foto achando o maior barato. Até pus uma fotinho abaixo para ilustrar:




Incluiria neste item tirar foto com gente que fica em pontos turísticos especialmente pra isso como homens vestidos de romanos no Coliseu ou neguinho que se pinta todo de cinza ou dourado e finge que é uma estátua, ás vezes se mexendo bruscamente pra assustar turistas desavisados. Vergonha. Outra coisa breguérrima é...

- Falar português devagarinho com estrangeiros - Pode até funcionar em países vizinhos que falam espanhol. Ainda assim, com limites. Se você falar "eu aa-choo iraaado, maaa-no, é nóóó-is na fita eee os boooy no D-V-Deee" pra um colombiano, ele não vai entender. Essa mania que brasileiro tem de falar português devagarinho quando está em outro país é ridícula. Faz gesto, desenha, ou paga uma porra de um cursinho de inglês básico antes de ficar saracoteando pelo mundo. Mas português devagar é pooor-tuuu-guêêêss doo meees-mo jeeeei-too, en-teeen-deeeu? E não é tanta gente assim no mundo que fala o idioma de Camões. E falando em falar, muitos brasileiros têm o péssimo costume de...

- Gritar pra falar com o companheiro de viagem - Nunca vi ninguém gritando em alemão pra chamar a mãe que tá lá do outro lado. Nem falando merda bem alto em hindi. A brasileirada é que tem mania de gritar. "Ô CLEIDÊÊÊÊ, VAMULÁ QUE A GUIA TÁ CHAMANU NÓIS!" é um exemplo. "VALDIREEENE, FICA AÍ QUE EU VOU LÁ COMPRAR O PRESENTINHO PU CARRRRLOS!" é outro. "NOSSA, MAS ESSA MONALISA NÃO TEM NADA DEMAIS, NÉ, ADALBERTO?" Foda. Dá vergonha de ser brasileiro até. Tanta vergonha quanto comprar...

- Souvenires - Eu compro, tu compras, ele compra. Pode ser algo pequeno, como um chaveirinho, mas a gente compra, não tem jeito. Há uns mais bregas que outros, mas no geral souvenir é um negócio cafona. Ou você já viu decorador dizendo "olha, essa sala tá óóótima, falta só uma estátua da liberdade que fica mudando de cor na estante!". Ou você já viu em revista de decoração uma suíte chiquérrima com um globo de vidro escrito Bariloche dentro, desses que você chacoalha e caem floquinhos como se fosse neve? Ou você já viu alguma modelo em um desfile da Dior usando uma camiseta escrito "my boyfriend went to London and all I got was this lousy t-shirt"? Essa, além de brega, já é muito batida, tem em qualquer cidade turística e nos mais diferentes idiomas. Fora que hoje em dia é tudo Made in China, então de local o souvenir tem é pouco. E por falar em local, é ridículo...

Não saber onde está - é ok se você tem mais de 70 anos e já está meio coroca. Mas se você for viajar, informe-se antes, leia na internet sobre as atrações do lugar, clima, situação, compre um guia ou um mapinha pelo menos. Por exemplo, uma vez em Londres uma mulher veio falar com a gente: "oi, vocês são brasileiros também? Escuta, o que é aquele prédio lá?" Era o parlamento com o Big Ben. "Aaaah, esse é o Big Ben?". Cacete!  Quer coisa mais famosa e óbvia que o Big Ben? Ainda mais pra alguém que está em Londres? Me poupe. Outra coisa relacionada isso é levar roupas erradas pro clima: já vi muita nega chegando no inverno em Buenos Aires de shortinho, regata decotada e sandalinha. Imagino a cara delas quando, antes de pousar, o piloto diz: "temperatura em Buenos Aires, quatro graus". Se liga, minha gente!! Esse povo merece até palmas, tantas como gente que adora...

- Aplaudir quando o avião pousa - Meu Deus. Acho umas das coisas mais bregas da face da Terra. Sabe, andar de avião pode ser raro pra você, e que o avião pouse pode parecer um milagre - ou pelo menos um alívio. Mas é normal, é habitual, é o esperado. O piloto já fez isso milhares de vezes, talvez várias só naquele dia. Ele não fez mais que a obrigação. Ou você aplaude quando o garçom traz a sua comida? Quando o cabeleireiro corta seu cabelo? Então por que aplaudir isso?? Não entendo.

Com certeza você, leitor (a), já fez pelo menos alguma coisa da lista. Admita! Não dê uma de gostoso. A gente é brega mas é feliz, né? Aliás, quem sou eu pra falar alguma coisa? Eu que sou a brega da foto!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Passa rápido...

Hoje vi este vídeo em uma palestra que não tinha nada a ver com o que vou falar, mas é que gostei do vídeo.

Me fez pensar que a vida passa praticamente assim...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Truquezinho

Hoje meu pai, de 62 anos, disse a uma intrometida vendedora que tinha mais ou menos a mesma idade dele que ele tinha 72. Ela ficou impressionada, disse que ele estava muito bonito para 72 anos. E ele botando banca, dizendo "é, sabe como é... eu corro, piloto karts..." 

O melhor foi a frase que ele usou depois ao me contar o sucedido: "pras tigrinha, eu falo que tenho 55. Pras véia eu falo que tenho 72, assim elas acham que eu tô inteiro". Papai é um pândego, não é mesmo?

Mas fiquei pensando que o mesmo princípio pode se aplicar a nós, mulheres de (quase) 30. Acho que vou começar a divulgar que tenho 39, só pra ver a cara de espanto do povo dizendo "nuuooossa, mas você está óóóóótiiimaa!", ou "geeeente, mas que pele in-crí-vel! Botox? Ácido hialurônico? Natura Chronos?". E eu sorriria triunfante, dizendo "naaada, mal lavo o rosto... é genética meeeesmo!" 

Não é um a boa?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Das férias

Viajar nas férias é coisa divina. É apertar o "pause" da vida e ir pra outra dimensão, na qual casa e trabalho e picuinhas estão há anos-luz de distância, mesmo que estejam só a umas centenas de quilômetros. Quando você voltar aperta o play de novo e pronto. Se a vaca foi pro brejo, depois nóis desatola ela, como dizia aquela antiga propaganda de Maracujina.

Se é esse tipo de viagem em que se passeia muito, o corpo cansa mas a cabeça descansa, o que é ótimo. Lugares novos, palavras novas, dificuldades novas. Passear, relaxar, tirar foto, fazer compras, comer como se não houvesse amanhã. Você até lembra da sua vidinha normal de vez em quando mas pensa nela como se fosse a de uma outra pessoa. Talvez aquela que ficou lá enquanto você mesmo foi viajar.

Mas nem tudo são flores. Como sempre. O grande problema das férias é que elas acabam. Abruptamente. Quer dizer, nem tão abruptamente assim porque você sabe que elas acabam e quando. Você falou com seu chefe, você avisou a empregada, você comprou passagem. Mas é sempre um sustinho, porque estava tudo tão bem, né? Passear, relaxar, tirar foto, fazer compras, comer como se não houvesse amanhã. Mas casa e trabalho e picuinhas ainda estão lá, naquela outra dimensão, te esperando. Longínquas, mas firmes e fortes. Não tem jeito.

E então acontece a volta das férias. A gente se sente como deve se sentir um bebê que acabou de nascer. Meio assustado, deslocado, incomodado. Inclusive, quando entro no avião pra voltar, tenho vontade de chorar como um. Mas realmente não tem jeito.

Você finalmente chega em casa. Essa parte até que é boa. Só que aí você volta a trabalhar. Essa parte é a que dói. Esqueceu senhas, não lembra de cabeça o que deixou pendente, sofre por causa do jetlag, tem que se atualizar sobre o que está rolando mesmo que não esteja afim. Fica pensando que dois dias atrás estava numa praia paradisíaca, ou passeando pelos alpes suíços, ou fazendo compras em NY, ou simplesmente descansando em um cenário mais ajeitado ao que está acostumado e agora está lá, fechado num escritório ou de olho no blackberry. Bem-vindo de volta!

Dureza, minha gente. Dureza.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Frase do dia

Aos 20 anos a mulher é instável como a Ásia. Aos 30 é ardente como a África. Aos 40 é pragmática como a América. Aos 50 está fora do circuito, como a Austrália. Aos 60 ela se debruça sobre o seu passado e lamenta não ter aproveitado a vida, como a Europa. (Clément Vauteil)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Olha, não sei

Aos quase 30, a gente já sabe bem quais são as coisas que definitivamente não sabemos fazer. Bom, não sei se "definitivamente", já que algumas até podemos aprender ainda; para outras já é tarde demais, não tem muito jeito. Como de vez em quando eu adoro um post com listinha, aqui vai uma listinha de coisas que eu realmente não sei fazer:
- Tocar algum instrumento - Nunca me interessei muito. Nunca tive nem uma aula sequer. Mas acho lindo quem toca.

- Virar estrela - uma grande frustração da infância. Via as meninas virando estrela com a maior facilidade e eu, nada. O máximo que posso fazer é plantar bananeira e dar cambalhota. Na piscina, claro, porque fora d´água eu já faço muito em me manter em pé.

- Ser simpática com quem eu não suporto - tem gente que consegue. Eu não. Não chego a ser má ou mal-educada, mas sei que sou antipática com as poucas pessoas de quem eu não gosto nem um pouco. Vai ver isso é sinceridade, né?

- Processar números - não nasci com o chip pra processar números. Me ensina chinês mas não tente me ensinar contabilidade. Sempre foi assim: minhas notas no colégio eram tipo "Inglês: 9,5; Português: 9; História: 8,5; Física: 3,75; Matemática: 4,5". Não adianta.

- Dobrar lençol com elástico - admiro quem consegue. Já tentei e não consigo de jeito nenhum. Sempre que preciso fazer isso acabo dobrando de qualquer jeito e jogando no armário pra esquecer que aquilo existe.

- Jogar baralho - quando eu era criança jogava Cacheta mas nem lembro direito como era. Tinha também aquele jogo que chamava Porco ou Burro, que tinha que ir passando as cartas e... não lembro. Pois é, não sei jogar baralho. Truco? Não tenho idéia. Buraco? Desconheço. Não sei o que vou fazer com as amigas quando ficar velhinha.

- Falar todas as línguas que eu gostaria de falar - eu sempre dizia que ia chegar aos 30 anos falando inglês, francês, alemão, italiano e espanhol. Mas os 30 já estão batendo na porta e eu não atingi o objetivo. Inglês, espanhol e italiano estão todos OK, só o italiano um pouquinho enferrujado por falta de uso. Alemão básico, apesar dos anos de estudo. E francês bem pouquinho, dá pra não morrer de fome (porque sei pedir um sanduíche de jambon avec fromage). Até que não tá tão mal assim, né?

Se bem, que no fundo, é como disse o filósofo: só sei que nada sei!

domingo, 10 de outubro de 2010

Frase do dia

Entre os 25 e os 35 anos, você é muito jovem para fazer alguma coisa direito. Depois dos 35, já é muito velho. (Fritz Kreisler, músico)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Frase do dia

Toda mulher deve amar um ou dois cretinos para dar valor a um bom sujeito que encontrar. (Marjorie Kinnan Rawlings, escritora)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Falta pouco. Muito pouco.

Eles estão chegando. Já mandaram os primeiros fios de cabelo branco como um sinal. Já causaram umas quase-rugas nos olhos, só pra te deixar esperta. Falta pouco. Muito pouco. O tempo passa. Rápido. Impiedoso. Um dia, uma dia que está chegando, você vai acordar, receber os parabéns, se olhar no espelho e pensar: 30 ANOS!

Ah é, já escrevi isso lá em cima, né? Então. É que hoje tudo isso faz ainda mais sentido: daqui um mês faço 30 anos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Frase do dia

A tragédia do casamento é que, enquanto todas as mulheres se casam pensando que seu homem irá mudar, todos os homens se casam pensando que sua mulher nunca mudará. Ambos invariavelmente se desapontam. (Len Deighton, escritor)

domingo, 3 de outubro de 2010

Frase do dia

A primeira metade de nossas vidas é arruinada por nossos pais e a segunda, por nossos filhos. (Clarence Darrow, advogado)

sábado, 2 de outubro de 2010

Banheiro público

Nada mais natural que necessidades fisiológicas. Me refiro às excretoras, os famigerados xixi e cocô. Você faz, eu faço, a Gisele Bündchen, o Barack Obama, todo mundo faz.  Mas o que mais me incomoda nesta história na verdade são os banheiros públicos.

“Público” que eu digo é qualquer um que não seja o da sua casa ou de qualquer outra casa. Não precisa ser os beeeem públicos, tipo de rodoviária ou de shopping. Pode ser o do local de trabalho, também, que não é qualquer um que vai, mas mesmo assim é bastante frequentado.

Eu acho muito estranho todo o conceito de banheiros públicos. Obviamente são necessários, essenciais, afinal o ser humano caga e mija. É nojento, mas como disse antes, nada mais natural que fazer sissi e totô.

Claro que eu uso essas casas de banho, como diriam em Portugal. Afinal sou um ser humano, embora ás vezes não pareça. Mas acho chato. É desagradável você ouvir o “ssssssshhhhhh” que faz o xixi alheio ao seu lado. Quer dizer, geralmente é “ssssshhh”, mas ás vezes há barulhos estranhos que você não sabe a origem – ou preferiria não saber. Quer algo mais constrangedor do que aquele peidinho que sai sem querer enquanto a pessoa está lá fazendo xixi???? Geralmente é bem fraquinho, quase imperceptível, mas é audível. É quase um sopro, mas dá pra perceber que não saiu pela boca. Muito constrangedor.


Há inumeráveis fontes de constrangimento em banheiros públicos. Alguns você vive só você com você mesma: quando acabou o papel e você não viu, quando comeu algo que não caiu bem e faz aquele estrago, quando encontra um pentelho na tampa da privada...

Mas na verdade eu acho tudo chato. Desde você entrar, e saber o motivo de aquelas pessoas estarem lá e elas saberem por que você também está, até ver as calças e calcinhas arriadas por baixo da porta (por que as portas nunca chegam até o chão????).

Banheiros de discoteca geralmente são os piores. Conforme a noite avança, o banheiro piora. No começo está até razoavelmente limpo. Depois os papéis transbordam dos cestos de lixo, a descarga não funciona, sempre há OVNIS dentro da privada, vômitos, o horror, o horror. Fora o monte de menina suada se amontoando para se olhar no espelho, as bêbadas caídas...

Nuuuuooossaa, já ia me esquecendo!! Banheiros químicos!!!!! Não há nada pior no universo que banheiros químicos! Quando estou em um lugar onde só há esses banheiros, eu não vou. Posso ter de fazer transplante de rim por segurar tanto a vontade, mas não vou. O cheiro é algo absurdo, indescritível. Há melecas não-identificáveis – ou lamentavelmente bastante identificáveis – por todos os lados. Não dá pra fazer de pé, nem sonhar em forrar a tampa com papel (quando há tampa e quando há papel), nem lavar a mão, nada. Eu não sei o que as pessoas fazem nesses banheiros que eles ficam nesse estado. Parece que ninguém faz as coisas normalmente. Não entendo como podem espalhar xixi por todos os lados, ou até coisa pior. Dá a impressão de que a pessoa mijou dando passinhos em círculos lá dentro, ou que cagou pendurada do teto. Simplesmente bizarro.

Pior que não tem alternativa alguma pra evitar banheiros, né?