segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Da série "A gente sabe que está ficando velha quando..."

Este promete ser o primeiro de uma série de posts de "a gente sabe que está ficando velha quando...", já que coisas que fazem a gente se dar conta de que já não é mais nenhuma criança acontecem o tempo todo a essa altura das nossas vidinhas.

Uma dessas coisas está refletida numa conversa que tive com a minha amiga do post anterior pelo MSN. Aliás, tô vendo que as conversas com as amigas vão render assunto e material para este blog, afinal todas estamos passando mais ou menos pela mesma crise. Então, no caso desta minha amiga, ela está prestes a fazer uma compra pelo mesmo motivo que a sua avó que vê TV o dia inteiro faria, o que pra mim é um sinal inequívoco de que a velhice (pra não dizer a decrepitude, haha) está chegando.

Confira:

T - vou comprar aquele negócio que dá choquinhos na barriga pra malhar o abdômen!

N - hahaha será que funciona??

T - pô, é aprovado pelo Ministério da Saúde e no Inmetro. Parece que é um método usado há muito tempo em fisioterapia, para enrijecer os músculos

N - acho válido, se funcionar me avisa

T - não queima gordura, minha personal falou, apenas enrijece, então pra emagrecer não adianta

T - o Giovani é quem faz a propaganda, e ele me parece ser um cara sério

N - hahaha NO GIOVANI EU CONFIO

T - pô, não é um bom motivo? Pergunta pra sua avó

N - hahaha muito bom, adorei essa do Giovani hahaha

T- a sua avó não fala: mas a Regina Duarte usa todo dia sabonetes Lux Luxo!

N - minha avó só fala da Luciana Gimenez, Hebe, Adriane Galisteu e Eliana

T- então, se a Hebe diz que é uma gracinha, deve ser. Tipo, se a Hebe diz que a tintura de cabelo sei lá o quê é boa, ela deve ser, pois a Hebe tem 120 anos e nenhum cabelo branco! Então, se o abdômen do Giovani é tanquinho, eu acredito! Nada a ver como fato dele ser atleta

N - hahaha Cara, realmente estamos ficando velhas.

E não estamos??

BUM

Comentei com uma velha amiga, que faz 30 anos em menos de um mês, sobre este blog. Ela, depois de ler, me disse:

- Tá bom, agora escreve daquelas que nem eu, que está há 12 anos em uma relação, 5 anos de casada, tem filho, tem 8 anos de formada e de profissão, já fez até mestrado... nunca achou que ia chegar aos 30, a imaginação nunca chegou tãããão longe. Os 30 estavam muito distantes e de repente... ontem eu era adolescente, universitária e BUM --- pisquei os olhos e virei adulta, mãe, responsável.

E ás vezes é assim mesmo que a gente se sente, né? Como se um dia que não sabemos qual é a gente tivesse acordado e virado adulta.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rumos

É louco ver como as vidas ficam diferentes a partir dos 20 e muitos - mais perto dos 30 que dos 20.

Quando você tem cinco anos, assim como quase todas as pessoas com as quais você convive - tirando a tia da escola, seus pais, avós, tios e meninos mais velhos do prédio/escola/bairro que te batem ou zoam com você - a vida de todo mundo ao seu redor é igual: todo mundo está no pré, com o mesmo uniforme, com quase o mesmo tamanho, levando lancheira pra escola, dormindo à tarde. Há pequenas variações no número de fivelinhas, no corte de cabelo, no peso corporal e no conteúdo da lancheira. Alguns, secretamente, ainda tomam mamadeira em casa. As pessoas se dividem em "chatas" e "legais", sem matizes. E é só.

Quando você tem 10, 11 anos, assim como quase todas as pessoas com as quais você convive - tirando as professoras, os inspetores do colégio, seus ídolos de boy bands e os meninos do colegial* que você acha o máximo - a vida de quase todo mundo é igual: todo mundo está entrando na quinta série, começando a ver matérias novas, dormindo à tarde e tomando um lanchinho quando acorda, que geralmente consiste em um copo de Nescau e um sanduíche. Alguns fazem kumon, outros inglês, outros têm professora particular. E isso é tudo.

Na adolescência as diferenças começam a aumentar. No começo desta intensa época da vida - os pais que o digam -, as mais avançadinhas já beijaram e/ ou beijam. Quer dizer, acho que isso era na minha época, né. Hoje em dia elas engravidam. Mesmo assim, nesta fase todo mundo está no colégio, continua dormindo á tarde, têm paixões fortíssimas, em geral platônicas, e é bem desajeitado - tem um ou outro bonitinho que em geral embaranga quando cresce mais.

Chega a época da faculdade. Aquela alegria. Tá certo que cada um escolhe carreiras diferentes, mas todos os seus amigos estão mais ou menos na mesma: festas da faculdade, festas das faculdades dos amigos, e dos amigos dos amigos. Alguns só na pegação, outros engatam namoros sérios. Um ou outro continua com o namoro dos tempos do colégio, que em geral não sobrevive até a metade da facu. Alguns começam estágios, o que geralmente significa que não ganham porra nenhuma e trabalham para cacete. Estes dormem na aula e dão dó. Outros continuam dormindo à tarde, bebem muita - MUITA - cerveja e vão pra balada quase todo dia. Estes também dormem na aula, mas não dão dó, não.

A coisa começa a mudar de verdade depois da faculdade e se acentua quanto mais perto dos 30 a gente vai chegando. As coisas vão acontecendo. As pessoas vão tomando seus rumos, fazendo suas escolhas. Vão sendo moldadas pelo que vão sofrendo ou curtindo. Chegam aonde a vida foi levando ou aonde elas nadaram muito até chegar.

Os que se formaram na mesma coisa muitas vezes acabam indo trabalhar em coisas completamente diferentes. Ou diretamente mudam de área. Há os que ainda não se acharam, há os bem-sucedidos. Há os que vagueiam pelo mundo sem saber onde vão dormir no dia seguinte. Há os executivos de sucesso, tão jovens e já fodões. Há os pequenos empresários, há os grandes vagabundos.

Alguns se casam, outros já até se casaram e se separaram, e alguns até voltaram a se casar (juro que conheço gente sub-30 que já passou por isso). Alguns vão morar junto. Tiveram ou estão tendo filhos. As lindas solteiras. As horrorosas que nunca ficaram sem namorado. Os enrolados. Os que mudaram de time, resolveram ter novas experiências ou acreditam que o amor não têm gênero. Os que continuam na pegação.

Alguns perderam o pai, outros a mãe, outros têm os dois e mais os quatro avós vivinhos da silva. Todos passamos por momentos foda, perrengues, tragédias e afins, mesmo que em diferentes graus de dificuldade. Todos passamos por momentos maravilhosos também, sem dúvida. Viagens, sorrisos, transas, festas, bobagens e profundezas.

Uns estão bem mais bonitos. Outros definitivamente não. Alguns rapazes estão carecas, ou mais gordos, ou ambos. Mas há os projetos de George Clooney 2020, porque o tempo está fazendo bem a eles - e que continuem assim!

E a mulherada? A mesma coisa. Bom, careca eu não conheço nenhuma, mas algumas embarangam, coitadas. Tem as que se cuidam mais que antes, encontraram seu estilo, sabem se valorizar. As que já são mães ás vezes já têm aquela carinha de mãe, com aquelas roupas mais comportadinhas e práticas. Tem as que estão na caça e não saem sem o decotão, o salto e a maquiagem. Também não são poucas as que acham que ainda têm 15 anos e não tiram o tênis e o jeans de jeito nenhum.

Tanta, mas tanta coisa acontece enquanto a gente vai avançando em direção aos 30! E pensar em quanta coisa ainda temos pela frente...

* ok, agora mudou de nome, mas eu tenho 28 anos e pra mim é colegial e pronto.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Historinhas de mulheres de (quase) 30

Prometo que este blog não vai ser pra contar "causos" nem pra ficar dando lição de moral, mas é que as conversas com as amigas rendem boas reflexões que têm a ver com o tema deste humilde blog.

Velha amiga minha, prestes a completar 30 aninhos, bonita, esportista, elegante, inteligente, poliglota, viajada e... sozinha. O último namoro terminou há bastante tempo - o infeliz até filho com outra já teve - e desde então, só porrada. Sendo que ela está louca pra ter um macho pra chamar de seu, e não essas aventurinhas-chiclete, que são gostosinhas mas não enchem a barriga da gente.

Aí ontem ela estava reclamando e se culpando pelo último acordo feito com um rapaz no qual ele entrou com o pé e ela, com a bunda. Eu consolava mas também disse umas verdades, afinal amiga é pra essas coisas. Dá dó, mas é que neguinha também se enrola em cada uma, que vou te contar...

Ela conheceu o rapaz numa balada, acho. Ela adorou ele, mas ele tinha terminado um casamento há pouco tempo. Duas semanas pra ser mais exata. O que são duas semanas, meu Deus? Pra uma separação, o fim de um casamento, a morte de um projeto que duas pessoas que provavelmente se amavam muito fizeram supostamente pro resto da vida? Nada.

Mas ela se empolgou, começaram a sair, tudo lindo, o pobre coração e os grandes olhos negros dela se encheram de esperança.

Ele veio com aquela de "vamos com calma, não quero nada sério". Ela topou, foi levando. Foi se envolvendo. Viu que ele começou a se distanciar, ficou em cima e... se fodeu de verde e amarelo.

Ela tinha que ter pulado fora antes. No primeiro sinal vermelho: "terminei meu casamento há duas semanas." Ou no máximo no segundo: "não quero nada sério". Você tá procurando um namorado e o cara fala isso? FUJA! As chances de ele vir a ser seu namorado são mínimas.

Mulher é uma merda. O cara vem com o blá blá blá de nada sério, a gente vai levando, pensa "não tenho nada melhor pra fazer mesmo", mas muitas vezes acaba se envolvendo e tomando na cabeça. Se a intenção é curtir, se você não quer nada com nada, beleza. Você tá na mesma onda do cara, então curta, dê, faça o que quiser. Mas se o coraçãozinho tá mais pra música sertaneja que pra eletrônica, é bem provável que alguém que "não quer nada sério" te machuque mais cedo ou mais tarde.

O bom de ter quase 30 é que a gente já se ferrou tanto que acaba aprendendo. Bom, ou não, né...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

Esta é a segunda tentativa de começar este blog. Um post em fevereiro e olhe lá... não era isso o que eu estava pensando quando o criei. Pensei em posts bacaninhas sobre temas comuns entre a mulherada que está nesta fase estranha da vida que é a proximidade dos 30. Se bem que qual fase da vida não é estranha, né?

Então vamos lá.

Esta semana estava batendo um gostoso papo online com a minha grande amiga Laura, que há poucos meses voltou para a agridoce vida de solteira. Ela estava contando que tinha mandado uma mensagem no Facebook para um rapaz conhecido há anos, mas que só agora, alguns reencontros de turma depois, passou a interessar. E ele não respondeu.

Como mulheres que somos, nos pusemos a pensar nas razões pelas quais ele não tinha respondido. Vai ver não entra tanto no Facebook, vai ver não tinha visto a mensagem ainda. Como espertas e vividas que somos, logo paramos com essa bobagem e chegamos à conclusão de que ele não deve estar interessado. Porque homem, quando quer, vai atrás, como já disseram filmes (He´s Just Not That Into You, por exemplo), livros (que acho que tem o mesmo nome do filme, já que o filme foi baseado nele) e episódios de Sex And The City.

Aí Laura me contou uma historinha que eu repassei pra várias amigas que ainda aceitam desculpas como "ele não tinha tempo para estar com alguém", "ele não quer nada sério", "ele não ligou porque perdeu meu telefone", e outros blá-blá-blás. Eis o diálogo:

L- Uma amiga assessora de imprensa ficava com um mocinho.
N - Sei.
L - O mocinho gostava das drogas, e por uma cagada do destino foi preso portando drogas.
N - Que beleza.
L - Teve uma enchente perto da casa dela.
N - Gente, que beleza a vida dela.
L - A casa dela não foi atingida.
N- Ah, menos mal.
L - O mocinho ligou de dentro do presídio pra saber como ela estava.
L - Moral da história: quando há interesse, arruma um jeito de ligar até do presídio.

E não é verdade?

Acho que eu acrescentaria mais uma moral: não se envolver com gente metida nessas coisas. Vai saber com quem ele andava. E pode até ligar do presídio, mas pra andar nessas provavelmente não seria o candidato mais indicado para um relacionamento decente. Eu, hein...