Cachorrinho dormindo.
Prato de macarrão com funghi.
Barriga de grávida.
Gatinho brincando.
Corinthians.
Auto-ajuda.
Cheesburguer e cerveja, legenda: hoje saí da dieta KKKK
Só no Brasil mesmo, o Brasil é uma merda.
Foto do Rio de Janeiro.
Cachorrinho no parque.
Foto do colega da quinta série que você não vê há 21 anos em Paris.
Cachorrinho machucado, adote um cachorrinho.
Bebê tomando banho.
Copo de cerveja.
Quarentona abraçada com as amigas, legenda: AMO.
O Facebook vai ser cobrado, repasse aos amigos.
Foto de macarrão, o macarrão da mamãe é o melhor.
Vai ter bolsa-prostituta, compartilhe esta vergonha, vamos impedir isso.
Corinthians.
Gatinho deitado.
Foto da ex-namorada do primo da sua vizinha em um churrasco.
Aê, são-paulino é tudo viado.
Barriga de grávida.
Fulano qualquer curtiu uma foto que não te interessa no Instagram.
Palmeiras
Criança de 5 anos com a língua de fora e os óculos da mãe.
Amigo está no restaurante top da cidade. Foto do prato não-identificado.
Pessoa avisando desesperada que está sem celular.
Ex-colega de trabalho com a melhor avó do mundo.
Log out.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Tamos aê
Não tenho escrito por aqui. Pois é, vocês perceberam. (Vocês? Tem alguém aí? Alô!).
Mas é que segócio é o neguinte: meu atual trabalho envolve apenas eu e o meu computador. Em casa. Eu não tenho reuniões, não tenho colegas de trabalho perto, não vou fofocar na mesa de ninguém, nem ninguém vem me encher o saco na minha. Não tenho eventos de trabalho. Não encontro ninguém no banheiro e nem no bebedor. Somos apenas e meus dedinhos fazendo tec tec tec tec incessantemente e meus olhinhos ardendo de tanta tela de computador. Além disso, se eu trabalho, eu ganho, se não, não. E quanto mais eu trabalho, mais eu ganho. E eu estou precisando ganhar.
Então, quando eu termino o trabalho, que grazadeus tem sido bastante, a ÚLTIMA coisa que eu quero é ficar no computador. Escrevendo, então, menos ainda. Coitados dos meus dedinhos e dos meus olhinhos.
Isso significa que por enquanto vai ser assim, infelizmente. Um postinho de vez em quando, embora tenha dois na fila já - um deles, daquele evento que eu fui há tempos e que foi super interessante e eu queria escrever sobre, mas ainda não consegui, que vergonha.
E eu fico me cobrando, porque queria dar um gás no blog, porque queria isso isso e aquilo. Mas, no momento, es lo que hay, como dizem os argentinos. Preciso fazer o que me dá dinheiro, e isso, infelizmente, o blog não me dá. Ele me dá alegria, mas alegria não paga as conta, né?
Tenho publicado mais no twitter do blog, o @seviraquase30, onde sempre escrevo ou coloco links que acho interessantes para a nossa faixa otária etária. E tem a página do FB também. Mas não me deixem só, porque mesmo que seja de vez em quando, ainda vou aparecer muito por aqui :-)
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
No armário e na vida
Ontem minha irmã, 30, estava me dizendo que está cansada do armário dela, das roupas, dos sapatos, que não aguenta mais nada a não ser as roupinhas da loja dela e olhe lá.
Eu disse que é porque nossos gostos vão mudando, a gente vai mudando, a moda vai mudando, e às vezes o que ontem parecia lindo, hoje parece um horror. Acontece.
Ela disse que é mesmo, e que se pudesse queimaria tudo que ela tem no armário para começar tudo de novo. Que estava muito enjoada, que não se identificava mais com o que tinha, que ia aproveitar a mudança de casa que está por vir para se desfazer de um montão de coisas mas que não sabia nem por onde começar.
Eu a abracei e disse "é... bem-vinda aos 30!" É assim mesmo. E que bom se essa sensação de desconforto se restringe só ao seu armário. Muitas vezes, isso acontece mesmo é com a vida.
Eu disse que é porque nossos gostos vão mudando, a gente vai mudando, a moda vai mudando, e às vezes o que ontem parecia lindo, hoje parece um horror. Acontece.
Ela disse que é mesmo, e que se pudesse queimaria tudo que ela tem no armário para começar tudo de novo. Que estava muito enjoada, que não se identificava mais com o que tinha, que ia aproveitar a mudança de casa que está por vir para se desfazer de um montão de coisas mas que não sabia nem por onde começar.
Eu a abracei e disse "é... bem-vinda aos 30!" É assim mesmo. E que bom se essa sensação de desconforto se restringe só ao seu armário. Muitas vezes, isso acontece mesmo é com a vida.
domingo, 11 de agosto de 2013
Quando eu crescer
Outro dia, no avião, ajudei a senhorinha ao meu lado a se comunicar com o comissário de bordo. Uma argentina e um turco tentando se comunicar em inglês, estava meio difícil.
Depois da ajuda, eu e a senhorinha começamos a conversar. Ela estava indo com o marido para a Turquia, depois para a Rússia, Ucrânia, Bulgária e algum outro país que eu não lembro mas que adoraria conhecer. Uma viagem incrível. Eu ia ficar em São Paulo mesmo, primeira escala do voo que saía de Buenos Aires.
A senhora me encheu de perguntas, perguntou até em que bar conheci meu namorado e onde ficava este bar - informações que eu realmente não sei que relevância teriam para ela. Mas respondi sorridente, e agradeci quando ela disse que meu namorado devia ser bonito porque eu era bonita também. Eu comentei que a viagem deles ia ser maravilhosa, ela fez um muxoxo. Não gostava tanto de viajar, fazer as malas era um estresse terrível, quem gostava dessas coisas era o marido. Mas ela acompanhava.
O papo esfriou, peguei meu fone pra ver as séries na telinha, ela ficou vendo uma revista que eu emprestei. Veio o jantar. Ela e o marido brindaram à viagem com taças de vinho e braços entrelaçados. Achei bonito. Depois que os comissários retiraram as bandejas, ela se acomodou, me desejou boa viagem e boa noite e pum, dormiu. O marido também. Desconfio que tomaram mais do que o vinhozinho no jantar, porque não acordaram nem na aterrissagem meio abrutalhada em São Paulo.
Tirando o provável remedinho pra dormir, eu quero ser como eles quando tiver mais de 60. Bem, sem papas na língua, brindando no avião e viajando por aí.
Depois da ajuda, eu e a senhorinha começamos a conversar. Ela estava indo com o marido para a Turquia, depois para a Rússia, Ucrânia, Bulgária e algum outro país que eu não lembro mas que adoraria conhecer. Uma viagem incrível. Eu ia ficar em São Paulo mesmo, primeira escala do voo que saía de Buenos Aires.
A senhora me encheu de perguntas, perguntou até em que bar conheci meu namorado e onde ficava este bar - informações que eu realmente não sei que relevância teriam para ela. Mas respondi sorridente, e agradeci quando ela disse que meu namorado devia ser bonito porque eu era bonita também. Eu comentei que a viagem deles ia ser maravilhosa, ela fez um muxoxo. Não gostava tanto de viajar, fazer as malas era um estresse terrível, quem gostava dessas coisas era o marido. Mas ela acompanhava.
O papo esfriou, peguei meu fone pra ver as séries na telinha, ela ficou vendo uma revista que eu emprestei. Veio o jantar. Ela e o marido brindaram à viagem com taças de vinho e braços entrelaçados. Achei bonito. Depois que os comissários retiraram as bandejas, ela se acomodou, me desejou boa viagem e boa noite e pum, dormiu. O marido também. Desconfio que tomaram mais do que o vinhozinho no jantar, porque não acordaram nem na aterrissagem meio abrutalhada em São Paulo.
Tirando o provável remedinho pra dormir, eu quero ser como eles quando tiver mais de 60. Bem, sem papas na língua, brindando no avião e viajando por aí.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Mulheres e seus corpos
Na semana passada estive em um evento muito interessante da Mentor, divisão da Johnson & Johnson que fabrica próteses de silicone - sim, essas mesmas que a mulherada bota nas peitcholas.
O evento, chamado "Tamanho É Documento", discutia os resultados de uma pesquisa feita com mulheres de várias capitais brasileiras sobre a relação delas com seus corpos e as motivações para pensar em colocar ou efetivamente colocar silicone nos seios. Quem fez a apresentação foi a psicóloga e sexóloga Ana Canosa e o cirurgião plástico Dr. Pedro Vital.
O tema central eu já disse, mas dele emergeram vários outros temas, como por exemplo o fato de o maior índice de insatisfação com o corpo é entre mulheres de 30 a 34 anos (nós!). Vou falar de todos eles durante os próximos dias aqui no blog.
O evento, chamado "Tamanho É Documento", discutia os resultados de uma pesquisa feita com mulheres de várias capitais brasileiras sobre a relação delas com seus corpos e as motivações para pensar em colocar ou efetivamente colocar silicone nos seios. Quem fez a apresentação foi a psicóloga e sexóloga Ana Canosa e o cirurgião plástico Dr. Pedro Vital.
O tema central eu já disse, mas dele emergeram vários outros temas, como por exemplo o fato de o maior índice de insatisfação com o corpo é entre mulheres de 30 a 34 anos (nós!). Vou falar de todos eles durante os próximos dias aqui no blog.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Djicas do SVQ30 - sapatos diferentosos - e em promoção!
Já repararam como os sapatos que a gente vê nas vitrines por aí estão todos meio iguais? Tachinhas, caveirinhas, laços, metalizados, as mesmas cores, os mesmos saltos... ZZZZZ Fazia tempo que eu estava procurando uns pisantes diferentes mas só conseguia achar todos muito iguais, provavelmente cópias de modelos de marcas internacionais, muito seguindo a modinha. Cha-tos!
Os preços são médios, bem razoáveis para sapatos originais, artesanais e diferentes. Mas a djica mesmo é que agora está rolando uma promoção bem boa, com descontos de 30%. Confira no site, na página do Facebook e no Twitter, em que eles sempre avisam onde vão estar e quando. Como eles mesmos dizem com sotaque gaúcho, "te joga, bonita!"
Aí um dia minha amiga Candy, do-en-te por sapatos - a figura chegou a ter mais de 200 pares - me mandou um link pro site da Louloux . Começou aí uma paixão platônica pela marca gaúcha, já que eu sou meio reticente em comprar coisas pela internet sem nunca nem ter visto, conhecido, nada. Só entrava no site para namorar os modelitos.
O forte deles realmente é a venda por internet, mas eles também fazem lojas temporárias uma vez por mês em várias cidades brasileiras - São Paulo, Rio, Porto Alegre, Curitiba, entre outras. Um dia que eles estavam em Sampa combinei de ir com a Candy e foi uma das experiências de compra mais legais que eu já tive.
O espaço deles em São Paulo é simples, sem fru-frus. Os sapatos, mais lindos ao vivo que no site, ficam expostos em cima de suas respectivas caixas com os diferentes tamanhos. Os vendedores, todos simpáticos e prestativos, estão lá para ajudar mas você também pode pegar o que bem entender, sentar e provar. Cada uma de nós experimentou uns 10 pares no mínimo, ajudadas por um dos vendedores divertidíssimos. Tivemos que nos controlar para não comprar mais do que compramos - eu, dois pares de sapatos e uma bolsa, ela dois sapatos. Minhas belezinhas são o Red Hill, o Bailarina dos Botões - hit da marca - e a bolsa Mustard.
| A Bailarina foi dançar em outra cidade mas já volta. |
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A vida no momento
Muitos leitores do blog (tipo duas pessoas, mas pra mim é muito) me pediram para escrever sobre minha decisão de voltar ao Brasil e sobre como anda minha vida no momento.
Pra quem não sabe, eu morei em Buenos Aires por 10 anos. Foi uma etapa muito importante na minha vida, foi o lugar onde "virei adulta" em quase todos os sentidos, onde fiz muitos amigos e conhecidos dos quais vou lembrar para sempre, onde ampliei minha cabeça e minha cultura, onde encontrei o meu amor.
Por tudo isso, acho que Buenos Aires para mim deu o que tinha que dar. Sentia que não queria mais estar lá, que não estava me fazendo bem. Estava de saco cheio de ser estrangeira, de não encaixar - sim, eu morei 10 anos lá e nunca me senti completamente "encaixada"- e da situação política e econômica de lá. Não que aqui esteja uma maravilha, como bem sabemos, mas lá eu achei que já extrapolava o meu limite.
Por exemplo: eu amo viajar, o que se torna muito difícil ganhando em pesos argentinos, com as taxas absurdas que passaram a ser cobradas pelo governo em tudo que envolve uma viagem ao exterior e com as enormes dificuldades para trocar dinheiro. Como disse uma amiga que voltou há alguns anos, bagunça por bagunça, eu fico com a minha. Não era minha bagunça.
Continuo adorando Buenos Aires porque realmente a cidade é linda, é interessante, é única - apesar de estar bem derrubadinha e suja. Buenos Aires é um pedaço de mim, eu vivi um terço da minha vida lá!
A decisão de voltar não foi fácil e nem de uma hora pra outra. Começou com uma crise no trabalho, que se juntou à crise dos 30. Tinha a sensação de não estar fazendo o que eu queria fazer e nem onde eu queria fazer. Tive de abrir mão dos meus confortos, do conhecido, de estar perto do meu namorado. Entre querer ir embora e ir, foi pelo menos um ano e meio.
Estou há 3 meses no Brasil numa fase meio de transição. Logo arrumei uns trabalhos freelance e estou me dividindo entre a casa da minha mãe e a do meu pai. Já voltei a Buenos Aires por uns dias, afinal quem não dá assistência, abre pra concorrência, se é que vocês me entendem. Estou fazendo um curso e tomando umas atitudes que eu espero que me levem aonde eu quero ir. E se não levarem, com certeza o caminho terá valido a pena. Já está valendo.
Pra quem não sabe, eu morei em Buenos Aires por 10 anos. Foi uma etapa muito importante na minha vida, foi o lugar onde "virei adulta" em quase todos os sentidos, onde fiz muitos amigos e conhecidos dos quais vou lembrar para sempre, onde ampliei minha cabeça e minha cultura, onde encontrei o meu amor.
Por tudo isso, acho que Buenos Aires para mim deu o que tinha que dar. Sentia que não queria mais estar lá, que não estava me fazendo bem. Estava de saco cheio de ser estrangeira, de não encaixar - sim, eu morei 10 anos lá e nunca me senti completamente "encaixada"- e da situação política e econômica de lá. Não que aqui esteja uma maravilha, como bem sabemos, mas lá eu achei que já extrapolava o meu limite.
Por exemplo: eu amo viajar, o que se torna muito difícil ganhando em pesos argentinos, com as taxas absurdas que passaram a ser cobradas pelo governo em tudo que envolve uma viagem ao exterior e com as enormes dificuldades para trocar dinheiro. Como disse uma amiga que voltou há alguns anos, bagunça por bagunça, eu fico com a minha. Não era minha bagunça.
Continuo adorando Buenos Aires porque realmente a cidade é linda, é interessante, é única - apesar de estar bem derrubadinha e suja. Buenos Aires é um pedaço de mim, eu vivi um terço da minha vida lá!
A decisão de voltar não foi fácil e nem de uma hora pra outra. Começou com uma crise no trabalho, que se juntou à crise dos 30. Tinha a sensação de não estar fazendo o que eu queria fazer e nem onde eu queria fazer. Tive de abrir mão dos meus confortos, do conhecido, de estar perto do meu namorado. Entre querer ir embora e ir, foi pelo menos um ano e meio.
Estou há 3 meses no Brasil numa fase meio de transição. Logo arrumei uns trabalhos freelance e estou me dividindo entre a casa da minha mãe e a do meu pai. Já voltei a Buenos Aires por uns dias, afinal quem não dá assistência, abre pra concorrência, se é que vocês me entendem. Estou fazendo um curso e tomando umas atitudes que eu espero que me levem aonde eu quero ir. E se não levarem, com certeza o caminho terá valido a pena. Já está valendo.
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